sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Primeiro Aniversário


Hoje este cantinho faz um ano.
Obrigada pelas vossas visitas, comentários, opiniões e sugestões!
Espero poder continuar a descobrir novos horizontes com este blog.

Cisnes Selvagens

Autor: Jung Chang
Editora: Quetzal Editores
N.º Páginas: 517
ISBN: 9725642317
Categoria: Biografia







Sinopse:

"Cisnes Selvagens" faz-nos penetrar profundamente na China; dos palácios às celas de prisão, das grandes manifestações insurreccionais à intimidade dos quartos, onde as confidências das mulheres passam de mãe para filha. Impressionante na sua dimensão, inesquecível nas suas descrições do longo pesadelo da China, é simultaneamente um importante documento de história contemporânea e um extraordinário testemunho do espírito humano. Combinando o intimismo da memória com o fôlego épico de um grande romance, "Cisnes Selvagens" conta a história de três mulheres - a própria Jung Chang, a mãe e a avó materna - cujos destinos reflectem a história tumultuosa da China do século XX. À medida que os anos passam nesta bem urdida trama familiar, vemos três vidas desdobrando-se uma após outra, através do amor, da tragédia e da renovação.

Opinião:

     "Cisnes Selvagens" trata-se de uma biografia escrita por Jung Chang, uma mulher chinesa que descreve os acontecimentos ocorridos na China ao longo do século XX tendo como base o seu testemunho e as vivências da sua avó e mãe.
     Ao longo do livro deparamo-nos com alterações sociais e políticas ocorridas na China ao longo deste período: a ditadura, a invasão Japonesa ao longo da segunda guerra mundial, a guerra civil entre os comunistas e o Kuomitang (regime de direita), a instauração do comunismo e mais tarde a Revolução Cultural durante o regime de Mao.
    Apesar dos chineses terem passado grandes dificuldades ao longo do século foi sobretudo durante o regime de Mao que a China atinge o auge da opressão, sendo ultrapassados todos os limites dos direitos humanos: fome, miséria, falta de assistência de saúde, maus tratos físicos, pressão psicológica e falta de liberdade de expressão. Mao aproveitou-se da conquista comunista para subir ao poder, tornou-se num ditador e acabou por destruir a economia chinesa e estagnar o desenvolvimento do país.  
     A autora, denuncia também a desvalorização da mulher enquanto ser humano, sobretudo na geração da sua avó, período em que os pés das meninas eram enfaixados porque as mulheres tinham que ter o pé pequeno, a venda das filhas para casamentos por vezes para arranjar sustento para a própria família, o facto de os homens possuirem concubinas e das mulheres serem praticamente prisioneiras em suas próprias casas.
      Não sou muito apreciadora de biografias mas esta história encantou-me por estar escrita como se fosse um romance pois,  ao mesmo tempo que nos é retratado as atrocidades feitas às pessoas, são feitas algumas descrições agradáveis de paisagens e lendas. Aprendi bastante sobre a cultura e história chinesa e fiquei com uma ideia sobre o funcionamento de um pais governado por uma ideologia comunista.
     A mensagem do livro é muito intensa e, por se tratar de uma história verídica, deixou-me a reflectir sobre as questões abordadas: a importância da cultura, da família, da liberdade e do respeito a cada ser humano.


4* - Gostei Muito


domingo, 1 de janeiro de 2012

Últimas Aquisições de 2011

As minhas últimas aquisições deste ano foram:






Em segunda mão, três pelo preço de um,

- "O codex 632" de José Rodrigues dos Santos
- "A Papisa de Joana" da Donna Woolfolk Cross
- "O filho de Thor" da Juliet Marillier

Através do Winkingbooks,

- "O Vendedor de passados" do José Eduardo de Agualusa

E como prenda de Natal inesperada, o meu marido ofereceu-me um Android ebook reader:




Acho que foi uma forma simpática de dizer que já não temos mais espaço para livros novos lá em casa;) Vou aproveitar assim para ler mais clássicos e treinar o meu inglês.




sábado, 31 de dezembro de 2011

balanço de 2011

Este ano de 2011 tinha estipulado como meta a leitura de 20 livros, o qual não consegui cumprir tendo lido apenas 14 livros. No entanto foi muito bom pois, apesar de não ter muito tempo, consegui ler o dobro comparativamente com o  ano anterior. Considero que as minhas leituras foram bastante diversificadas com estilos literários diferentes do que estou habituada, como o mistério, fantasia, contos, poesia e biografias e posso dizer que gostei bastante. Li também autores que nunca tinha lido e sobre culturas diferentes como a indiana, moçambicana e chinesa.

