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domingo, 1 de janeiro de 2012

Últimas Aquisições de 2011

As minhas últimas aquisições deste ano foram:






Em segunda mão, três pelo preço de um,

- "O codex 632" de José Rodrigues dos Santos
- "A Papisa de Joana" da Donna Woolfolk Cross
- "O filho de Thor" da Juliet Marillier

Através do Winkingbooks,

- "O Vendedor de passados" do José Eduardo de Agualusa

E como prenda de Natal inesperada, o meu marido ofereceu-me um Android ebook reader:




Acho que foi uma forma simpática de dizer que já não temos mais espaço para livros novos lá em casa;) Vou aproveitar assim para ler mais clássicos e treinar o meu inglês.




sábado, 31 de dezembro de 2011

balanço de 2011

Este ano de 2011 tinha estipulado como meta a leitura de 20 livros, o qual não consegui cumprir tendo lido apenas 14 livros. No entanto foi muito bom pois, apesar de não ter muito tempo, consegui ler o dobro comparativamente com o  ano anterior. Considero que as minhas leituras foram bastante diversificadas com estilos literários diferentes do que estou habituada, como o mistério, fantasia, contos, poesia e biografias e posso dizer que gostei bastante. Li também autores que nunca tinha lido e sobre culturas diferentes como a indiana, moçambicana e chinesa.

A leitura que mais gostei foi "O ano da morte de Ricardo Reis" de José Saramago pelo contexto histórico, correspondente à subida de poder do Salazar e à consolidação da ditadura na Europa, pela suas descrições da cidade de Lisboa e, sobretudo pelo romance desenvolvido em torno da personagem de Fernando Pessoa e do seu Heterónimo Ricardo Reis. O livro que mais me desiludiu foi as "Grandes Esperanças" que tinha demasiadas expectativas e que acabou por se tornar uma leitura maçuda.

Para 2012 não vou estabelecer grandes objectivos. Vou tentar atingir a meta dos 20 livros que não atingi o ano anterior e continuar a diversificar as minhas leituras. Vou ainda ler mais os livros cá de casa e os clássicos disponíveis na net para diminuir os meus gastos. Vou também tentar aumentar o número de livros lidos da lista "1001 books you must read before you die", que este ano consegui ler quatro.

Boas Leituras para 2012!

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Aquisições - Outubro

Este mês foi muito bom no que respeita a aquisição de livros.



Oferecido por um amigo,
- Angola 30 anos
- De rios velhos e guerrilheiros - I O livro dos Rios, de José Luandino Vieira
- Estórias Abensonhadas, de Mia Couto
- Crónica de Uma Travessia - A Época do Ai-dik-funam, de Luís Cardoso

Comprei A fúria dos Reis de George R.R. Martin

Através do Winkingbooks,
- Tim, de Colleen McCullough
- À Procura de Sana, de Richard Zimler
- Sputnik, meu amor, de Haruki Marakami
- Chocolate, de Joanne Harris

Estes dois últimos livros foram adquiridos o mês passado mas tinha-me esquecido de colocar no post anterior. Agora até ao Natal penso que vou fazer uma pausa nas aquisições.

Contos do Nascer da Terra

Autor: Mia Couto
Editora: Caminho
Colecção: Outras Margens: Autores estrangeiros de lingua portuguesa
N.º Páginas: 245
ISBN: 9789722111294
Categoria: Contos













Sinopse:
Era uma vez uma menina que pediu ao pai que fosse apanhar a lua para ela. O pai meteu-se num barco e remou para longe. Quando chegou à dobra do horizonte pôs-se em bicos de sonhos para alcançar as alturas. Segurou o astro com as duas mãos, com mil cuidados. O planeta era leve como uma baloa. «Quando ele puxou para arrancar aquele fruto do céu se escutou um rebentamundo. A lua se cintilhaçou em mil estrelinhações. O mar se encrispou, o barco se afundou, engolido num abismo. A praia se cobriu de prata, flocos de luar cobriram o areal. A menina se pôs a andar ao contrário em todas as direcções, para lá e para além, recolhendo os pedaços lunares.

Opinião:
Ofereceram-me este livro quando tinha cerca de 14 anos e lembro-me que naquela altura não li mais que dois contos pois não consegui perceber o seu contexto.  Resolvi pegar nele novamente por ouvir falar tão bem do autor e ainda bem que o fiz. Fiquei simplesmente deslumbrada. Este livro reúne pequenos contos que, tal como diz o título, são alusivos à "Terra" em que muitos deles falam de alguns momentos reais dramáticos, como a morte, a solidão, a doença e a miséria vividos pelos Moçambicanos. No entanto Mia Couto fala deles com uma suptileza que não imaginei que fosse possível. 

