quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Capitães da Areia



Sinopse:
Capitães da Areia é o livro de Jorge Amado mais vendido no mundo inteiro.
Publicado em 1937, teve a sua primeira edição apreendida e queimada em praça pública pelas autoridades do Estado Novo. Em 1944 conheceu nova edição e desde então sucederam-se as edições nacionais e estrangeiras, e as adaptações para a rádio, televisão e cinema.
Jorge Amado descreve, em páginas carregadas de grande beleza, dramatismo e lirismo poucas vezes igualados na literatura universal, a vida dos meninos abandonados nas ruas de São Salvador da Bahia
.
Opinião:
"Porque o que faz a criança é o ambiente de casa, pai, mãe, nenhuma responsabilidade. Nunca eles tiveram pai e mãe na vida da rua. E tiveram sempre que cuidar de si mesmos, foram sempre os responsáveis pos si. Tinham sido sempre iguais a homens." E estas palavras de Jorge Amado não são mais que a descrição de um grupo de crianças que vive na rua, sem um tecto para dormir, sem uma família que lhes dê amor e orientação para a vida e ignoradas e discriminadas pela sociedade. Este grupo de crianças que neste romance são conhecidas como os capitães da areia, sobrevivem um dia de cada vez arranjando o que comer e vestir através da única via que sabem, furtando e roubando. Jorge Amado não esconde neste livro a sua posição comunista, e mostra que a marginalização destas crianças são fruto de uma sociedade capitalista, não sendo dadas oportunidades aos pobres e desfavorecidos para que possam melhorar as suas condições de vida. Para estas crianças orfãs o futuro que lhes espera são os orfanatos/reformatórios onde são vítimas de maus tratos ou viver na rua em grupos sendo que em adultos a grande maioria torna-se marginais ou, para algumas pequenas excepções, conseguem dar a volta e terem uma vida decente, ou porque tiveram sorte na vida ou porque tem alguma aptidão especial.
Sabia do que se tratava a história no entanto foi um livro que me chocou em algumas ocasiões pela dureza das descrições do autor. Não me admira que na altura em que foi editado a sua publicação tenha sido apreendida pelo dramatismo e intensidade da história, que poderia ser a de qualquer menino de rua da Bahia. No entanto tem momentos bastante tocantes, sobretudo quando se vê o companheirismo e lealdade existente entre os meninos. Uma leitura que aconselho para quem gosta de uma história mais realista, dura e marcante!


quinta-feira, 1 de novembro de 2012

O Amor nos Tempos de Cólera


Sinopse:

O Amor nos Tempos de Cólera constitui na obra de Gabriel García Márquez um marco equiparável ao do célebre Cem Anos de Solidão, considerado até hoje, a sua obra-prima.

«O Amor nos Tempos de Cólera é um romance (...) onde se fundem o fulgor imagístico, o difícil triunfo do amor, as aventuras e desventuras da própria felicidade humana (...) Ao longo dum flash-back de quatrocentas páginas vertiginosas, compostas numa espécie de pauta estilística e musical, da qual não estão sequer ausentes o humor, a poesia e a
vertigem das imagens (...) o leitor recupera o ritmo encantatório duma escrita que não tem conhecido imitadores à altura.»


Opinião (Atenção, pode conter spoilets):

