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sexta-feira, 18 de maio de 2018

Frankeinstein


   A obra Frankeinstein surgiu graças a um desafio lançado entre três amigos numa viagem a Genebra, tendo sido combinado entre eles que cada um escreveria um romance com base numa ocorrência sobrenatural. Apenas Mary Shelley completou a sua história tendo este se tornado num clássico da literatura que certamente todos conhecem a base da sua história. 
    Frankeinstein era um jovem estudante cientista que desde novo se interessava por questões metafísicas. Durante o seu percurso académico, realizava experiências por conta própria numa tentativa de encontrar respostas das questões de antigos cientistas e filósofos até que descobre o segredo da geração da vida. Face a esta grande descoberta resolve então criar um ser humano num aposento solitário da Universidade. Depois de ter terminado o seu trabalho, deu-se conta que tinha criado um ser com um aspeto tão monstruoso que ele próprio, o seu criador, o temeu e renegou. O monstro que, apesar da sua má aparência, era um ser bom e sensível mas, por ter sido abandonado e maltratado, acabou por se tornar mau e cruel.
    Este era um livro que queria ler já à algum tempo, tendo surgido então esta oportunidade com um grupo de leitura conjunta no goodreads, o clube dos clássicos vivos, o qual me tornei membro recentemente. Apesar de ter gostado da história, não a adorei. Houve alturas em que a leitura foi difícil, penso que por parte devido à má tradução/revisão da obra. Também não é de todo o género de livros que costumo ler, dentro do gótico/terror. Achei interessante a tentativa da escritora criar um ambiente sinistro através das suas descrições sendo a Suíça, sem dúvida, um cenário bem escolhido pela sua paisagem e pelo seu clima. São levantadas algumas questões bem atuais como a criação de juízos de valor pela aparência física, a influência que a sociedade pode exercer na formação da personalidade dos indivíduos, a ética humana face ao desenvolvimento do nosso conhecimento e a responsabilidade de cada um face às nossas decisões e ações ao longo da vida.
    Recomendo a leitura!

quarta-feira, 28 de março de 2012

Não matem a cotovia


Autor: Harper Lee
Editora: Europa-América
Colecção: Livros de bolso - Grandes Obras
N.º Páginas: 273
ISBN: 9789721015500
Categoria: Clássico














Sinopse:

As cidadezinhas do Alabama seriam simples e pacatas se não sofressem de uma doença terrível: o racismo.
Um advogado defende com toda a convicção, e arrostando com ameaças e preconceitos, um negro acusado de violentar uma rapariga branca. A sua luta é contudo vã: nunca num tribunal de Alabama se dera razão a um negro contra um branco.
É uma criança que nos conta esta história. Uma criança que vai descobrindo o mundo que a rodeia e é testemunha de violências e atrocidades. A sua narrativa semi-inconsciente quase se torna a voz da adormecida consciência norte-americana
.

Opinião:

     Já estava algum tempo para ler este livro de tão bem que falam dele. Assim que o comprei foi automaticamente para o topo da minha lista de leituras. E não me arrependi de o fazê-lo. 
     Uma história contada na perspectiva de uma criança que vive numa pequena cidade dos EUA, Maycomb, em meados do século XX. Uma menina, chamada Scout que, à medida que vai crescendo, se depara com uma série de preconceitos instaurados na população de Maycomb sendo o mais grave deles o Racismo. Scout testemunha um caso de um indivíduo respeitável acusado e condenado injustamente em tribunal apenas por ser negro. E ela e o seu irmão acabam por ser de certa forma discriminados por o seu pai Actticus, advogado, ter aceite defender o negro.
     Um livro que nos mostra até que ponto o ser o humano é capaz de atitudes de injustiça e descriminação mesmo sabendo que não estão a ser justos. No entanto, transversalmente, através da personagem de Atticus, faz-nos vez que há pessoas altruistas que se preocupam e se esforçam para tornar este mundo um pouco melhor apesar de terem consciência que possivelmente nada vão conseguir mudar, pelo menos no presente.  
     Para mim o ponto alto do livro é precisamente a capacidade da autora se colocar sob o ponto de vista de uma criança e contar esta história de uma forma simples mas que nos prende à narrativa. Harper Lee faz-nos ver que há coisas que muitos adultos acabam por perder com o avançar idade como a capacidade de se colocar no lugar do próximo, mesmo que seja de outra raça, ou simplesmente questionarmo-nos sobre o que nos rodeia. Deixa-nos também a pensar como é que uma cidade inteira não consegue compreender um problema simples como racismo quando uma criança de 9 anos percebe a dimensão desta questão:

- Miss Gates é uma boa senhora, não é?
- Com certeza...- disse Jem - Eu gostava dela, quando andava na sua aula.
- Ela odeia Hitler, a valer ...
- Que mal há nisso?
- Bem, ela exaltou-se toda, hoje, a respeito de ser mau ele tratar assim os judeus. Jem, não há direito de perseguir ninguém, pois não? Quero eu dizer: mesmo ter maus pensamentos a respeito de alguém; é assim?
- Com certeza que não há direito, Scout. que tens tu?
- Bem, ao sair do tribunal, naquela noite, Miss Gates estava... ela vinha a descer os degraus à nossa frente, não deves ter visto... ela estava a falar com Miss Stephanie Crawford. Ouvi-a dizer: «É tempo de que alguém lhes dê uma lição, eles (os negros) estão a exceder-se, e não tarda aí que pensem em casar connosco.» Jem, como é que alguém pode odiar tanto Hitler e, depois, voltar-se e ser mau para as pessoas da sua própria terra?...

Aconselho sem dúvida nenhuma a leitura deste livro, no entanto esta edição deixa um pouco a desejar por ser um livro de bolso com letras muito miúdas e pela qualidade da tradução e revisão do texto.

sábado, 8 de janeiro de 2011

Oliver Twist

Oliver Twist
Autor: Charles Dickens
Editora: Europa América
Nº Páginas: 372
ISBN: 9789721016651
Categoria: Romance Clássico




Sinopse: "Obra maior de Charles Dickens, Oliver Twist foi publicado originalmente entre 1837 e 1839 na revista Bentley’s Miscellany e publicado em formato de livro em 1838.
Obra escrita nos intervalos de escrita de outra obra, é notável pelos seus propósitos claros e a sua constante intensidade. Extremamente realista, retrata pela primeira vez a realidade sórdida dos gangs londrinos, até então descritos com glamour e romantismo. Realça a vida de escravatura das crianças de rua e um submundo paralelo ao mundo imperial da Grã-Bretanha.
Ladrões, assassinos, mentes perversas, prostitutas, a dureza da vida na sarjeta num mundo sem esperança povoam o universo de Oliver Twist, o órfão que personifica a resistência ao sofrimento, à corrupção e à luta pela vida que faz dele um verdadeiro sobrevivente.

Inúmeras vezes adaptado ao cinema e à televisão, Oliver Twist tem agora uma nova versão cinematográfica pela mão do mestre Roman Polanski."

Opinião: Esta obra contém uma forte crítica social aquela época, nomeadamente à hipocrisia existente nos asilos paroquiais e à pobreza extrema existente nos bairros e à corrupção.

Charles Dickens descreve-nos de forma muito realista a forma como vivem os gangs londrinos (ladrões, assassinos e prostitutas), fazendo um paralelismo com as classes mais altas de Londres. Através de Oliver Twist, o autor dá-nos o testemunho das crianças que são exploradas por esses gangs, onde são ensinadas a roubar nas ruas e a levarem as suas vidas como criminosos. A forma como nos expõe estes acontecimentos e os sentimentos vividos por Oliver, como o sofrimento, desespero, bondade e por fim alegria, Charles Dickens consegue tocar os leitores.

Foi o primeiro livro que li do autor e devo dizer que gostei imenso. Tenho curiosidade de ler outras obras, como David Copperfield, Grandes Esperanças e Um cântico de Natal.


Classificação: 4 - Gostei Muito

Maratona Literária Livropólio

Como forma aumentar e diversificar as minhas leituras e de pegar tenho tentado participar em diferentes...