Mas muitas das vezes tive a sensação que o mais importante não era o conteúdo da mensagem e sim a forma como estas pequenas histórias eram contadas. Durante a leitura senti-me novamente criança, quando ouvia histórias de encantar, havendo momentos verdadeiramente poéticos. A escrita de Mia Couto é bastante harmoniosa, apaixonante, repleta de metáforas e parábolas. Mas a sua característica principal como escritor penso que é o facto de ele inventar palavras e expressões, tornando o seu estilo bastante inovador.

Adorei este livro e recomendo para aqueles que não procurem verdadeiramente uma história mas que queiram desfrutar de uma leitura poética muito ligada à mãe natureza.

5 - Adorei

domingo, 18 de setembro de 2011

O Talentoso Senhor Ripley

Autor: Patricia Highsmith
Edição: Biblioteca Sábado
N.º Páginas: 199
Categoria: Policial/Mistério















Sinopse:
Tom Ripley, um jovem desempregado que se dedica a pequenas burlas, é contactado pelo pai de um velho conhecido, que lhe oferece uma viagem a Itália com todas as despesas pagas para tentar convencer o seu filho Dickie a voltar para casa e encarregar-se da empresa familiar. Na Itália, Tom afeiçoa-se a Dickie e conhece uma existência despreocupada e luxuosa a que nunca tinha tido possibilidade de aceder. Quando Dickie começa a suspeitar das boas intenções do seu novo amigo, Tom fica desesperado, chegando a extremos impensáveis para poder manter o acesso àquele estilo de vida.

Opinião:

O " Talentoso Sr. Ripley" é o primeiro de uma série de Thriller escrita por Patricia Highsmith. E devo dizer que, apesar de não ser uma leitora assídua de policiais, tem uma abordagem um pouco diferente da que costumamos ver habitualmente. Enquanto que nos livros de mistério temos o policia a tentar descobrir quem é o assassino, neste passa-se exactamente  o contrário, ou seja,  temos  o criminoso e os factos diante os nossos olhos, no entanto, acabamos por não saber se a policia vai chegar ou não ao criminoso, o que faz com que o leitor esteja ansioso por terminar o livro. Nem tenho palavras para descrever a personagem principal. Tom Ripley é  ambicioso, desmedido, trapaceiro, com grande capacidade de manipular as pessoas, enfim, um verdadeiro sociopata. É fantástico a capacidade da autora criar uma personagem destas. O final é um pouco intrigante no entanto está feito de forma a dar seguimento à série.

Gostei bastante da escrita da Patricia Highsmith, principalmente  as descrições dos locais onde Tom Ripley passou: Paris, Veneza, Roma, Milão, Montibello, entre outras regiões da Itália. Gostei também do contraste da década de 50 com os dias de hoje, em que na altura comunicava-se imenso com cartas.

Para quem gosta de leituras com algum suspense aconselho claramente esta obra.

Existe um filme baseado neste livro com Matt Damon, Jude Law e Gwyneth Paltrow que pretendo ver recentemente, apesar de já me terem dito que é um pouco aborrecido.

Classificação: 4 - Gostei Muito

domingo, 28 de agosto de 2011

Grandes Esperanças

Autor: Charles Dickens
Editora: Europa-América
Colecção: Clássicos
N.º Páginas: 460
ISBN: 9721044202
Categoria: Romance Clássico












Sinopse:
Publicado pela primeira vez em 1860-1861, Grandes Esperanças é um dos romances mais sérios de Charles Dickens. É impossível escapar ao poder de sedução desta obra poderosa e violenta, de onde não estão ausentes nem a sátira nem o humor. Tal como um romance policial, o mistério apodera-se da nossa atenção e a revelação da sua verdade psicológica e moral mantém-nos em suspenso até ao derradeiro momento. hipnotizados pela voz de Pip e guiados pela sua memória, vamos desvendando o segredo das suas «grandes esperanças» e testemunhando o encontro de um homem consigo próprio.

