Editora: Gradiva
Nº Páginas: 419
ISBN: 978 972 662 822 4
Categoria: Romance
Sinopse:
No dia mais quente do Verão de 1935, Briony Tallis, de 13 anos, vê a irmã Cecilia despir-se e mergulhar na fonte que existe no jardim da sua casa.
É também observada por Robbie Turner, um amigo de infância que, à semelhança de Cecilia, voltou há pouco tempo de Cambridge. Depois desse dia, a vida das três personagens terá mudado para sempre. Robbie e Cecilia terão ultrapassado uma fronteira que, à partida, nem sequer imaginavam e tornar-se-ão vítimas da imaginação da irmã mais nova. Briony terá presenciado mistérios e cometido um crime que procurará expiar ao longo de toda a sua vida.
Expiação é, porventura, a melhor obra de Ian McEwan. Descrevendo de forma brilhante e cativante a infância, o amor e a guerra, a Inglaterra e a situação de classes, contém no seu âmago uma exploração profunda – e muito comovente – da vergonha, do perdão, da expiação e da dificuldade da absolvição.
É também observada por Robbie Turner, um amigo de infância que, à semelhança de Cecilia, voltou há pouco tempo de Cambridge. Depois desse dia, a vida das três personagens terá mudado para sempre. Robbie e Cecilia terão ultrapassado uma fronteira que, à partida, nem sequer imaginavam e tornar-se-ão vítimas da imaginação da irmã mais nova. Briony terá presenciado mistérios e cometido um crime que procurará expiar ao longo de toda a sua vida.
Expiação é, porventura, a melhor obra de Ian McEwan. Descrevendo de forma brilhante e cativante a infância, o amor e a guerra, a Inglaterra e a situação de classes, contém no seu âmago uma exploração profunda – e muito comovente – da vergonha, do perdão, da expiação e da dificuldade da absolvição.
Opinião (pode conter spoilers):
Já há muito tempo que queria ler este livro de tanto que ouvi falar. Assim que me ofereceram coloquei-o no topo da minha pilha de livros e assim que pude, iniciei logo a sua leitura.
O ponto alto do livro é sem dúvida a escrita do Ian McEwan. Ele é um belíssimo escritor, apresentando descrições maravilhosas e bastante introspecções. Permite-nos também ver várias perspectivas da narrativa, em função da personagem que está a descrever. Mas, por vezes devagueia demasiado nas suas descrições o que acabou por me deixar um vazio em alguns momentos narrativos numa fase inicial do livro. E, para mim que sou uma eterna romântica, apesar de não muito lamechas, criei algumas expectativas relativamente ao romance de Robbie e Cecilia que pensei ver um pouco mais desenvolvido mas, quando dei por mim, tinha terminado o livro. O final deixou-me um pouco triste mas que segue a linha do que era o mais provável de acontecer, não num romance mas sim na vida real, mostrando-nos a efemeridade da vida e impossibilitando de Briony corrigir o seu erro e obter absolvição perante Robbie e Cecilia.
O autor descreve aspectos interessantes como as diferenças sociais, a passagem da infância para a adolescência, o arrependimento, a tentativa de rendição, o amor em tempos de guerra, a vida dentro e fora do campo de batalha, as implicações que os julgamentos precipitados podem ter na vida das outras pessoas e que estas podem deixar marcas para o resto das nossas vidas.
É uma leitura que aconselho e certamente penso ler mais obras do autor. Adorei!
Após terminar o livro vi também o filme:
Para mim, o filme ficou muito aquém do livro. No entanto, apesar de serem omitidas algumas partes do livro, penso que ouve uma tentativa de se mostrar fiel ao romance relativamente às descrições paisagíticas e no que respeita à exposição das várias perspectivas da narrativa em função do personagem. As representações de James McAvoy e a Keira Knightley são muito intensas, como não se poderia esperar outra coisa destes excelentes dois actores.





