Estive um longo período sem publicar mas essa ausência ocorreu por causa da maternidade. Fui mãe de duas meninas uma de quase cinco anos e outra de quase um ano e, consequentemente as leituras e o blog acabaram por ficar para segundo plano.
Após alguns acontecimentos pessoais acabei por fazer uma introspeção e conclui que, apesar do tempo reduzido, preciso de dar mais atenção a mim mesma e dedicar mais tempo ao desenvolvimento pessoal, dentro da qual se insere a leitura. No período que escrevia neste blog alarguei os meus horizontes do que respeita a autores, estilos literários e foi sem dúvida a altura em que li mais e encontrei livros bastante interessantes. No meu dia-a-dia são poucas as pessoas que me rodeiam que gostam de ler ou que, pelo menos tenham uma leitura diversificada ao ponto de me darem dicas literárias prazerosas. Por essa razão quero muito dedicar algum tempo ao blog e com a vossa ajuda encontrar leituras que me ajudem a crescer como pessoa e me ajudem a expandir os meus conhecimentos pessoais. Não vou conseguir com certeza nesta fase publicar semanalmente mas com alguma organização e empenho espero conseguir aumentar o meu ritmo de leitura e partilhar as minhas experiências convosco.
Não duvido que grande parte das pessoas que se inseriam na comunidade de blogs à cinco anos atrás não será a mesma mas espero mesmo assim trocar conhecimento para quem quiser seguir este cantinho.
A Jangada de Pedra é uma história mais direccionada para o fantástico. José Saramago recria um romance tendo como base uma catástrofe natural que leva à separação da Península Ibérica do resto da Europa. Entre toda a fronteira de Espanha e França abriu-se uma fenda transformando a península numa ilha, ou, melhor dizendo, numa "Jangada de Pedra" que leva os ibéricos numa jornada pelo Atlântico.
Mas ao mesmo tempo que ocorre esta separação geológica outros acontecimentos insólitos acontecem: Joaquim Sassa, que vive no porto atira uma pedra pesadíssima ao mar que é projectada a uma distância e velocidade impossíveis para a força que possui; José Anaiço, um ribatejano que atrai um bando de estorninhos, sendo acompanhado por estes aonde quer que vá; Pedro Orce, um espanhol que sente a terra a tremer constantemente; Joana Carda, de Aveiro, que com uma vara de negrilho traçou no chão um risco que não se apaga e desencadeou o ladrar dos cães de Cerèbere que não se ouviam à decadas; e por fim Maria Guavaira, uma espanhola da Galiza que ao desmanchar uma meia velha, em vez de um punhado obteve uma montanha de lã. Estes cinco personagens mais um cão cuja participação na história não é menos importante, encontram-se e decidem viajar à antiga fronteira dos Pirenéus, onde tudo teve origem.
Paralelamente a estas duas viagens, José Saramago mostra-nos uma perspectiva das consequências que poderiam ocorrer a nível económico, político e social no decorrer das alterações ocorridas, nomeadamente a separação da península com o resto da Europa, uma possivel colisão de Portugal e Galiza com os Açores e a aproximação com os Estados Unidos da America e Canadá. E o que posso dizer deste livro? Gostei mas não adorei. Este foi o segundo romance que li de Saramago e confesso que gostei bastante mais do primeiro, O Ano da morte de Ricardo Reis que se encontra entre os meus favoritos. Talvez tenha ido com grandes expectativas pois dois amigos meus já tinham falado muito bem dele. Antes de iniciar a leitura sabia apenas que se tratava de uma narrativa sobre separação da Peninsula Ibérica e que esta seguiria uma viagem através do oceano. Talvez estava à espera de uma abordagem diferente, com um pouco de mais acção acabando por achar a narrativa muito lenta e as personagens pouco aprofundadas. Mas como não podia deixar de ser, a escrita de Saramago é sempre de grande qualidade e aqui mostrou mais uma vez a sua genialidade pelo conceito do livro e pela forma como a narrativa é construída. Desconhecia completamente que esta história deu origem a uma adaptação cinematográfica e que têm no seu enredo dois actores portugueses, o Diogo Infante e a Ana Padrão. Ainda não o vi mas deixo-vos o trailer:
Vou dar um tempo à leitura dos seus livros pois as suas histórias merecem ser lidas com alguma calma e disponibilidade. No entanto, o meu pai ofereceu-me Memorial do Convento e deve estar à espera de um feedback pelo que não vai ficar muito tempo na prateleira. Já leram? Qual a vossa opinião?
Capitães da Areia é o livro de Jorge Amado mais vendido no mundo inteiro. Publicado em 1937, teve a sua primeira edição apreendida e queimada em praça pública pelas autoridades do Estado Novo. Em 1944 conheceu nova edição e desde então sucederam-se as edições nacionais e estrangeiras, e as adaptações para a rádio, televisão e cinema. Jorge Amado descreve, em páginas carregadas de grande beleza, dramatismo e lirismo poucas vezes igualados na literatura universal, a vida dos meninos abandonados nas ruas de São Salvador da Bahia.