Opinião:
   "Grandes Esperanças" narra a história de um menino orfão, Pip, que é criado modestamente pela sua irmã mais velha e o seu cunhado, o ferreiro Joe. A uma determinada altura da sua vida, Pip é provido de grandes esperanças, ganhando dinheiro e bens de um indivíduo que se mantém icognito e altera totalmente a sua vida. Desta forma sai de Richmond e parte para Londres onde é educado de acordo com a sua nova condição económica e social.
   O livro encontra-se dividido em três partes narrados pela própria personagem. A primeira parte fala-nos da infância de Pip até que ele é dotado das suas grandes esperanças; a segunda mostra-nos como Pip se torna um cavalheiro e descobre o seu benfeitor; a terceira fala-nos do processo de transformação interior do protagonista como consequência dos acontecimentos decorridos ao longo da sua vida.
   Durante a leitura deste livro, a primeira parte foi bastante aborrecida, a segunda fluiu um pouco melhor mas foi na terceira parte que o livro ganhou vida para mim. Apesar da narrativa, a meu ver, ter sido inicialmente bastante lenta, gosto da escrita poética de Dickens e das reflexões que ele faz ao longo do romance.
   Dickens, através deste livro, levanta algumas questões que seriam uma preocupação naquela época: a desordem, a sujidade e os perigos da cidade de Londres quando comparados com a tranquilidade de Richmond; a situação dos reclusos em Inglaterra no século XIX, onde muitos deles eram deportados com a finalidade de colonizar terras desertas como a Austrália, em condições bastantes adversas, sem a possibilidade de voltarem novamente ao seu país (condições estas que se encontram bem detalhadas no livro Nunca me esqueças de Lesley Pearse); a falta de oportunidades e a injustiça praticada a indivíduos de condições sociais mais baixas; a falta de valores morais pelas pessoas independentemente do estrato social a que se encontre.
   Apesar de ter-me custado a entrar no romance, penso que é uma leitura agradável para quem aprecia clássicos.

3* - Gostei

quinta-feira, 7 de julho de 2011

John Lennon nunca morreu e outros contos fantásticos

Autor: Catarina Coelho
Editora: Chiado Editora
N.º Páginas: 88
ISBN: 9789896970642
Categoria: Contos/Fantasia














Sinopse:
Este livro apresenta sete contos que conjugam fantasia, magia, sobrenatural e improvável. Entrando directamente na mente e nas emoções das personagens, cada história procura ser, ao mesmo tempo, visão imaginária e reflexo de sentimentos.

John Lennon nunca morreu - A história de um fã entusiástico dos Beatles, que não se conforma com a grande perda sofrida pela música com a morte de John Lennon e decide fazer alguma coisa quanto a isso.

A Troca - Stella e Charlotte vivem perto de uma floresta ancestral. Nela, existem forças que reinam soberanas. E desafiá-las pode ter consequências inesperadas…

Pequenos Demónios - Após anos de ausência, a protagonista deste conto regressa à casa onde cresceu e descobre como o passado, que julgava completamente morto e enterrado, pode tornar-se assustadoramente vivo e presente.

O Sacrifício - Um monge cristão chega a um território onde a fé é a dos velhos deuses e o choque com a nova crença é inevitável. Quando o amor acontece e ameaça abalar a velha ordem, homens e deuses vêem-se envolvidos numa disputa cujo preço pode ser demasiado alto…

E nada mais importa - Mesmo quando o coração se julga nulo e insignificante, o bem que fazemos pode dar sentido a toda uma vida e um simples gesto de caridade pode fazer toda a diferença...

Espelhos - Elizabeth odeia a hipocrisia que reina entre os convidados para o baile de Whitestone, a forma como escondem entre sorrisos e cortesias os seus maiores defeitos. Mas, um dia, será ela a organizadora desse baile e decidirá preparar para os seus convidados uma surpresa que eles nunca esquecerão…

Espíritos da Natureza - Em Green Oaks, celebra-se a festa das colheitas, junto do castelo do senhor daqueles domínios. Mas os festejos são perturbados por um acontecimento misterioso, que abalará a paz daquela terra e fará a comunidade perceber que há forças maiores em jogo…


Opinião:
    Este livro reúne um conjunto de sete pequenos contos fantásticos, cada um deles com o seu estilo, sendo apresentadas histórias com uma abordagem mais medieval e outras mais ficcionais onde é possível seres inanimados ganharem vida ou viajar através do tempo e no espaço. Também é possível encontrar um pouco de mistério, romance e magia.
   Ao longo da leitura apercebi-me que a autora, através de um mundo imaginário, transmite algumas mensagens que podem ajudar a melhorar o nosso mundo real, como a preservação da natureza, o respeito pelo o próximo, a valorização das nossas vidas e a influência que cada um de nós pode ter na vida das outras pessoas apenas com pequenos gestos.
    Gostei das histórias e da escrita da Catarina Coelho, tendo apreciado particularmente os desfechos improváveis e as descrições do espaço onde as personagens se inserem, permitindo-nos imaginar os locais com maior precisão. Dos contos apresentados os que mais gostei foi A Troca e E nada mais importa, talvez pelo carácter das suas mensagens.
    Uma leitura bastante leve e agradável, sendo excelente para leitores mais jovens que gostem de literatura fantástica.
    Agradeço desde já à Catarina Coelho pela oferta do livro autografado e espero que continue a escrever e a partilhar connosco estes pequenos momentos mágicos.

