Editora: Gradiva
N.º Páginas: 678
ISBN: 9789896163907
Categoria: Romance Histórico
Sinopse:
A vida de José Branco mudou no dia em que entrou naquela aldeia perdida no coração de África e se deparou com o terrível segredo.
O médico tinha ido viver na década de 1960 para Moçambique, onde, confrontado com inúmeros problemas sanitários, teve uma ideia revolucionária: criar o Serviço Médico Aéreo.
No seu pequeno avião, José cruza diariamente um vasto território para levar ajuda aos recantos mais longíquos da província. O seu trabalho depressa atrai as atenções e o médico que chega do céu vestido de branco transforma-se numa lenda no mato.
Chamam-lhe o Anjo Branco
Mas a guerra colonial rebenta e um dia, no decurso de mais uma missão sanitária, José cruza-se com aquele que se vai tornar o mais aterrador segredo de Portugal no Ultramar.
Inspirado em factos reais e desfilando uma galeria de personagens digna de uma grande produção, O Anjo Branco afirma-se como o mais pujante romance jamais publicado sobre a Guerra Colonial - e, acima de tudo, sobre os últimos anos da presença portuguesa em África.
Opinião:
"O Anjo Branco" foi-me oferecido no meu aniversário pelo meu pai. Despertou-me logo a atenção não só porque ele adorou o livro mas também porque fala da guerra colonial que, siceramente, é um dos acontecimentos da história de Portugal que conheço pouco.
Ao iniciar a leitura fiquei um pouco reticente por verificar que o livro é uma continuação de "A Vida num Sopro" que ficou um pouco aquém das minhas expectativas mas, ao avançar com a leitura comecei a achá-lo bastante interessante, até porque dá vida a novas histórias e personagens.
"O Anjo Branco" retrata a história de um médico, José Branco, que vai para Moçambique prestar serviços de Saúde e, ao deparar-se com as limitações da assistência médica em províncias mais distantes, cria um Serviço Médico Aéreo onde cuida de todas as pessoas sem distinção da raça ou opções políticas. Ao longo dos anos que lá passa inicia-se a guerra em Moçambique e José Branco acaba por testemunhar o resultado de um dos episódios mais aterrorizantes, o massacre de Wiriyamu.
Adorei ler este livro até porque o José Rodrigues dos Santos é um escritor que aprecio muito. "O Anjo Branco" é o testemunho dos Portugueses que emigraram para África na década de 60-70, dos militares, em particular os que pertenceram à 6ª companhia de comandos, e do povo moçambicano sendo estes os inocentes que foram envolvidos pela guerra e os que estavam politicamente envolvidos contra o regime. Ao se basear numa história verídica fez com que a obra tivesse outra profundidade e fez-me pensar nas vítimas pelo que passaram nessa altura e pelas cicatrizes que ficam nos que vivem ainda hoje.
Estive em dúvida se classicava com quatro ou cinco estrelas. Houve várias razões por não ter cotado mais esta leitura. A primeira foi o facto de ser o terceiro livro que li do autor e este começar quase da mesma forma que os outros, o que tornou para mim o início do romance um pouco cansativo. Outra das razões prende-se com a forma como o autor relaciona os factos históricos com o romance em si, dando às vezes a sensação de que nos está a debitar história nos diálogos. Por fim, o final não me arrebatou o suficiente. Apesar de terminar um pouco melhor que os outros dois livros que li dele, penso que podia ser mais emocionante.
Acho que as pessoas que gostam de romances históricos vão apreciar este livro e, apesar de ter quase 700 páginas lê-se bastante bem.
Classificação: 4,5 - Gostei Muito
"O Anjo Branco" foi-me oferecido no meu aniversário pelo meu pai. Despertou-me logo a atenção não só porque ele adorou o livro mas também porque fala da guerra colonial que, siceramente, é um dos acontecimentos da história de Portugal que conheço pouco.
Ao iniciar a leitura fiquei um pouco reticente por verificar que o livro é uma continuação de "A Vida num Sopro" que ficou um pouco aquém das minhas expectativas mas, ao avançar com a leitura comecei a achá-lo bastante interessante, até porque dá vida a novas histórias e personagens.
"O Anjo Branco" retrata a história de um médico, José Branco, que vai para Moçambique prestar serviços de Saúde e, ao deparar-se com as limitações da assistência médica em províncias mais distantes, cria um Serviço Médico Aéreo onde cuida de todas as pessoas sem distinção da raça ou opções políticas. Ao longo dos anos que lá passa inicia-se a guerra em Moçambique e José Branco acaba por testemunhar o resultado de um dos episódios mais aterrorizantes, o massacre de Wiriyamu.
Adorei ler este livro até porque o José Rodrigues dos Santos é um escritor que aprecio muito. "O Anjo Branco" é o testemunho dos Portugueses que emigraram para África na década de 60-70, dos militares, em particular os que pertenceram à 6ª companhia de comandos, e do povo moçambicano sendo estes os inocentes que foram envolvidos pela guerra e os que estavam politicamente envolvidos contra o regime. Ao se basear numa história verídica fez com que a obra tivesse outra profundidade e fez-me pensar nas vítimas pelo que passaram nessa altura e pelas cicatrizes que ficam nos que vivem ainda hoje.
Estive em dúvida se classicava com quatro ou cinco estrelas. Houve várias razões por não ter cotado mais esta leitura. A primeira foi o facto de ser o terceiro livro que li do autor e este começar quase da mesma forma que os outros, o que tornou para mim o início do romance um pouco cansativo. Outra das razões prende-se com a forma como o autor relaciona os factos históricos com o romance em si, dando às vezes a sensação de que nos está a debitar história nos diálogos. Por fim, o final não me arrebatou o suficiente. Apesar de terminar um pouco melhor que os outros dois livros que li dele, penso que podia ser mais emocionante.
Acho que as pessoas que gostam de romances históricos vão apreciar este livro e, apesar de ter quase 700 páginas lê-se bastante bem.
Classificação: 4,5 - Gostei Muito









