quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Aquisições - Outubro

Este mês foi muito bom no que respeita a aquisição de livros.



Oferecido por um amigo,
- Angola 30 anos
- De rios velhos e guerrilheiros - I O livro dos Rios, de José Luandino Vieira
- Estórias Abensonhadas, de Mia Couto
- Crónica de Uma Travessia - A Época do Ai-dik-funam, de Luís Cardoso

Comprei A fúria dos Reis de George R.R. Martin

Através do Winkingbooks,
- Tim, de Colleen McCullough
- À Procura de Sana, de Richard Zimler
- Sputnik, meu amor, de Haruki Marakami
- Chocolate, de Joanne Harris

Estes dois últimos livros foram adquiridos o mês passado mas tinha-me esquecido de colocar no post anterior. Agora até ao Natal penso que vou fazer uma pausa nas aquisições.

Contos do Nascer da Terra

Autor: Mia Couto
Editora: Caminho
Colecção: Outras Margens: Autores estrangeiros de lingua portuguesa
N.º Páginas: 245
ISBN: 9789722111294
Categoria: Contos













Sinopse:
Era uma vez uma menina que pediu ao pai que fosse apanhar a lua para ela. O pai meteu-se num barco e remou para longe. Quando chegou à dobra do horizonte pôs-se em bicos de sonhos para alcançar as alturas. Segurou o astro com as duas mãos, com mil cuidados. O planeta era leve como uma baloa. «Quando ele puxou para arrancar aquele fruto do céu se escutou um rebentamundo. A lua se cintilhaçou em mil estrelinhações. O mar se encrispou, o barco se afundou, engolido num abismo. A praia se cobriu de prata, flocos de luar cobriram o areal. A menina se pôs a andar ao contrário em todas as direcções, para lá e para além, recolhendo os pedaços lunares.

Opinião:
Ofereceram-me este livro quando tinha cerca de 14 anos e lembro-me que naquela altura não li mais que dois contos pois não consegui perceber o seu contexto.  Resolvi pegar nele novamente por ouvir falar tão bem do autor e ainda bem que o fiz. Fiquei simplesmente deslumbrada. Este livro reúne pequenos contos que, tal como diz o título, são alusivos à "Terra" em que muitos deles falam de alguns momentos reais dramáticos, como a morte, a solidão, a doença e a miséria vividos pelos Moçambicanos. No entanto Mia Couto fala deles com uma suptileza que não imaginei que fosse possível. 

Mas muitas das vezes tive a sensação que o mais importante não era o conteúdo da mensagem e sim a forma como estas pequenas histórias eram contadas. Durante a leitura senti-me novamente criança, quando ouvia histórias de encantar, havendo momentos verdadeiramente poéticos. A escrita de Mia Couto é bastante harmoniosa, apaixonante, repleta de metáforas e parábolas. Mas a sua característica principal como escritor penso que é o facto de ele inventar palavras e expressões, tornando o seu estilo bastante inovador.

Adorei este livro e recomendo para aqueles que não procurem verdadeiramente uma história mas que queiram desfrutar de uma leitura poética muito ligada à mãe natureza.

5 - Adorei

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

Últimas Aquisições

Nos últimos dois meses tenho controlado bastante os meus gastos em livros, pelo que o número de aquisições foi bastante pequeno. Apenas "Presságio da Sereia" não foi comprado pois adquiri através do winkingbooks.




domingo, 18 de setembro de 2011

O Talentoso Senhor Ripley

Autor: Patricia Highsmith
Edição: Biblioteca Sábado
N.º Páginas: 199
Categoria: Policial/Mistério















Sinopse:
Tom Ripley, um jovem desempregado que se dedica a pequenas burlas, é contactado pelo pai de um velho conhecido, que lhe oferece uma viagem a Itália com todas as despesas pagas para tentar convencer o seu filho Dickie a voltar para casa e encarregar-se da empresa familiar. Na Itália, Tom afeiçoa-se a Dickie e conhece uma existência despreocupada e luxuosa a que nunca tinha tido possibilidade de aceder. Quando Dickie começa a suspeitar das boas intenções do seu novo amigo, Tom fica desesperado, chegando a extremos impensáveis para poder manter o acesso àquele estilo de vida.