Blog do livro:

Classificação: 4 - Gostei Muito

quinta-feira, 30 de junho de 2011

O Anjo Branco

Autor: José Rodrigues dos Santos
Editora: Gradiva
N.º Páginas: 678
ISBN: 9789896163907
Categoria: Romance Histórico














Sinopse:
    A vida de José Branco mudou no dia em que entrou naquela aldeia perdida no coração de África e se deparou com o terrível segredo.
    O médico tinha ido viver na década de 1960 para Moçambique, onde, confrontado com inúmeros problemas sanitários, teve uma ideia revolucionária: criar o Serviço Médico Aéreo.
    No seu pequeno avião, José cruza diariamente um vasto território para levar ajuda aos recantos mais longíquos da província. O seu trabalho depressa atrai as atenções e o médico que chega do céu vestido de branco transforma-se numa lenda no mato.

Chamam-lhe o Anjo Branco

    Mas a guerra colonial rebenta e um dia, no decurso de mais uma missão sanitária, José cruza-se com aquele que se vai tornar o mais aterrador segredo de Portugal no Ultramar.
    Inspirado em factos reais e desfilando uma galeria de personagens digna de uma grande produção, O Anjo Branco afirma-se como o mais pujante romance jamais publicado sobre a Guerra Colonial - e, acima de tudo, sobre os últimos anos da presença portuguesa em África.


Opinião:
    "O Anjo Branco" foi-me oferecido no meu aniversário pelo meu pai. Despertou-me logo a atenção não só porque ele adorou o livro mas também porque fala da guerra colonial que, siceramente, é um dos acontecimentos da história de Portugal que conheço pouco.
    Ao iniciar a leitura fiquei um pouco reticente por verificar que o livro é uma continuação de "A Vida num Sopro" que ficou um pouco aquém das minhas expectativas mas, ao avançar com a leitura comecei a achá-lo bastante interessante, até porque dá vida a novas histórias e personagens.
    "O Anjo Branco" retrata a história de um médico, José Branco, que vai para Moçambique prestar serviços de Saúde e, ao deparar-se com as limitações da assistência médica em províncias mais distantes, cria um Serviço Médico Aéreo onde cuida de todas as pessoas sem distinção da raça ou opções políticas. Ao longo dos anos que lá passa inicia-se a guerra em Moçambique e José Branco acaba por testemunhar o resultado de um dos episódios mais aterrorizantes, o massacre de Wiriyamu.
    Adorei ler este livro até porque o José Rodrigues dos Santos é um escritor que aprecio muito.  "O Anjo Branco" é o testemunho dos Portugueses que emigraram para África na década de 60-70, dos militares, em particular os que pertenceram à 6ª companhia de comandos, e do povo moçambicano sendo estes os inocentes que foram envolvidos pela guerra e os que estavam politicamente envolvidos contra o regime. Ao se basear numa história verídica fez com que a obra tivesse outra profundidade e fez-me pensar nas vítimas pelo que passaram nessa altura e pelas cicatrizes que ficam nos que vivem ainda hoje.
    Estive em dúvida se classicava com quatro ou cinco estrelas. Houve várias razões por não ter cotado mais esta leitura. A primeira foi o facto de ser o terceiro livro que li do autor e este começar quase da mesma forma que os outros, o que tornou para mim o início do romance um pouco cansativo. Outra das razões prende-se com a forma como o autor relaciona os factos históricos com o romance em si, dando às vezes a sensação de que nos está a debitar história nos diálogos. Por fim, o final não me arrebatou o suficiente. Apesar de terminar um pouco melhor que os outros dois livros que li dele, penso que podia ser mais emocionante.
    Acho que as pessoas que gostam de romances históricos vão apreciar este livro e, apesar de ter quase 700 páginas lê-se bastante bem. 

Classificação: 4,5 - Gostei Muito

sexta-feira, 3 de junho de 2011

Nudez Mortal

Autor: J.D. Robb
Editora: Saída de Emergência
Colecção: Chá das Cinco
N.º Páginas: 248
ISBN: 9789898032300
Categoria: Policial/Literatura Romântica









Sinopse:
Eve Dallas é tenente da polícia de Nova York e persegue um assassino implacável. Em mais de 10 anos de profissão, ela já viu tudo - e sabe que a sua sobrevivência depende do seu instinto. E é precisamente esse instinto que ela tem de ignorar quando se envolve com Roarke, um bilionário irlandês, principal suspeito na investigação de Eve. Mas a paixão e a sedução têm as próprias regras e só depende de Eve arriscar-se ou não nos braços de um homem sobre o qual nada sabe, excepto que deseja loucamente a sua companhia... e tudo o que isso acarreta!

Opinião:
Achei que tinha chegado a altura de ler um policial e, uma vez que me ofereceram o livro resolvi pegar nele dado que nunca tinha lido nada de J.D. Robb/Nora Roberts.