Opinião:
"Porque o que faz a criança é o ambiente de casa, pai, mãe, nenhuma responsabilidade. Nunca eles tiveram pai e mãe na vida da rua. E tiveram sempre que cuidar de si mesmos, foram sempre os responsáveis pos si. Tinham sido sempre iguais a homens." E estas palavras de Jorge Amado não são mais que a descrição de um grupo de crianças que vive na rua, sem um tecto para dormir, sem uma família que lhes dê amor e orientação para a vida e ignoradas e discriminadas pela sociedade. Este grupo de crianças que neste romance são conhecidas como os capitães da areia, sobrevivem um dia de cada vez arranjando o que comer e vestir através da única via que sabem, furtando e roubando. Jorge Amado não esconde neste livro a sua posição comunista, e mostra que a marginalização destas crianças são fruto de uma sociedade capitalista, não sendo dadas oportunidades aos pobres e desfavorecidos para que possam melhorar as suas condições de vida. Para estas crianças orfãs o futuro que lhes espera são os orfanatos/reformatórios onde são vítimas de maus tratos ou viver na rua em grupos sendo que em adultos a grande maioria torna-se marginais ou, para algumas pequenas excepções, conseguem dar a volta e terem uma vida decente, ou porque tiveram sorte na vida ou porque tem alguma aptidão especial.
Sabia do que se tratava a história no entanto foi um livro que me chocou em algumas ocasiões pela dureza das descrições do autor. Não me admira que na altura em que foi editado a sua publicação tenha sido apreendida pelo dramatismo e intensidade da história, que poderia ser a de qualquer menino de rua da Bahia. No entanto tem momentos bastante tocantes, sobretudo quando se vê o companheirismo e lealdade existente entre os meninos. Uma leitura que aconselho para quem gosta de uma história mais realista, dura e marcante!
O Amor nos Tempos de Cólera constitui na obra de Gabriel García Márquez um marco equiparável ao do célebre Cem Anos de Solidão, considerado até hoje, a sua obra-prima.
«O Amor nos Tempos de Cólera é um romance (...) onde se fundem o fulgor imagístico, o difícil triunfo do amor, as aventuras e desventuras da própria felicidade humana (...) Ao longo dum flash-back de quatrocentas páginas vertiginosas, compostas numa espécie de pauta estilística e musical, da qual não estão sequer ausentes o humor, a poesia e a vertigem das imagens (...) o leitor recupera o ritmo encantatório duma escrita que não tem conhecido imitadores à altura.»
Opinião (Atenção, pode conter spoilets):
O Amor em Tempos de Cólera conta-nos a história de Florentino Ariza e Fermina Daza que se apaixonaram quando jovens e que foram impedidos de casar pelo pai de Fermina por considerar que a sua filha merecia um melhor partido uma vez que Florentino Ariza não possuir fortuna e ser filho de pai icógnito. Entretanto, após três anos de troca de cartas carregadas de paixão, Fermina Daza perde o encantamento pelo o jovem Florentino Ariza e acaba por se casar com um jovem médico rico e oriundo de boas famílias, o Dr Juvenal Urbino. Florentino Ariza não se conforma com a perda do seu amor eterno e promete a si mesmo criar a sua própria riqueza para dar a Fermina Daza todo o conforto e esperar por ela solteiro até que fique viúva. No entanto, muitos anos se passaram até que o Dr. Juvenal Urbino fosse enterrado.
O que dizer acerca deste livro? Adoro a forma como Gabriel García Márquez escreve mas a verdade é que as suas histórias não me enchem as medidas. O mesmo tinha acontecido quando li os "Cem Anos de Solidão". Apesar das ideias poéticas e do livro ser um hino ao amor, ao fim desta leitura senti um vazio. Florentino de Ariza ao longo da sua vida acabou por manter relações clandestinas cujas mulheres alegou amá-las todas, cada uma à sua maneira. No entanto, decidiu esperar anos e anos por alguém que o rejeitou em tempos e apenas na sua velhice acabou por vivenciar a sua grande história de Amor. Percebo a ideia que o autor pretende transmitir, que não existe idade para duas pessoas se amarem. Mas para mim, alguém não deveria esperar tanto tempo para amar. E Florentino chegou a ter essas dúvidas: e se ele próprio ou se a Ferminina Daza morrer antes do dr. Urbino? Poderia ser um fim bastante palusível. Uma vez que se trata de uma ficção o autor decidiu que o amor acabaria por vencer.
Gabriel Garcia Márquez mostra-nos também outras vertentes do Amor: o amor fraternal existente num casamento, o amor adúltero, o amor carnal, o amor platónico e o mais presente em todo o livro o amor como uma doença, com sintomas iguais ao da cólera.