Opinião:

O " Talentoso Sr. Ripley" é o primeiro de uma série de Thriller escrita por Patricia Highsmith. E devo dizer que, apesar de não ser uma leitora assídua de policiais, tem uma abordagem um pouco diferente da que costumamos ver habitualmente. Enquanto que nos livros de mistério temos o policia a tentar descobrir quem é o assassino, neste passa-se exactamente  o contrário, ou seja,  temos  o criminoso e os factos diante os nossos olhos, no entanto, acabamos por não saber se a policia vai chegar ou não ao criminoso, o que faz com que o leitor esteja ansioso por terminar o livro. Nem tenho palavras para descrever a personagem principal. Tom Ripley é  ambicioso, desmedido, trapaceiro, com grande capacidade de manipular as pessoas, enfim, um verdadeiro sociopata. É fantástico a capacidade da autora criar uma personagem destas. O final é um pouco intrigante no entanto está feito de forma a dar seguimento à série.

Gostei bastante da escrita da Patricia Highsmith, principalmente  as descrições dos locais onde Tom Ripley passou: Paris, Veneza, Roma, Milão, Montibello, entre outras regiões da Itália. Gostei também do contraste da década de 50 com os dias de hoje, em que na altura comunicava-se imenso com cartas.

Para quem gosta de leituras com algum suspense aconselho claramente esta obra.

Existe um filme baseado neste livro com Matt Damon, Jude Law e Gwyneth Paltrow que pretendo ver recentemente, apesar de já me terem dito que é um pouco aborrecido.

Classificação: 4 - Gostei Muito

domingo, 28 de agosto de 2011

Grandes Esperanças

Autor: Charles Dickens
Editora: Europa-América
Colecção: Clássicos
N.º Páginas: 460
ISBN: 9721044202
Categoria: Romance Clássico












Sinopse:
Publicado pela primeira vez em 1860-1861, Grandes Esperanças é um dos romances mais sérios de Charles Dickens. É impossível escapar ao poder de sedução desta obra poderosa e violenta, de onde não estão ausentes nem a sátira nem o humor. Tal como um romance policial, o mistério apodera-se da nossa atenção e a revelação da sua verdade psicológica e moral mantém-nos em suspenso até ao derradeiro momento. hipnotizados pela voz de Pip e guiados pela sua memória, vamos desvendando o segredo das suas «grandes esperanças» e testemunhando o encontro de um homem consigo próprio.

Opinião:
   "Grandes Esperanças" narra a história de um menino orfão, Pip, que é criado modestamente pela sua irmã mais velha e o seu cunhado, o ferreiro Joe. A uma determinada altura da sua vida, Pip é provido de grandes esperanças, ganhando dinheiro e bens de um indivíduo que se mantém icognito e altera totalmente a sua vida. Desta forma sai de Richmond e parte para Londres onde é educado de acordo com a sua nova condição económica e social.
   O livro encontra-se dividido em três partes narrados pela própria personagem. A primeira parte fala-nos da infância de Pip até que ele é dotado das suas grandes esperanças; a segunda mostra-nos como Pip se torna um cavalheiro e descobre o seu benfeitor; a terceira fala-nos do processo de transformação interior do protagonista como consequência dos acontecimentos decorridos ao longo da sua vida.
   Durante a leitura deste livro, a primeira parte foi bastante aborrecida, a segunda fluiu um pouco melhor mas foi na terceira parte que o livro ganhou vida para mim. Apesar da narrativa, a meu ver, ter sido inicialmente bastante lenta, gosto da escrita poética de Dickens e das reflexões que ele faz ao longo do romance.
   Dickens, através deste livro, levanta algumas questões que seriam uma preocupação naquela época: a desordem, a sujidade e os perigos da cidade de Londres quando comparados com a tranquilidade de Richmond; a situação dos reclusos em Inglaterra no século XIX, onde muitos deles eram deportados com a finalidade de colonizar terras desertas como a Austrália, em condições bastantes adversas, sem a possibilidade de voltarem novamente ao seu país (condições estas que se encontram bem detalhadas no livro Nunca me esqueças de Lesley Pearse); a falta de oportunidades e a injustiça praticada a indivíduos de condições sociais mais baixas; a falta de valores morais pelas pessoas independentemente do estrato social a que se encontre.
   Apesar de ter-me custado a entrar no romance, penso que é uma leitura agradável para quem aprecia clássicos.