Eve foi encarregue de uma investigação policial de um indivíduo que estava a matar prostitutas em Nova York, sem deixar vestígios que o incriminassem. Entretanto, ao longo da investigação, Eve apaixona-se pelo principal suspeito, Roarke, e acaba por se envolver com ele. Trata-se definitivamente de uma história romântica e com algum erotismo, ideal para quem aprecia este tipo de literatura. Já a abordagem do mistério, acho que ficou muito aquém. Suspeitei logo do assassino assim que ele foi apresentado no livro, apesar de não saber como a história ia ser desenvolvida. Por outro lado, acho que a autora podia ter desenvolvido mais o final. Apesar de a história não me ter fascinado, achei interessante a J.D. Robb ter contruído um romance futurista, simulando a actividade policial no ano de 2058 mas mais uma vez penso que podia ter elaborado um pouco mais esta ideia. Foi uma leitura bastante fluida até porque a escrita é muito acessível e sem grandes floreados e entreteve-me numa altura em que não me convinha ler nada muito pesado.

Classificação: 3 - Gostei

domingo, 29 de maio de 2011

Novas aquisições

Este mês de Maio, para além das comprinhas da feira do livro, adquiri mais alguns livros:


    
  
              

- O "1984" comprei em segunda mão.
- "A Aventura de Miguel Littin Clandestino no Chile", adquiri para aproveitar os prémios nobel disponibilizados pela revista Sábado.
- "Memórias de uma Gueixa" e "A Fórmula de Deus" pedi através do Winkingbooks.


sexta-feira, 20 de maio de 2011

O Deus das Pequenas Coisas

Autor: Arundhati Roy
Editora: Público
Colecção: Mil Folhas
Nº Páginas: 349
ISBN: 8406200736
Categoria: Romance













Sinopse:
O Deus das Pequenas Coisas, primeiro romance de Arundhati Roy, decorre durante os anos 60 na região de Kerala, no sul da Índia. A história começa com o funeral da menina inglesa Sophie Moll, prima dos protagonistas, os gémeos Rahel e Estha. Este acontecimento trágico serve de ponto de partida para uma narrativa onde Arundhati Roy nos apresenta uma apaixonante saga familiar, que decorre numa época conturbada na qual tudo pode modificar-se, num tempo e num país cujas essências parecem eternas. Um romance com uma escrita sensual, um estilo e um vislumbre do interior da natureza humana. A história política da Índia, com os seus tabus sociais que se fundem com o relato mágico acerca das grandezas e misérias da natureza humana. Um festim literário admiravelmente concebido e magistralmente narrado.

Opinião:
"O Deus das Pequenas Coisas" fala-nos de uma família Indiana ao longo de três gerações: os gémeos Estha e Rahel, a sua mãe Ammu, o tio Chacko, a avó Mammachi e a tia-avó Baby Kochamma. A narrativa desenrola-se principalmente em Kerala e em volta da trágica morte da prima dos gémeos, a Sophie Mol.

Paralelamente, a autora remete-nos para alguns problemas políticos, sociais e religiosos que ocorreram na região de Kerala na década de 60, época marcada pelas revoluções marxistas que contestavam alguns valores tradicionais bem como a exploração dos operários. É também visível a marginalização das pessoas pertencentes à casta mais baixa da India, os Párias, e nos condicionalismos a que a mulher indiana era sujeita. Mostra-nos ainda um pouco da expressão do Cristianismo na região de Kerala.

Gostei muito do livro e da escrita de Arundhati Roy. As descrições são ricas de metáforas e feitas com muita sensualidade. Fala-nos da Natureza de uma forma apaixonante, sendo impressionante a valorização que a autora dá às coisas mais simples.

Mas quem é esse “Deus das Pequenas Coisas”? “O deus das pequenas coisas é a inversão de Deus. Deus é uma coisa grande e está sempre em controlo. O deus das pequenas coisas pode ser a forma como as crianças vêem as coisas ou a vida dos insectos nos livros, os peixes ou as estrelas – é um não-aceitar do que pensamos ser as fronteiras dos adultos” (Arundhati Roy, retirado no Jornal Público).

O que não me agradou tanto foi a forma como a autora expôs a narrativa, andava sempre para trás e para a frente. Gosto de pegar num livro e saber onde procurar algumas partes da história mas com ela não é possível porque o mesmo momento da história é descrita ao longo do livro várias vezes, embora numa perpectiva um pouco diferente. Mas, de uma forma geral, foi uma excelente leitura. Aconselho vivamente.

Classificação: 4 - Gostei Muito

domingo, 1 de maio de 2011

Aquisições na Feira do Livro



Já sabia que ao ir à feira do livro não vinha de mãos a abanar. Comprei três livros em segunda mão quase novinhos em folha: O Retrato da Sépia de Isabel Allende, A Filha da Floresta de Juliet Marillier e A Senhora de Avalon de Marion Zimmer Bradley.

Acabei por trazer também o Grande Gatsby de F. Scott Fitzgerald e aproveitei a promoção do livro do dia na Editora Objectiva, Até o silêncio tem um fim de Ingrid Betancourt.