Este blog tem andado parado a algum tempo e a frequência das postagens tende a ser cada vez mais baixa nos próximos tempos pois o meu ritmo de leitura tem abrandado significativamente. A razão deste abrandamento tem a haver com a descoberta de outros horizontes, neste caso a maternidade com a espera da chegada de um novo membro na família. Qualquer das formas não ando desaparecida e tenterei assim que me for possível continuar a partilhar as minhas opiniões convosco e a acompanhar os vossos posts!
Skeeter tem vinte e dois anos e acabou de regressar da universidade a Jackson, Mississippi. Mas estamos em 1962, e a sua mãe só irá descansar quando a filha tiver uma aliança no dedo. Aibileen é uma criada negra, uma mulher sábia que viu crescer dezassete crianças. Quando o seu próprio filho morre num acidente, algo se quebra dentro dela. Minny, a melhor amiga de Aibileen, é provavelmente a mulher com a língua mais afiada do Mississippi. Cozinha divinamente, mas tem sérias dificuldades em manter o emprego… até ao momento em que encontra uma senhora nova na cidade. Estas três personagens extraordinárias irão cruzar-se e iniciar um projecto que mudará a sua cidade e as vidas de todas as mulheres, criadas e senhoras, que habitam Jackson. São as suas vozes que nos contam esta história inesquecível cheia de humor, esperança e tristeza. Uma história que conquistou a América e está a conquistar o mundo.
Opinião:
As serviçais é um livro sobre a vida das criadas negras em Jackson, no Mississipi, na década de 60 quando os direitos civis, sociais e humanos dos negros não eram tidos em conta. São três as personagens centrais, duas criadas negras, a Aibileen e a Minny com experiências de vida um pouco diferentes mas ambas descriminadas e humilhadas pelas suas patroas, e Skeeter uma futura escritora que, quando volta da universidade descobre que Constantine, a criada negra que a criou, já não trabalha na casa dos pais e fica sem perceber o que se passou realmente.
Skeeter não se conforma como os negros são tratados na sua cidade, principalmente por algumas patroas brancas suas amigas e elabora um plano para dar voz às criadas negras de Jackson, dando-lhes a possibilidade de mostrar como são realmente tratadas. Estas três personagens acabam por se juntar e elaborar secretamente um projecto extremamente ambicioso e perigoso que vai alterar o rumo das suas vidas e de algumas pessoas em Jackson.
Adorei ler este livro. Apesar da temática ser o racismo é sobretudo uma história de coragem e activismo. A sua escrita é bastante simples e fluida no entanto a autora consegue-nos transmitir uma grande ambivalência de sentimentos através das personagens, principalmente a partir da Aibileen, da Minny e da Skeeter já que são as narradoras desta história. Dei por mim a ler compulsivamente o livro para descobrir o seu final.
Fico contente por ter lido este ano o Por favor, não matem a cotovia uma vez que é mencionado neste livro. O tema é o mesmo apesar de ser abordado de uma forma um pouco diferente. Com estas duas obras pude ver o peso que a problemática do racismo tinha nos Estados Unidos à uns anos atrás. Aconselho a leitura, principalmente para que aprecia este tipo de temas.
Citações:
"- Oh, Hilly, devias usar a casa de banho dos hóspedes(...)A Aibileen só limpa nas traseiras depois do almoço.(...)
- Mas a casa de banho dos hóspedes é onde vão as criadas - diz a senhora Hilly.
- Estás chateada porque a negra usa a casa de banho interior e nós também. (...)
- Elizabeth, se pudesses escolher, não preferias que fizessem o que têm a fazer lá fora?(...)
- Não sei - responde a senhora Leefolt (...)
- Só tens de dizer ao Raleigh que cada cêntimo gasto nessa casa de banho será recuperado quando venderem a casa. - (...) - E essas casas todas que estão a construir agora, sem aposentos para criados? É demasiado perigoso. Toda a gente sabe que eles têm doenças diferenças das nossas. (...)
- Seria bom. - Admite a senhora Leefolt, dando um pequeno trago no cigarro - que ela não usasse a de casa. (...)
- Foi exatamente por essa razão que planeei a Iniciativa Sanitária do Pessoal Doméstico. Como uma medida de prevenção de doenças. (...)
- Um decreto exigindo que em todas as casas brancas haja uma casa de banho separada para os criados negros.(...)"
Também vi o filme mas, apesar de se basear no livro, existem algumas diferenças. Apesar de ter gostado achei o livro muito mais interessante.
Elizabeth Bennet, uma das cinco filhas de uma família da classe média rural, conhece Fitzwilliam Darcy, membro da alta sociedade mas de um orgulho desmesurado. As tensões aparecem rapidamente, alternando sensivelmente o idílico e pacífico mundo rural inglês, que se revela como uma sociedade rígida, em que abundam os preconceitos e na qual nem tudo é aquilo que parece.