3* - Gostei

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Aquisições - Julho de 2011

Neste mês de Julho, apesar de estar mau para leituras, acabei por adquirir ainda alguns livros:



- Comprei a colecção da revista focus com quatro clássicos da literatura;
- Comprei ainda da colecção não nobel o "Filhos e Amantes" de D. H. Lawrence;
Adquiri através do winkingbooks "Os capitães da Areia" de Jorge Amado e "Se numa noite de Inverno um viajante" de Italo Calvino dos quais ouvi falar muito bem.

quinta-feira, 7 de julho de 2011

John Lennon nunca morreu e outros contos fantásticos

Autor: Catarina Coelho
Editora: Chiado Editora
N.º Páginas: 88
ISBN: 9789896970642
Categoria: Contos/Fantasia














Sinopse:
Este livro apresenta sete contos que conjugam fantasia, magia, sobrenatural e improvável. Entrando directamente na mente e nas emoções das personagens, cada história procura ser, ao mesmo tempo, visão imaginária e reflexo de sentimentos.

John Lennon nunca morreu - A história de um fã entusiástico dos Beatles, que não se conforma com a grande perda sofrida pela música com a morte de John Lennon e decide fazer alguma coisa quanto a isso.

A Troca - Stella e Charlotte vivem perto de uma floresta ancestral. Nela, existem forças que reinam soberanas. E desafiá-las pode ter consequências inesperadas…

Pequenos Demónios - Após anos de ausência, a protagonista deste conto regressa à casa onde cresceu e descobre como o passado, que julgava completamente morto e enterrado, pode tornar-se assustadoramente vivo e presente.

O Sacrifício - Um monge cristão chega a um território onde a fé é a dos velhos deuses e o choque com a nova crença é inevitável. Quando o amor acontece e ameaça abalar a velha ordem, homens e deuses vêem-se envolvidos numa disputa cujo preço pode ser demasiado alto…

E nada mais importa - Mesmo quando o coração se julga nulo e insignificante, o bem que fazemos pode dar sentido a toda uma vida e um simples gesto de caridade pode fazer toda a diferença...

Espelhos - Elizabeth odeia a hipocrisia que reina entre os convidados para o baile de Whitestone, a forma como escondem entre sorrisos e cortesias os seus maiores defeitos. Mas, um dia, será ela a organizadora desse baile e decidirá preparar para os seus convidados uma surpresa que eles nunca esquecerão…

Espíritos da Natureza - Em Green Oaks, celebra-se a festa das colheitas, junto do castelo do senhor daqueles domínios. Mas os festejos são perturbados por um acontecimento misterioso, que abalará a paz daquela terra e fará a comunidade perceber que há forças maiores em jogo…


Opinião:
    Este livro reúne um conjunto de sete pequenos contos fantásticos, cada um deles com o seu estilo, sendo apresentadas histórias com uma abordagem mais medieval e outras mais ficcionais onde é possível seres inanimados ganharem vida ou viajar através do tempo e no espaço. Também é possível encontrar um pouco de mistério, romance e magia.
   Ao longo da leitura apercebi-me que a autora, através de um mundo imaginário, transmite algumas mensagens que podem ajudar a melhorar o nosso mundo real, como a preservação da natureza, o respeito pelo o próximo, a valorização das nossas vidas e a influência que cada um de nós pode ter na vida das outras pessoas apenas com pequenos gestos.
    Gostei das histórias e da escrita da Catarina Coelho, tendo apreciado particularmente os desfechos improváveis e as descrições do espaço onde as personagens se inserem, permitindo-nos imaginar os locais com maior precisão. Dos contos apresentados os que mais gostei foi A Troca e E nada mais importa, talvez pelo carácter das suas mensagens.
    Uma leitura bastante leve e agradável, sendo excelente para leitores mais jovens que gostem de literatura fantástica.
    Agradeço desde já à Catarina Coelho pela oferta do livro autografado e espero que continue a escrever e a partilhar connosco estes pequenos momentos mágicos.

Blog do livro:

Classificação: 4 - Gostei Muito

O Rouxinol

  " Se houve alguma coisa que aprendi durante esta minha longa vida, é isto: no amor descobrimos quem queremos ser; na guerra ...