    O Amor em Tempos de Cólera conta-nos a história de Florentino Ariza e Fermina Daza que se apaixonaram quando jovens e que foram impedidos de casar pelo pai de Fermina por considerar que a sua filha merecia um melhor partido uma vez que Florentino Ariza não possuir fortuna e ser filho de pai icógnito. Entretanto, após três anos de troca de cartas carregadas de paixão, Fermina Daza perde o encantamento pelo o jovem Florentino Ariza e acaba por se casar com um jovem médico rico e oriundo de boas famílias, o Dr Juvenal Urbino. Florentino Ariza não se conforma com a perda do seu amor eterno e promete a si mesmo criar a sua própria riqueza para dar a Fermina Daza todo o conforto e esperar por ela solteiro até que fique viúva. No entanto, muitos anos se passaram até que o Dr. Juvenal Urbino fosse enterrado.
   O que dizer acerca deste livro? Adoro a forma como Gabriel García Márquez escreve mas a verdade é que as suas histórias não me enchem as medidas. O mesmo tinha acontecido quando li os "Cem Anos de Solidão". Apesar das ideias poéticas e do livro ser um hino ao amor, ao fim desta leitura senti um vazio. Florentino de Ariza ao longo da sua vida acabou por manter relações clandestinas cujas mulheres alegou amá-las todas, cada uma à sua maneira. No entanto, decidiu esperar anos e anos por alguém que o rejeitou em tempos e apenas na sua velhice acabou por vivenciar a sua grande história de Amor. Percebo a ideia que o autor pretende transmitir, que não existe idade para duas pessoas se amarem. Mas para mim, alguém não deveria esperar tanto tempo para amar. E Florentino chegou a ter essas dúvidas: e se ele próprio ou se a Ferminina Daza morrer antes do dr. Urbino? Poderia ser um fim bastante palusível. Uma vez que se trata de uma ficção o autor decidiu que o amor acabaria por vencer.
   Gabriel Garcia Márquez mostra-nos também outras vertentes do Amor: o amor fraternal existente num casamento, o amor adúltero, o amor carnal, o amor platónico e o mais presente em todo o livro o amor como uma doença, com sintomas iguais ao da cólera.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Olá a todos!

Caros leitores,
Este blog tem andado parado a algum tempo e a frequência das postagens tende a ser cada vez mais baixa nos próximos tempos pois o meu ritmo de leitura tem abrandado significativamente. A razão deste abrandamento tem a haver com a descoberta de outros horizontes, neste caso a maternidade com a espera da chegada de um novo membro na família. Qualquer das formas não ando desaparecida e tenterei assim que me for possível continuar a partilhar as minhas opiniões convosco e a acompanhar os vossos posts!
 
 

segunda-feira, 20 de agosto de 2012

As Serviçais



Sinopse:
Skeeter tem vinte e dois anos e acabou de regressar da universidade a Jackson, Mississippi. Mas estamos em 1962, e a sua mãe só irá descansar quando a filha tiver uma aliança no dedo.
Aibileen é uma criada negra, uma mulher sábia que viu crescer dezassete crianças. Quando o seu próprio filho morre num acidente, algo se quebra dentro dela. Minny, a melhor amiga de Aibileen, é provavelmente a mulher com a língua mais afiada do Mississippi. Cozinha divinamente, mas tem sérias dificuldades em manter o emprego… até ao momento em que encontra uma senhora nova na cidade.
Estas três personagens extraordinárias irão cruzar-se e iniciar um projecto que mudará a sua cidade e as vidas de todas as mulheres, criadas e senhoras, que habitam Jackson. São as suas vozes que nos contam esta história inesquecível cheia de humor, esperança e tristeza.
Uma história que conquistou a América e está a conquistar o mundo.