"Orgulho e Preconceito" é o mais famoso dos romances de Jane Austen, que ganhou um lugar entre os autores mais lidos pelo grande público e entre os clássicos apreciados pelos académicos, pelo seu profundo conhecimento dos mecanismos que regem as relações humanas, bem como pela ironia com que dota os seus romances.
Opinião:
Esta obra é uma das minhas favoritas desde sempre. Já tinha lido este livro mas deu-me vontade de voltar a pegar nele. Um romance que decorre na década XIX e que retrata a sociedade e os hábitos daquela época. A personagem central da história é a Elizabeth, uma das cinco filhas da família Bennet, pertencente à classe média. Ela e as suas irmãs são apresentadas à alta sociedade através de uma festa onde conhece o Sr. Darcy um dos homens mais ricos de Londres mas conhecido pelo seu carácter rude e orgulhoso, não ficando muito bem visto aos olhos da protagonista.
Elizabeth é caracterizada como uma personagem um pouco diferente das mulheres em geral, com uma visão e valores muito próprios. Através dela podemos assistir algumas críticas sociais, sobretudo no que diz respeito ao coquetismo, preconceitos de classes, cinismo e jogos de interesses. Apresenta um carácter bastante forte recusando mesmo boas propostas de casamento por não sentir amor, mesmo ciente de que poderia acabar o resto da sua vida solteira e continuar a ser um encargo para os seus pais.
Mas, mesmo Elizabeth sendo tão correcta e sensata, com o desenrolar de alguns acontecimentos apercebe-se que as aparências por vezes iludem e que as coisas nem sempre são o que parecem. É então que se dá conta de que alguns julgamentos feitos por si não corresponde de facto à realidade, incluindo as suas impressões acerca do Sr. Darcy...
Não consigo de todo mostrar a grandiosidade deste clássico e o impacto que a sua leitura teve em mim. É um livro absolutamente magnífico pela sua escrita, pelas descrições dos costumes da época, pela crítica e ironia mas sobretudo pela linda história entre Elizabeth e Darcy. E, apesar de já ter sido escrito à muitos anos acho bastante actual, podendo perfeitamente descrever, em aguns aspectos a sociedade dos dias de hoje, como por exemplo a futilidade instalada no quotidiano e aos juizos de valor pré-concebidos.
Também vi o filme que achei bastante fiel ao livro e a Elizabeth é uma das minhas actrizes preferidas, Keira Knightley. É excelente, principalmente a cena final!
Mia Couto nasceu na Beira, Moçambique, em 1955. Foi jornalista. É professor, biólogo, escritor. Está traduzido em diversas línguas. Entre outros prémios e distinções (de que se destaca a nomeação de Terra Sonâmbula como um dos doze melhores livros africanos do século XX) foi galardoado, pelo conjunto da sua obra, com o Prémio União Latina de Literaturas Românticas 2007 e com o Prémio Passo Fundo Zaffari & Bourbon de Literatura pelo romance O Outro Pé da Sereia.
«Nessa manhã, eu saí do corpo de Izidine Naíta. Restreava assim minha própria matéria no mundo, fantasma visível só pela frente. A luz imensa me invadiu assim que me descorpei do polícia. Primeiro, tudo cintilou em milibrilhos. A claridade, aos poucos, se educou. Olhei o mundo, tudo em volta se inaugurava. E murmurei, com a voz já encharcada: - É a terra, minha terra! Mesmo assim, pávida e poeirenta, ela me surgia como o único lugar do mundo. Meu coração, afinal, não tinha sido enterrado. Estava ali, sempre esteve ali, reflorindo no frangipani. Toquei a árvore, colhi a flor, aspirei o perfume.»
Opinião:
A Varanda do Frangipani conta a história de um morto, Ermelindo Mucanga, que foi enterrado em S. Nicolau sem cerimónia e aos rituais tradicionais moçambicanos o que fez com que ficasse num estado de xipoco (fantasma) e consequentemente a sua alma a ficou a vaguear perto da sua campa, por baixo de um frangipani. Aconselhando-se então com o pangolim, um animal que os moçambicanos acreditam trazer mensagens dos céus, chegou à conclusão que para que podesse atingir o seu estado de Xicuembo (defunto definitivo) teria que remorrer. Ermelindo Mucanga reencarnou então no corpo de um inspector da polícia, Izidine Naíta, que se deslocava para a fortaleza de S. Nicolau afim de investigar o assassinato de Vasco Excelêncio, o responsável de um asilo de velhos.