Depois destas aquisições vou ver se me consigo controlar até à feira do livro de Cascais para ver se consigo diminuir um pouco a pilha de livros!

segunda-feira, 25 de abril de 2011

A Paixão de Jane Eyre

Autor: Charlotte Brontë
Editora: Inquérito
Colecção: Os melhores romances dos melhores romancistas
N.º Páginas: 385
Categoria: Clássico












Sinopse:
Jane Eyre é uma obra-prima da literatura inglesa, a autobiografia ficcionada de uma jovem que, depois de uma infância e adolescência desprovidas de afecto, se torna preceptora em Thornfield Hall e se apaixona pelo seu proprietário, Mr. Rochester. Plenamente correspondida nos seus sentimentos, Jane julga ter encontrado o amor por que ansiara toda a vida, mas Thornfield Hall esconde um segredo tenebroso que ameaça ensombrar a sua felicidade. Numa atmosfera misteriosa e inesquecível, acompanhamos esta heroína de espírito puro e apaixonado, que trava uma luta interior constante para se manter fiel às suas convicções e a si própria. Jane Eyre tem agora uma nova versão cinematográfica, com Mia Wasikowska, Michael Fassbender e Judi Dench nos principais papéis. (Fnac)

Opinião:
Comprei o livro à cerca de um ano por ter visto um filme sobre Jane Eyre e, apesar de não me lembrar da história, sei que na altura tinha gostado bastante. Por outro lado, como já tinha lido os Montes dos Vendavais, fiquei curiosa de conhecer outra obra das irmãs Brontë.

Este clássico fala-nos de uma menina, Jane Eyre, que ficou orfã de pai e mãe quando ainda era bebé e foi entregue à familia,  tendo vivido uma infância infeliz com a sua tia e primos, vitima de maus tratos físicos e emocionais. Aos 10 anos, foi enviada para um orfanato cristão onde viveu como estudante e professora. Aos 18 anos arranjou um trabalho como perceptora em Thornfield, para educar uma pupila do dono da casa, Mr. Rochester, por quem Jane se apaixona. No entanto, um segredo no casarão de Thornfield Hall impede a união deste casal.

Uma obra que nos trás uma história de amor à boa moda dos clássicos mas com um pouco de suspense à mistura. Charlotte Brontë tem uma escrita simples mas as suas descrições das paisagens, das personagens e dos sentimentos vivenciados são verdadeiramente marcantes. Um livro que se distingue também pela afirmação da independência feminina na figura de Jane Eyre, uma mulher auto-suficiente e de carácter bastante vincado para a sua época, por ter uma formação intelectual e moral acima da média, por viver do seu próprio sustento e por não se deixar rebaixar ou levar por ninguém com sexo, posição social ou visões diferentes das dela.

Uma leitura bastante agradável e foi com muita pena minha que cheguei ao fim do livro. Estou ansiosa por ver o filme que se encontra agora no cinema.

Classificação: 5 - Adorei


segunda-feira, 11 de abril de 2011

As próximas leituras

Como a Carlinha da Atmosfera de livros, tenho imensos livros em casa e, no entanto, a tendência é comprar mais e mais. Tal como ela, seleccionei uma lista de 10 livros para ler de seguida, até para ver se aumento um pouco o ritmo de leitura, embora o tempo seja cada vez mais restrito. Mas não há nada como desafiarmos a nós próprios.


                                                  (Foto retirada da net)

- O Anjo Branco, José Rodrigues dos Santos
- O Deus das pequenas coisas, Arundhati Roy
- As vinhas da ira, Jonh Steinbeck
- As Brumas de Avalon II - A rainha suprema, Marion Zimmer Bradley 
- O Crime do Padre Amaro, Eça de Queirós
- Grandes Esperanças, Charles Dickens
- Cisnes Selvagens, Jung Chang
- Nudez Mortal, J.D. Robb
- O Conde de Monte-Cristo, Alexandre Dumas
- O Talentoso Mr. Ripley, Patricia Highsmith

Assim, para poupar um pouco mais pensei em primeiro lugar dar vazão aos livros que já tenho e só após ler 3 deles é que adquiro um próximo livro. Vou abrir uma excepção para a feira do livro de Lisboa, claro, e começo já com balanço negativo. Mas a feira também só acontece uma vez por ano;)

quarta-feira, 6 de abril de 2011

Meros Espectadores?


" ...talvez isto é que seja o destino, sabermos o que vai acontecer, sabermos que não há nada que o possa evitar e ficamos quietos, olhando, como puros observadores do espetáculo do mundo, ao tempo que imaginamos que este será também o nosso último olhar, porque com o mesmo mundo acabaremos,..."