Opinião:
    As serviçais é um livro sobre a vida das criadas negras em Jackson, no Mississipi, na década de 60 quando os direitos civis, sociais e humanos dos negros não eram tidos em conta. São três as personagens centrais, duas criadas negras, a Aibileen e a Minny com experiências de vida um pouco diferentes mas ambas descriminadas e humilhadas pelas suas patroas, e Skeeter uma futura escritora que, quando volta da universidade descobre que Constantine, a criada negra que a criou, já não trabalha na casa dos pais e fica sem perceber o que se passou realmente.
    Skeeter não se conforma como os negros são tratados na sua cidade, principalmente por algumas patroas brancas suas amigas e elabora um plano para dar voz às criadas negras de Jackson, dando-lhes a possibilidade de mostrar como são realmente tratadas. Estas três personagens acabam por se juntar e elaborar secretamente um projecto extremamente ambicioso e perigoso que vai alterar o rumo das suas vidas e de algumas pessoas em Jackson.
    Adorei ler este livro. Apesar da temática ser o racismo é sobretudo uma história de coragem e activismo. A sua escrita é bastante simples e fluida no entanto a autora consegue-nos transmitir uma grande ambivalência de sentimentos através das personagens, principalmente a partir da Aibileen, da Minny e da Skeeter já que são as narradoras desta história. Dei por mim a ler compulsivamente o livro para descobrir o seu final.
   Fico contente por ter lido este ano o Por favor, não matem a cotovia uma vez que é mencionado neste livro. O tema é o mesmo apesar de ser abordado de uma forma um pouco diferente. Com estas duas obras pude ver o peso que a problemática do racismo tinha nos Estados Unidos à uns anos atrás. Aconselho a leitura, principalmente para que aprecia este tipo de temas.

Citações:
"- Oh, Hilly, devias usar a casa de banho dos hóspedes(...)A Aibileen só limpa nas traseiras depois do almoço.(...)
- Mas a casa de banho dos hóspedes é onde vão as criadas - diz a senhora Hilly.
- Estás chateada porque a negra usa a casa de banho interior e nós também. (...)
- Elizabeth, se pudesses escolher, não preferias que fizessem o que têm a fazer lá fora?(...)
- Não sei - responde a senhora Leefolt (...)
- Só tens de dizer ao Raleigh que cada cêntimo gasto nessa casa de banho será recuperado quando venderem a casa. - (...) - E essas casas todas que estão a construir agora, sem aposentos para criados? É demasiado perigoso. Toda a gente sabe que eles têm doenças diferenças das nossas. (...)
- Seria bom. - Admite a senhora Leefolt, dando um pequeno trago no cigarro - que ela não usasse a de casa. (...)
 - Foi exatamente por essa razão que planeei a Iniciativa Sanitária do Pessoal Doméstico. Como uma medida de prevenção de doenças. (...)
- Um decreto exigindo que em todas as casas brancas haja uma casa de banho separada para os criados negros.(...)"

Também vi o filme mas, apesar de se basear no livro, existem algumas diferenças. Apesar de ter gostado achei o livro muito mais interessante.


domingo, 19 de agosto de 2012

Orgulho e Preconceito



Sinopse:
Elizabeth Bennet, uma das cinco filhas de uma família da classe média rural, conhece Fitzwilliam Darcy, membro da alta sociedade mas de um orgulho desmesurado. As tensões aparecem rapidamente, alternando sensivelmente o idílico e pacífico mundo rural inglês, que se revela como uma sociedade rígida, em que abundam os preconceitos e na qual nem tudo é aquilo que parece.

"Orgulho e Preconceito" é o mais famoso dos romances de Jane Austen, que ganhou um lugar entre os autores mais lidos pelo grande público e entre os clássicos apreciados pelos académicos, pelo seu profundo conhecimento dos mecanismos que regem as relações humanas, bem como pela ironia com que dota os seus romances.