É sempre agradável ler Mia Couto pela sua escrita simples mas simultaneamente mágica e poética. Esta prosa encontra-se repleta de descrições sobre os costumes, tradições e crenças dos moçambicanos, recontadas pelas próprias personagens ao longo da narrativa. É um pequeno livro mas que trás algumas mensagens interessantes, escritas de forma suptil e que se vão assimilando gradualmente. Um exemplo disso é o próprio título que se trata de uma metáfora e que só compreendi após terminar o livro e reflectir um pouco sobre o assunto. São focadas algumas marcas ainda existentes após a guerra colonial, o tráfico ilegal de armas utilizadas durante a guerra, e algumas preocupações inerentes ao desenvolvimento de um novo Moçambique que com a inovação tende-se a esquecer algumas tradições e valores ainda preservadas na fortaleza.
No dia mais quente do Verão de 1935, Briony Tallis, de 13 anos, vê a irmã Cecilia despir-se e mergulhar na fonte que existe no jardim da sua casa. É também observada por Robbie Turner, um amigo de infância que, à semelhança de Cecilia, voltou há pouco tempo de Cambridge. Depois desse dia, a vida das três personagens terá mudado para sempre. Robbie e Cecilia terão ultrapassado uma fronteira que, à partida, nem sequer imaginavam e tornar-se-ão vítimas da imaginação da irmã mais nova. Briony terá presenciado mistérios e cometido um crime que procurará expiar ao longo de toda a sua vida. Expiação é, porventura, a melhor obra de Ian McEwan. Descrevendo de forma brilhante e cativante a infância, o amor e a guerra, a Inglaterra e a situação de classes, contém no seu âmago uma exploração profunda – e muito comovente – da vergonha, do perdão, da expiação e da dificuldade da absolvição.
Opinião (pode conter spoilers):
Já há muito tempo que queria ler este livro de tanto que ouvi falar. Assim que me ofereceram coloquei-o no topo da minha pilha de livros e assim que pude, iniciei logo a sua leitura.
O ponto alto do livro é sem dúvida a escrita do Ian McEwan. Ele é um belíssimo escritor, apresentando descrições maravilhosas e bastante introspecções. Permite-nos também ver várias perspectivas da narrativa, em função da personagem que está a descrever. Mas, por vezes devagueia demasiado nas suas descrições o que acabou por me deixar um vazio em alguns momentos narrativos numa fase inicial do livro. E, para mim que sou uma eterna romântica, apesar de não muito lamechas, criei algumas expectativas relativamente ao romance de Robbie e Cecilia que pensei ver um pouco mais desenvolvido mas, quando dei por mim, tinha terminado o livro. O final deixou-me um pouco triste mas que segue a linha do que era o mais provável de acontecer, não num romance mas sim na vida real, mostrando-nos a efemeridade da vida e impossibilitando de Briony corrigir o seu erro e obter absolvição perante Robbie e Cecilia.
O autor descreve aspectos interessantes como as diferenças sociais, a passagem da infância para a adolescência, o arrependimento, a tentativa de rendição, o amor em tempos de guerra, a vida dentro e fora do campo de batalha, as implicações que os julgamentos precipitados podem ter na vida das outras pessoas e que estas podem deixar marcas para o resto das nossas vidas.
É uma leitura que aconselho e certamente penso ler mais obras do autor. Adorei!
Após terminar o livro vi também o filme:
Para mim, o filme ficou muito aquém do livro. No entanto, apesar de serem omitidas algumas partes do livro, penso que ouve uma tentativa de se mostrar fiel ao romance relativamente às descrições paisagíticas e no que respeita à exposição das várias perspectivas da narrativa em função do personagem. As representações de James McAvoy e a Keira Knightley são muito intensas, como não se poderia esperar outra coisa destes excelentes dois actores.
Tenho andado um pouco desaparecida mas o excesso de trabalho tem limitado um pouco o meu tempo. Tem dias que nem consigo dedicar-me à leitura e nem aceder à internet. Qualquer das formas consegui num destes fins de semana ir à feira do livro. A minha ideia era só dar um passeio mas não consegui resistir:
O Deus das Moscas estava em promoção devido à mudança de edição. Aproveitei ainda a promoção da saída de emergência: na compra de dois livros oferta de um para além de estarem com desconto de 20-30%. Mais uns "livrinhos" para tentar encaixar nas estantes!
Autor: Harper Lee Editora: Europa-América Colecção: Livros de bolso - Grandes Obras N.º Páginas: 273 ISBN: 9789721015500 Categoria: Clássico
Sinopse:
As cidadezinhas do Alabama seriam simples e pacatas se não sofressem de uma doença terrível: o racismo. Um advogado defende com toda a convicção, e arrostando com ameaças e preconceitos, um negro acusado de violentar uma rapariga branca. A sua luta é contudo vã: nunca num tribunal de Alabama se dera razão a um negro contra um branco. É uma criança que nos conta esta história. Uma criança que vai descobrindo o mundo que a rodeia e é testemunha de violências e atrocidades. A sua narrativa semi-inconsciente quase se torna a voz da adormecida consciência norte-americana.