A leitura que mais gostei foi "O ano da morte de Ricardo Reis" de José Saramago pelo contexto histórico, correspondente à subida de poder do Salazar e à consolidação da ditadura na Europa, pela suas descrições da cidade de Lisboa e, sobretudo pelo romance desenvolvido em torno da personagem de Fernando Pessoa e do seu Heterónimo Ricardo Reis. O livro que mais me desiludiu foi as "Grandes Esperanças" que tinha demasiadas expectativas e que acabou por se tornar uma leitura maçuda.

Para 2012 não vou estabelecer grandes objectivos. Vou tentar atingir a meta dos 20 livros que não atingi o ano anterior e continuar a diversificar as minhas leituras. Vou ainda ler mais os livros cá de casa e os clássicos disponíveis na net para diminuir os meus gastos. Vou também tentar aumentar o número de livros lidos da lista "1001 books you must read before you die", que este ano consegui ler quatro.

Boas Leituras para 2012!

sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

FELIZ NATAL!


Um Feliz Natal para todos, com muitos livros no sapatinho mas, sobretudo, com muita paz, saúde e amor!

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

Aquisições - Outubro

Este mês foi muito bom no que respeita a aquisição de livros.



Oferecido por um amigo,
- Angola 30 anos
- De rios velhos e guerrilheiros - I O livro dos Rios, de José Luandino Vieira
- Estórias Abensonhadas, de Mia Couto
- Crónica de Uma Travessia - A Época do Ai-dik-funam, de Luís Cardoso

Comprei A fúria dos Reis de George R.R. Martin

Através do Winkingbooks,
- Tim, de Colleen McCullough
- À Procura de Sana, de Richard Zimler
- Sputnik, meu amor, de Haruki Marakami
- Chocolate, de Joanne Harris

Estes dois últimos livros foram adquiridos o mês passado mas tinha-me esquecido de colocar no post anterior. Agora até ao Natal penso que vou fazer uma pausa nas aquisições.

Contos do Nascer da Terra

Autor: Mia Couto
Editora: Caminho
Colecção: Outras Margens: Autores estrangeiros de lingua portuguesa
N.º Páginas: 245
ISBN: 9789722111294
Categoria: Contos













Sinopse:
Era uma vez uma menina que pediu ao pai que fosse apanhar a lua para ela. O pai meteu-se num barco e remou para longe. Quando chegou à dobra do horizonte pôs-se em bicos de sonhos para alcançar as alturas. Segurou o astro com as duas mãos, com mil cuidados. O planeta era leve como uma baloa. «Quando ele puxou para arrancar aquele fruto do céu se escutou um rebentamundo. A lua se cintilhaçou em mil estrelinhações. O mar se encrispou, o barco se afundou, engolido num abismo. A praia se cobriu de prata, flocos de luar cobriram o areal. A menina se pôs a andar ao contrário em todas as direcções, para lá e para além, recolhendo os pedaços lunares.

Opinião:
Ofereceram-me este livro quando tinha cerca de 14 anos e lembro-me que naquela altura não li mais que dois contos pois não consegui perceber o seu contexto.  Resolvi pegar nele novamente por ouvir falar tão bem do autor e ainda bem que o fiz. Fiquei simplesmente deslumbrada. Este livro reúne pequenos contos que, tal como diz o título, são alusivos à "Terra" em que muitos deles falam de alguns momentos reais dramáticos, como a morte, a solidão, a doença e a miséria vividos pelos Moçambicanos. No entanto Mia Couto fala deles com uma suptileza que não imaginei que fosse possível. 

Mas muitas das vezes tive a sensação que o mais importante não era o conteúdo da mensagem e sim a forma como estas pequenas histórias eram contadas. Durante a leitura senti-me novamente criança, quando ouvia histórias de encantar, havendo momentos verdadeiramente poéticos. A escrita de Mia Couto é bastante harmoniosa, apaixonante, repleta de metáforas e parábolas. Mas a sua característica principal como escritor penso que é o facto de ele inventar palavras e expressões, tornando o seu estilo bastante inovador.

Adorei este livro e recomendo para aqueles que não procurem verdadeiramente uma história mas que queiram desfrutar de uma leitura poética muito ligada à mãe natureza.

5 - Adorei

O Rouxinol

  " Se houve alguma coisa que aprendi durante esta minha longa vida, é isto: no amor descobrimos quem queremos ser; na guerra ...