Opinião:
    Esta obra é uma das minhas favoritas desde sempre. Já tinha lido este livro mas deu-me vontade de voltar a pegar nele.  Um romance que decorre na década XIX e que retrata a sociedade e os hábitos daquela época. A personagem central da história é a Elizabeth, uma das cinco filhas da família Bennet, pertencente à classe média. Ela  e as suas irmãs são apresentadas à alta sociedade através de uma festa onde conhece o Sr. Darcy um dos homens mais ricos de Londres mas conhecido pelo seu carácter rude e orgulhoso, não ficando muito bem visto aos olhos da protagonista.
    Elizabeth é caracterizada como uma personagem um pouco diferente das mulheres em geral, com uma visão e valores muito próprios. Através dela podemos assistir algumas críticas sociais, sobretudo no que diz respeito ao coquetismo, preconceitos de classes, cinismo e jogos de interesses. Apresenta um carácter bastante forte recusando mesmo boas propostas de casamento por não sentir amor, mesmo ciente de que poderia acabar o resto da sua vida solteira e continuar a ser um encargo para os seus pais.
    Mas, mesmo Elizabeth sendo tão correcta e sensata, com o desenrolar de alguns acontecimentos apercebe-se que as aparências por vezes iludem e que as coisas nem sempre são o que parecem. É então que se dá conta de que alguns julgamentos feitos por si não corresponde de facto à realidade, incluindo as suas impressões acerca do Sr. Darcy...
    Não consigo de todo mostrar a grandiosidade deste clássico e o impacto que a sua leitura teve em mim. É um livro absolutamente magnífico pela sua escrita, pelas descrições dos costumes da época, pela crítica e ironia mas sobretudo pela linda história entre Elizabeth e Darcy. E, apesar de já ter sido escrito à muitos anos acho bastante actual, podendo perfeitamente descrever, em aguns aspectos a sociedade dos dias de hoje, como por exemplo a futilidade instalada no quotidiano e aos juizos de  valor pré-concebidos.
    Também vi o filme que achei bastante fiel ao livro e a Elizabeth é uma das minhas actrizes preferidas, Keira Knightley. É excelente, principalmente a cena final!




terça-feira, 5 de junho de 2012

A Varanda do Frangipani

Autor: Mia Couto
Editora: Editorial Caminho
N.º Páginas: 158
Categoria: Romance








Sinopse:

Mia Couto nasceu na Beira, Moçambique, em 1955.
Foi jornalista. É professor, biólogo, escritor. Está traduzido em diversas línguas. Entre outros prémios e distinções (de que se destaca a nomeação de Terra Sonâmbula como um dos doze melhores livros africanos do século XX) foi galardoado, pelo conjunto da sua obra, com o Prémio União Latina de Literaturas Românticas 2007 e com o Prémio Passo Fundo Zaffari & Bourbon de Literatura pelo romance O Outro Pé da Sereia.

«Nessa manhã, eu saí do corpo de Izidine Naíta. Restreava assim minha própria matéria no mundo, fantasma visível só pela frente. A luz imensa me invadiu assim que me descorpei do polícia. Primeiro, tudo cintilou em milibrilhos. A claridade, aos poucos, se educou. Olhei o mundo, tudo em volta se inaugurava. E murmurei, com a voz já encharcada:
- É a terra, minha terra!
Mesmo assim, pávida e poeirenta, ela me surgia como o único lugar do mundo. Meu coração, afinal, não tinha sido enterrado. Estava ali, sempre esteve ali, reflorindo no frangipani. Toquei a árvore, colhi a flor, aspirei o perfume.»

Opinião:
    A Varanda do Frangipani conta a história de um morto, Ermelindo Mucanga, que foi enterrado em S. Nicolau sem cerimónia e aos rituais tradicionais moçambicanos o que fez com que ficasse num estado de xipoco (fantasma) e consequentemente a sua alma a ficou a vaguear perto da sua campa, por baixo de um frangipani. Aconselhando-se então com o pangolim, um animal que os moçambicanos acreditam trazer mensagens dos céus, chegou à conclusão que para que podesse atingir o seu estado de Xicuembo (defunto definitivo) teria que remorrer. Ermelindo Mucanga reencarnou então no corpo de um inspector da polícia, Izidine Naíta, que se deslocava para a fortaleza de S. Nicolau afim de investigar o assassinato de Vasco Excelêncio, o responsável de um asilo de velhos.
    É sempre agradável ler Mia Couto pela sua escrita simples mas simultaneamente mágica e poética. Esta prosa encontra-se repleta de descrições sobre os costumes, tradições e crenças dos moçambicanos, recontadas pelas próprias personagens ao longo da narrativa.
 É um pequeno livro mas que trás algumas mensagens interessantes, escritas de forma suptil e que se vão assimilando gradualmente. Um exemplo disso é o próprio título que se trata de uma metáfora e que só compreendi após terminar o livro e reflectir um pouco sobre o assunto. São focadas algumas marcas ainda existentes após a guerra colonial, o tráfico ilegal de armas utilizadas durante a guerra, e algumas preocupações inerentes ao desenvolvimento de um novo Moçambique que com a inovação tende-se a esquecer algumas tradições e valores ainda preservadas na fortaleza. 
 