Opinião:
Já estava algum tempo para ler este livro de tão bem que falam dele. Assim que o comprei foi automaticamente para o topo da minha lista de leituras. E não me arrependi de o fazê-lo.
Uma história contada na perspectiva de uma criança que vive numa pequena cidade dos EUA, Maycomb, em meados do século XX. Uma menina, chamada Scout que, à medida que vai crescendo, se depara com uma série de preconceitos instaurados na população de Maycomb sendo o mais grave deles o Racismo. Scout testemunha um caso de um indivíduo respeitável acusado e condenado injustamente em tribunal apenas por ser negro. E ela e o seu irmão acabam por ser de certa forma discriminados por o seu pai Actticus, advogado, ter aceite defender o negro.
Um livro que nos mostra até que ponto o ser o humano é capaz de atitudes de injustiça e descriminação mesmo sabendo que não estão a ser justos. No entanto, transversalmente, através da personagem de Atticus, faz-nos vez que há pessoas altruistas que se preocupam e se esforçam para tornar este mundo um pouco melhor apesar de terem consciência que possivelmente nada vão conseguir mudar, pelo menos no presente.
Para mim o ponto alto do livro é precisamente a capacidade da autora se colocar sob o ponto de vista de uma criança e contar esta história de uma forma simples mas que nos prende à narrativa. Harper Lee faz-nos ver que há coisas que muitos adultos acabam por perder com o avançar idade como a capacidade de se colocar no lugar do próximo, mesmo que seja de outra raça, ou simplesmente questionarmo-nos sobre o que nos rodeia. Deixa-nos também a pensar como é que uma cidade inteira não consegue compreender um problema simples como racismo quando uma criança de 9 anos percebe a dimensão desta questão:
- Miss Gates é uma boa senhora, não é?
- Com certeza...- disse Jem - Eu gostava dela, quando andava na sua aula.
- Ela odeia Hitler, a valer ...
- Que mal há nisso?
- Bem, ela exaltou-se toda, hoje, a respeito de ser mau ele tratar assim os judeus. Jem, não há direito de perseguir ninguém, pois não? Quero eu dizer: mesmo ter maus pensamentos a respeito de alguém; é assim?
- Com certeza que não há direito, Scout. que tens tu?
- Bem, ao sair do tribunal, naquela noite, Miss Gates estava... ela vinha a descer os degraus à nossa frente, não deves ter visto... ela estava a falar com Miss Stephanie Crawford. Ouvi-a dizer: «É tempo de que alguém lhes dê uma lição, eles (os negros) estão a exceder-se, e não tarda aí que pensem em casar connosco.» Jem, como é que alguém pode odiar tanto Hitler e, depois, voltar-se e ser mau para as pessoas da sua própria terra?...
Aconselho sem dúvida nenhuma a leitura deste livro, no entanto esta edição deixa um pouco a desejar por ser um livro de bolso com letras muito miúdas e pela qualidade da tradução e revisão do texto.
A Wichapis, a Landslide e a Kel enviaram-me a um Tag para eu responder. Obrigada às três pelo desafio.
Regras:
1. Criar um post e
responder às questões de quem te deu a TAG no post;
2. Criar 11 novas
perguntinhas diferentes para passar adiante;
3. Escolher 11 bloggers para dar a TAG e colocar o link
delas no post;
4. Ir para a página das bloggeres selecionadas e
dizer-lhes que foram tagueadas;
5. Não se pode taguear a blogger que nos indicou a
TAG;
6. Avisar a blogger que nos passou a TAG quando fizermos
o post sobre a mesma.
Wichapis:
1 - Se tivesses de te definir em 5 palavras quais seriam? Persistente, teimosa, reservada, optimista, ponderada.
2 - És feliz na profissão que exerces? Sim, gosto daquilo que faço.
3 - Qual é a profissão com que te identificas? Advogada.
4 - Se fosses uma personagem da BD qual serias? A Margarida.
5 - Qual o livro que te marcou até hoje? Esta pergunta é um pouco difícil de responder. Penso que tenho vários livros em função das diferentes fases da minha vida. Na adolescência "O Diário de Anne Frank" e já em adulta talvez "O Equador" De Miguel Sousa Tavares.
6 - Qual o último livro adquirido (comprado, trocado ou oferecido)? "A balada da praia dos cães" de José Pires Cardoso.
7 - Qual a última música ouvida? Para acordar bem disposta tenho no meu despertador Bom Feeling de Sara Tavares.
8 - Qual a música que mais te toca? Difícil mencionar só uma. Baladas de uma forma geral.
9 - Com que animais te identificas? O cão e o gato. Dificil escolher só um pois aprecio diferentes características em cada um deles.
10 - O Que estás a fazer neste preciso momento? Apenas respondo às perguntas do TAG.