                                                 José Saramago, O ano da Morte de Ricardo Reis
                                                                  (Imagem retirada da net)

segunda-feira, 4 de abril de 2011

O Ano da Morte De Ricardo Reis

Autor: José Saramago
Editora: Público
Colecção: Mil Folhas
N.º Páginas: 351
ISBN: 8481304964
Categoria: Romance













Sinopse:
O Protagonista da história é Ricardo Reis, um dos heterónimos de Fernando Pessoa, que desembarca em Lisboa em 1936, vindo do Brasil, onde se havia refugiado por motivos políticos. Reis é médico, abre um consultório para tentar a sua reinserção na sociedade, frequenta duas senhoras, Um filho nascerá após a sua morte, que ocorrerá em 1936. Este Trágico ano é o verdadeiro protagonista do livro. É o ano em que ocorrem factos terríveis: as camisas verdes dos salazaristas aliam-se às camisas negras, castanhas, azuis dos fascistas, nazis e falangistas. Grassa a guerra da Etiópia. Uma revolta militar conduz Espanha à guerra civil. O personagem Ricardo Reis, espectador e testemunha destes graves acontecimentos, consegue, através da extraordinária capacidade de efabulação de Saramago, prender o leitor e transportá-lo ao clima sombrio daquela época.

Opinião:
Adiei muito a leitura dos livros de José Saramago. Comecei a ler "O Memorial do Convento" e "O Cerco de Lisboa" mas, como a escrita dele não me agradava, acabei por abandonar estas leituras. Insistiram tanto para eu ler "O Ano da Morte de Ricardo Reis" que decidi ultrapassar este meu preconceito relativamente à sua escrita e ler o livro. Ainda bem que o fiz pois é um livro excepcional. Não é à toa que Saramago ganhou o prémio nobel.

A história inicia-se com a chegada de Ricardo Reis a Lisboa, um dos heterónimos de Fernando Pessoa. Reis é médico e poeta que exerceu medicina no Brasil durante 16 anos. Instala-se então no Hotel Bragança, em Lisboa, onde conhece duas senhoras: A criada Lídia, companhia das suas noites, e Marcenda, uma dama distinta de Coimbra que mensalmente vem a Lisboa com seu pai, fazer tratamentos médicos na tentativa de recuperar a paralesia da sua mão esquerda. Também recebe algumas visitas regulares do seu amigo Fernando Pessoa, falecido um mês antes do seu regresso a Portugal.

Ao mesmo tempo que se desenrola o Romance, decorrem momentos políticos importantes que marcaram o ano de 1936, ou seja, o desenvolvimento do fascismo na Europa e a união dos regimes fascistas dos diferentes países, com vista a combater o comunismo. Em Espanha ocorre a subida do regime de Esquerda no governo que desencadeia a revolta militar pelo movimento fascista e, consequentemente, a guerra civil. Termina a guerra da Etiópia em que a Itália sai vencedora. Em Portugal, é criada a Mocidade Portuguesa para preparar alguns jovens na governação do país no futuro e é criada a Legião Portuguesa (camisas verdes) em defesa do Estado Novo contra os Comunistas e as pessoas que tomem posições divergentes do regime.

Um dos melhores livros que li até hoje. Saramago é realmente um génio da literatura. É fabuloso como ele recria uma história com uma personagem criada por uma outra pessoa e como pega na poesia de Ricardo Reis, enquadrando-a no momento em que decorre acção seja esta um envolvimento amoroso ou um acontecimento político.

Gostei imenso do roteiro feito ao longo do romance, onde o protagonista passeia por Lisboa. Pode-se destacar alguns locais como: a rua do Alecrim, onde ficou hospedado no Hotel Bragança; o Rossio e o Teatro D. Maria; o Alto de Santa Catarina onde se encontra a estátua de Adamastor;  a rua de Camões com a estátua de Luís de Camões.

Um livro que claramente superou as minhas expectativas!

Classificação: 6 - Favoritos

quarta-feira, 23 de março de 2011

Mais Aquisições

O Modelo está com algumas promoções nos livros. Não consegui resistir. Tive que me conter para não trazer mais livros que queria ler, mas tenho primeiro que dar vagar aos que tenho cá em casa. Mais uma vez, adquiri dois livros que ouvi críticas muito boas: "O Amor em Tempos de Cólera", de Gabriel García Márquez e "O Segredo da Casa de Riverton" de Kate Morton.


domingo, 20 de março de 2011

Últimas Aquisições



Ofereceram-me o Anjo Branco que será uma das minhas próximas leituras. Ao passar pela loja de livros em segunda mão ao pé do meu trabalho não resisti e comprei os cisnes selvagens, um livro que tenho bastante curiosidade por ser um prémio nobel e por falar da cultura chinesa que pouco conheço e sobre a qual nunca li nada.

sábado, 26 de fevereiro de 2011

A Muralha de Gelo

Autor: George R.R. Martin
Editora: Saída de Emergência
Colecção: Colecção Bang
Nº Páginas: 416
ISBN: 9789896370206
Categoria: Fantasia









Sinopse:
Estes são tempos negros para Robert Baratheon, rei dos Sete Reinos. Do outro lado do mar, uma imensa horda de selvagens começa a formar-se com o objectivo de invadir o seu reino. À frente deles está Daenerys Targaryen, a última herdeira da dinastia que Robert massacrou para conquistar o trono. E os Targaryen sempre foram conhecidos pelo seu rancor e crueldade ....