domingo, 20 de maio de 2012

Expiação

Autor: Ian McEwan
Editora: Gradiva
Nº Páginas: 419
ISBN: 978 972 662 822 4
Categoria: Romance














Sinopse:
No dia mais quente do Verão de 1935, Briony Tallis, de 13 anos, vê a irmã Cecilia despir-se e mergulhar na fonte que existe no jardim da sua casa.
É também observada por Robbie Turner, um amigo de infância que, à semelhança de Cecilia, voltou há pouco tempo de Cambridge. Depois desse dia, a vida das três personagens terá mudado para sempre. Robbie e Cecilia terão ultrapassado uma fronteira que, à partida, nem sequer imaginavam e tornar-se-ão vítimas da imaginação da irmã mais nova. Briony terá presenciado mistérios e cometido um crime que procurará expiar ao longo de toda a sua vida.
Expiação é, porventura, a melhor obra de Ian McEwan. Descrevendo de forma brilhante e cativante a infância, o amor e a guerra, a Inglaterra e a situação de classes, contém no seu âmago uma exploração profunda – e muito comovente – da vergonha, do perdão, da expiação e da dificuldade da absolvição.

Opinião (pode conter spoilers):
     Já há muito tempo que queria ler este livro de tanto que ouvi falar. Assim que me ofereceram coloquei-o no topo da minha pilha de livros e assim que pude, iniciei logo a sua leitura.
     O ponto alto do livro é sem dúvida a escrita do Ian McEwan. Ele é um belíssimo escritor, apresentando descrições maravilhosas e bastante introspecções. Permite-nos também ver várias perspectivas da narrativa, em função da personagem que está a descrever. Mas, por vezes devagueia demasiado nas suas descrições o que acabou por me deixar um vazio em alguns momentos narrativos numa fase inicial do livro. E, para mim que sou uma eterna romântica, apesar de não muito lamechas, criei algumas expectativas relativamente ao romance de Robbie e Cecilia que pensei ver um pouco mais desenvolvido mas, quando dei por mim, tinha terminado o livro. O final deixou-me um pouco triste mas que segue a linha do que era o mais provável de acontecer, não num romance mas sim na vida real, mostrando-nos a efemeridade da vida e impossibilitando de Briony corrigir o seu erro e obter absolvição perante Robbie e Cecilia.
     O autor descreve aspectos interessantes como as diferenças sociais, a passagem da infância para a adolescência, o arrependimento, a tentativa de rendição, o amor em tempos de guerra, a vida dentro e fora do campo de batalha, as implicações que os julgamentos precipitados podem ter na vida das outras pessoas e que estas podem deixar marcas para o resto das nossas vidas.
     É uma leitura que aconselho e certamente penso ler mais obras do autor. Adorei!

Após terminar o livro vi também o filme:



Para mim, o filme ficou muito aquém do livro. No entanto, apesar de serem omitidas algumas partes do livro, penso que ouve uma tentativa de se mostrar fiel ao romance relativamente às descrições paisagíticas e no que respeita à exposição das várias perspectivas da narrativa em função do personagem. As representações de James McAvoy e a Keira Knightley são muito intensas, como não se poderia esperar outra coisa destes excelentes dois actores.

O Rouxinol

  " Se houve alguma coisa que aprendi durante esta minha longa vida, é isto: no amor descobrimos quem queremos ser; na guerra ...