11 - Sem olhares para o relógio, que horas são? 9h
Lanslide:
1 - Qual a tua melhor qualidade? Sou uma pessoa muito racional, isto é, não tomo uma decisão sem ponderar bem sobre o assunto.
2 - Qual o teu maior defeito? Teimosia. 3 - Tens a profissão que querias ter quando crescesses? Não. Quando era criança queria ser cardiologista ou advogada. Actualmente trabalho em Farmácia.
4 - Se não tivesses a profissão que tens, qual gostarias de ter? Advogada. 5 - Qual a tua recordação de infância, ligada aos livros, mais antiga? Lembro-me da minha mãe ler-me as histórias do avôzinho quando ainda não sabia ler.
6 - Que livro estás a ler neste momento? A terminar "Não Matem a Cotovia" de Harper Lee.
7 - Qual foi o filme que mais te marcou? Vários. Mas dos que me lembro "Orgulho e Preconceito" e "O Pianista".
8 - Qual é a tua banda preferida? Talvez os U2.
9 - Qual foi a última coisa que comeste? Croissant com queijo.
10 - Qual é a tua especialidade culinária? Atum à bolonhesa.
11 - Os zombies vão atacar. O objecto à tua direita será a tua arma contra eles. O que é? Uma cadeira.
Kel:
1 – Qual o último livro que leste?
O Crime do Padre Amaro, de Eça de Queirós
2 – Qual o livro que ambicionas neste momento?
Expiação, de Ian McEwan.
3 – Já conheceste alguém que fosse igual a uma personagem
do livro?
Conheço alguns tio patinhas.
4 – Qual o teu animal preferido?
Gosto de cães e o gatos. Dificil escolher só um pois aprecio diferentes características em cada um deles.
5 – Costumas ler livros com esse animal? Quais?
Não é muito habitual ler livros em que estes animais tenham um grande destaque.
6 – Costumas ouvir música enquanto lês?
Não. Gosto de ler, se possível, em silêncio.
7 – Que tipo de música?
8 – Ler é algo de família?
Sim, penso que o gosto pela leitura advém do meu pai.
9 – Ler é essencial para a tua profissão?
Sim até porque como trabalho na área da saúde tenho que me ir actualizando regularmente.
10 – Qual foi a tua motivação para criares um blog?
Bem, criei este blog para poder trocar ideias sobre livros uma vez que no meu dia-a-dia não lido com pessoas que possuam o gosto pela leitura ou pelo menos os mesmos gostos literários. Estava inscrita no fórum Estante de livros mas como entretanto deixou de estar activo iniciei o blog para poder interagir com outros leitores.
11 – Desde que possuis o blog, achas que começaste a ler
mais, ou é indiferente?
Sim, mas para além de ler mais aprendi a seleccionar melhor o tipo de livros que leio. Descobri novos géneros e, dentro dos géneros que já lia novos títulos que já me proporcionaram excelentes momentos de leitura.
Aqui vão as minhas perguntas: 1 - Quais são os teus hobbies preferidos para além da leitura? 2 - Qual é a tua personagem literária preferida? 3 - Se escrevesses um livro que género escolherias? 4 - Se fosses agora a uma livraria, qual o livro da tua wishlist comprarias? 5 - Qual é a tua comida favorita? 6 - Quais são os locais que gostas mais de ler? 7 - Quais são as tuas principais manias como leitor? 8 - Se te oferecessem uma viagem para conhecer um local de um livro que tivesses lido qual escolherias? 9 - Gostas de ver filmes baseados em livros que já leste? 10 - Gostas de reler os livros? 11 - Os teus gostos literários alteraram com a criação do teu blog?
E aqui vai a lista de blogs que eu gostaria que respondessem, se acharem oportuno claro.
"O Prémio Dardos reconhece os valores que cada blogueiro mostra em cada dia no seu empenho por transmitir valores culturais, éticos, literários, pessoais... que, em suma, demonstram a sua criatividade através do pensamento vivo que está e permanece intacto entre as suas letras, entre as suas palavras." Não Vou Repassar pois iria repetir os blogs já citados, uma vez que são os que costumo vizitar regularmente para além destes dois que me premiaram. Grças aos prémios e selos tenho encontrado blogs bastante interessantes.
Autor: Eça de Queirós Editora: Círculo de Leitores Colecção: Romances completos de Eça de Queirós N.º de páginas: 488 ISBN: 9724206645 Categoria: Clássico
Opinião:
O Crime do Padre foi o primeiro romance de Eça de Queirós. Fala-nos acerca de um amor proibido entre um Padre, Amaro Vieira e a jovem mais bonita de Leiria, Amélia, que cresceu rodeada de beatas e padres. E, utilizando este pano de fundo, o autor faz uma crítica voraz à igreja Católica e ao estilo de vida da burguesia portuguesa.