Mais perto, para lá da muralha de gelo que se estende a norte, uma força misteriosa manifesta-se de maneira sobrenatural. E quem vive à sombra da muralha não tem dúvidas: os Outros vêm aí e o que trazem com eles é bem pior do que a própria morte...

Ainda mais perto, na Corte, as conspirações continuam. O ódio entre as várias Casas aumenta e desta vez o sangue mancha os degraus dos palácios e o veludo dos cadeirões dourados. E quando parece que nada poderia piorar, o rei é ferido mortalmente numa caçada. Terá sido um acidente ou um assassinato? Seja como for, uma coisa é certa: a guerra civil vem aí!

Opinião:

Na Muralha de Gelo, tal como na Guerra dos Tronos, os capítulos estão organizados de forma a mostrar a perspectiva de uma das personagens envolvidas numa determinada acção. Ao mudarmos de capítulo, muda-se de personagem e consequentemente de acção, o que dá ao leitor a ânsia de avançar ao longo dos capítulos para descobrir o que vem a seguir. Mas, ao mesmo tempo que se quer avançar ao longo da narrativa, confronta-se também com alguns momentos cruéis e revoltantes ao ponto de querermos fechar o livro, tal a minha envolvência criada pelas personagens.

Este livro dá tantas reviravoltas que não conseguia prever o que ia acontecer de seguida. As personagens estão construidas de tal forma que não se consegue premeditar as suas acções. No final do livro, fica tudo novamente em aberto para o próximo volume que promete ainda mais acção, fantasia e intriga.

A única coisa que tenho a apontar é a utilização de um vocabulário mais rude ao longo da narrativa, mas é sem dúvida uma obra fantástica. 

Classificação: 4,5 - Gostei Muito

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

A Guerra dos Tronos

Autor: George R.R. Martin
Editora: Saída de Emergência
Nº Páginas: 400
ISBN: 9789896370107
Categoria: Fantasia







Sinopse:

"Quando Eddard Stark, lorde do castelo de Winterfell, recebe a visita do velho amigo, o rei Robert Baratheon, está longe de adivinhar que a sua vida, e a da sua família, está prestes a entrar numa espiral de tragédia, conspiração e morte. Durante a estadia, o rei convida Eddard a mudar-se para a corte e a assumir a prestigiada posição de Mão do Rei. Este aceita, mas apenas porque desconfia que o anterior detentor desse título foi envenenado pela própria rainha: uma cruel manipuladora do clã Lannister. Assim, perto do rei, Eddard tem esperança de o proteger da rainha. Mas ter os Lannister como inimigos é fatal: a ambição dessa família não tem limites e o rei corre um perigo muito maior do que Eddard temia! Sozinho na corte, Eddard também se apercebe que a sua vida nada vale. E até a sua família, longe no norte, pode estar em perigo.

Uma galeria de personagens brilhantes dá vida a esta saga. Entre eles estão o anão Tyrion, a ovelha negra do clã Lannister; John Snow, um bastardo de Eddard Stark que, ao ser rejeitado pela madrasta, decide juntar-se à Patrulha da Noite, uma legião encarregue de guardar uma imensa muralha de gelo a norte, para lá da qual cresce uma assustadora ameaça sobrenatural ao reino. E ainda a princesa Daenerys Targaryen, da dinastia que reinou antes de Robert Baratheon, que pretende ressuscitar os dragões do passado e, com eles, recuperar o trono, custe o que custar. "

Opinião:

Como já tinha dito antes, os livros de fantasia nunca me chamaram muito a atenção. Mas, após ter ouvido tão boas críticas, voltei a ler novamente este tipo de literatura, e devo dizer que mais uma vez fiquei absolutamente rendida.

George R.R. Martin é um escritor absolutamente soberbo. Consegue criar um enredo complexo sem que o leitor se perca no meio da história, as suas descrições, quer das personagens, quer dos locais e das cenas de maior acção são fascinantes e consegue-nos reportar à época medieval, como se tivessemos lá naquele momento.

Uma vez que o livro termina ao meio da história, não posso fazer uma avaliação global, no entanto penso que também vou adorar o segundo volume.

Classificação: 5 - Adorei

O Rouxinol

  " Se houve alguma coisa que aprendi durante esta minha longa vida, é isto: no amor descobrimos quem queremos ser; na guerra ...