Eça critica algumas práticas religiosas do Catolicismo como o Celibato, a confissão, a excomunhão, o batismo em bebé, a ligação da igreja à política, a excessiva devoção aos santos, a ostentação das igrejas. Fala sobre a influência que o padres exercem nos devotos manipulando o pensamento e comportamento das pessoas através das ameaças de castigos de Deus ou com a promessa de um lugar certo no céu. O padre é visto perante os católicos como omnipotente, capaz de perdoar os pecados dos seus confessores através da penitência. No entanto, o próprio clero está constantemente pecado sem vontade de redenção. Vivem na ostentação, possuindo as suas próprias riquezas ou utilizando as oferendas dadas à igreja. Mantém relações extra-conjugais, quando fazem votos de celibato. Aproveitam-se das informações dadas em confissões.
Este livro mostra-nos uma sociedade hipócrita, que se diz cristã mas que na realidade a religião é praticada por convenção e para ser socialmente aceite pois um indivíduo só é considerado respeitável se for à missa, jejuar e se confessar, mesmo que tenha outras virtudes socialmente bem vistas. Os burgueses vivem na futilidade, na besbilhotice e ocupando a sua mente com coisas desinteressantes.
As personagens são muito diversificadas de forma a representar ideias específicas e, contrariamente ao que é habitual nas minhas leituras, gostei mais das personagens secundárias do que propriamente das principais, nomeadamente o Dr. Godinho, o João Eduardo e o abade Ferrão, talvez por serem as personagens que são capazes de pensar por si mesmas. Ganhei um certo rancor pelo padre Amaro, pela forma como ele seduz a Amélia, pelo seu egoísmo quando surgem as consequências deste romance e pela forma como ele continua a pensar e a viver no final da história.
Apesar de ser uma história bastante conhecida não sabia como acabava. Um final para mim inesperado e confesso que fiquei um pouco desiludida. Mas, depois de terminar o livro e reflectir, penso que o desenlace não podia ser de outra forma pela crítica final que acarreta.
Gostei muito de ler este livro e o que me agradou mais ao longo da leitura foi a forma como Eça utiliza a ironia ao longo da história. Penso que a escrita não precisa de apresentações, com as características típicas realistas e naturalistas que podemos encontrar em "Os Maias", apesar de ter uma leitura bastante mais fluida, talvez pela quantidade de diálogos existentes.
Li este livro em dois formatos, em livro e em ebook. Gostei bastante de ler em formato electrónico e achei mesmo que, por vezes, foi muito mais prático por poder transportar para fora de casa com mais facilidade e porque a edição que li é de capa dura. Não me fez diferença deixar de folhear as páginas e vou voltar a repetir a experiência.
Esta semana recebi duas grandes prendas de aniversário. Dois livros da minha Wishlist. Agora já não tenho pretexto para não começar a ler o primeiro volume de "Os Pilares da Terra". Lá se vai a pilha de livros que tinha programado para as próximas leituras!
Mais uma estrela que se vai mas que a sua luz nunca se há-de apagar.
I Will Always Love You
If I should stay I would only be in your way So I'll go but I
know I'll think of you Every step of the way And I, will always love you I will always love you You, my darling
you Bitter sweet memories, That is all I'm taking with me So goodbye,
please don't cry We both know I'm not what you, you need And I, will always love you I will always love you, oh I hope life treats you kind And I hope you'll have All you've dreamed
of And I wished you joy And happiness But above all this, I wish you
love And I, will always love you I will always love you I will always love
you I will always love you I will always love you I, I will always love
you, you Darling I love you I'll always I'll always Love you
Selo Liebster Blog, significa querido, amado, favorito, em alemão. Desde já agradeço e fico contente que gostem de visitar o meu blog. Aproveito a oportunidade para oferecer também este selo a 5 blogs que costumo visitar com maior frequência:
É pena só poderem ser cinco e com menos de 200 seguidores pois poderia aqui citar mais blogs que gosto particularmente.
Um resto de um bom fim de semana!
Regras:
1. Link de volta com o blogueiro que
lhe deu; 2. Cole o selinho em seu blog; 3. Escolha 5 blogs para
repassá-lo, que tenham menos de 200 seguidores; 4. Deixar comentário avisando
que estão recebendo o selinho.
No inicio do ano pensei em não aderir a desafios, no entanto, como leio pouco literatura portuguesa e como penso ler alguns livros da leitura temática sobre autores portugueses, proposta no Goodreads, resolvi aderir a este desafio que vi no blog Murmurei ao Vento: ler 5 livros de quaquer género desdes que escritos por escritores de origem portuguesa. Aqui Vai a lista:
1. "O Crime do Padre Amaro", Eça de Queirós
2. "Jangada de Pedra" e/ou "As Intermitências da Morte", José Saramago
Ao passar numa livraria, deparei-me com este livro e não resisti. Foram tantas as opiniões positivas que li pelo que decidi fazer mais uma pequenina extravagância. A curiosidade é tanta que vai ser a minha próxima leitura.