terça-feira, 24 de abril de 2018
terça-feira, 17 de abril de 2018
Um Estranho Amor

"A minha mãe afogou‑se na noite de 23 de Maio, dia do meu aniversário, no braço de mar em frente da localidade que chamam Spacca‑vento, a poucos quilómetros de Minturno. Exactamente naquela zona, no fim dos anos 50, quando o meu pai ainda vivia connosco, alugáva‑mos no Verão um quarto numa casa rural e passávamos o mês de Julho a dormir os cinco dentro de escassos noventa metros quadrados."
"Um estranho Amor", primeiro romance escrito por Elena Ferrante, é uma história contada na primeira pessoa de Délia, uma mulher de meia idade, que pretende descobrir se a morte da sua mãe Amália tinha sido um suicídio, um acidente ou um assassinato e o porquê das estranhas circunstâncias em que o seu corpo foi encontrado. Para isso retorna à cidade das suas origens, Nápoles, numa tentativa de reconstruir os últimos momentos de vida de Amália onde recorda alguns episódios da sua infância, repleta de intrigas familiares e de violência doméstica. A dada altura Délia apercebe-se que, embora a sua mãe estivesse muito presente, o relacionamento entre as duas tornou-se distante em alguma fase das suas vidas. Consequentemente, para encontrar as suas respostas, tenta colocar-se na pele dessa mãe desconhecida e, o que no inicio parecia apenas a busca das causas da morte de Amália, tornou-se numa reflexão sobre a sua própria identidade e o peso que o seu passado e as vivências com sua mãe tiveram na pessoa que Délia é hoje.
"Um estranho Amor", primeiro romance escrito por Elena Ferrante, é uma história contada na primeira pessoa de Délia, uma mulher de meia idade, que pretende descobrir se a morte da sua mãe Amália tinha sido um suicídio, um acidente ou um assassinato e o porquê das estranhas circunstâncias em que o seu corpo foi encontrado. Para isso retorna à cidade das suas origens, Nápoles, numa tentativa de reconstruir os últimos momentos de vida de Amália onde recorda alguns episódios da sua infância, repleta de intrigas familiares e de violência doméstica. A dada altura Délia apercebe-se que, embora a sua mãe estivesse muito presente, o relacionamento entre as duas tornou-se distante em alguma fase das suas vidas. Consequentemente, para encontrar as suas respostas, tenta colocar-se na pele dessa mãe desconhecida e, o que no inicio parecia apenas a busca das causas da morte de Amália, tornou-se numa reflexão sobre a sua própria identidade e o peso que o seu passado e as vivências com sua mãe tiveram na pessoa que Délia é hoje.
Foi o primeiro que li da autora e gostei muito da sua escrita e da forma como constrói o enredo. Nesta pequeno romance a autora aborda assuntos atuais e muito presentes não só em Nápoles, mas também em muitos outros lugares em todo o mundo como: a violência doméstica, o amor obsessivo, o machismo e a desvalorização dos sentimentos e da importância do papel da mulher no seio familiar. Mas o que o torna realmente especial é a intensidade da sua escrita e a profundidade que dá às suas reflexões sobre as relações humanas. Posso dizer que logo após terminar o livro não o adorei, talvez por estar com uma expectativa diferente sobre a autora ou por falar sobre assuntos que, como mulher e mãe me incomodam muito. No entanto, escrever esta opinião obrigou-me a explorar mais sobre esta obra e deixou-me perceber a sua genialidade.
Estou bastante curiosa por ler mais livros desta escritora.
sexta-feira, 13 de abril de 2018
Desafios para 2018
Apesar de não me apegar muito a desafios literários penso que estes ajudam a impulsionar o ritmo das nossas leituras. O primeiro desafio será ler 12 livros por ano, ou seja, no mínimo um livro por mês. Como não podia deixar de ser pretendo ler mais clássicos da literatura e continuar com o meu desafio de ler a lista dos 1001 livros a ler antes de morrer. Pretendo ainda sair um pouco da minha zona de conforto e experimentar outros estilos que nunca li como as biografias, livros reportagem, livros sobre assuntos da atualidade e quem sabe poesia. Por essa razão vou seguir o desafio livrada 2018 que foi desenvolvido por um leitor que tem um canal do youtube. Ainda não escolhi todos os livros mas pode ser que me consigam ajudar.
Pretendo ainda ler mais livros escritos por mulheres pois constatei que leio maioritariamente homens, e dedicar-me também à literatura nacional. Quero ainda comprar menos livros ao longo do ano, pelo menos até conseguir reduzir significativamente a quantidade de livros que tenho para ler na estante por essa razão juntei-me a uma maratona no goodreads que consiste em diminuir a quantidade de livros por ler na nossa estante.
Desafio Livrada! 2018 - Categorias:
1 - Um livro de poesia nacional contemporânea - ( ainda não escolhi, o canal do youtube é brasileiro mas eu se cumprir com esta categoria vou escolher um autor Português)
2 - Uma distopia - "1984" de George Orwell
3 - Um livro de abordagem metafísica (romance com reflexões teológicas, filosóficas...): A Paixão de Madalena de Margaret George - Lido
4 - Um livro de história - "Sapiens: História Breve da Humanidade" deYuval Noah Harari
5 - Um livro narrado em primeira pessoa - "Um estranho amor " Elena Ferrante - Lido
6 - Um romance hispano-americano - "O meu país inventado" de Isabel Allende
7 - Um livro experimental - "Se numa noite de Inverno, Um viajante" de Ítalo Calvino
8 - Um livro com um título impactante - "O vendedor de passados" José Eduardo Agualusa
9 - Um livro ilustrado (*não é HQ) - "A volta ao mundo em 80 dias" de Julio Verne - lido
10 - Um livro que se passa num país sobre o qual você não conhece nada - "No coração desta Terra" de J. M. Coetzee, sobre a Africa do Sul
11 - Um livro contemporâneo a si mesmo (que narra o presente) - Muitas opções nesta categoria. Talvez "A abadia de Northanger" de Jane Austen ou "Norte e Sul" de Elisabeth Gaskell
12 - Um livro que foi lançado no ano que você nasceu - "A insustentável leveza do Ser" de Milan Kundera
13 - Um livro sobre música - (não sei se tenho algum na estante)
14 - Um livro sobre um tema que você acha tabu - Tenho três cá em casa: "Lolita" de Vladimir Nabokov sobre a pedofilia, "Be Loved" sobre o racismo
15 - Leitura obrigatória do "O Obsceno Pássaro da Noite", de José Donoso (livro alternativo, "Salmo - Romance-Meditação Sobre Os Quatro Flagelos do Senhor, de Friedrich Gorenstein).
Maratona literária trimestral Goodreads de Abril, Maio e Junho de 2018
1 - Ler um(a) autor(a) brasileiro(a) - "Mar Morto", Jorge Amado ou "Dom Casmurro" de Machado de Assis
2 - Ler um(a) autor(a) português(a) - Dia dos Prodígios, Lídia Jorge
3 - Ler um livro com adaptacão ao cinema ou Tv - Revolutionary Road, Richard Yates
4 - Ler um livro da nossa estante cuja leitura está constantemente a ser adiada - Vendedor de passados de José Eduardo Agualusa
5 - Ler um(a) escritor(a) nunca lido(a) - A paixão de Madalena Margaret George - Lido
6 - Ler um livro sobre crime e/ou mistério - O segredo da casa de Riverton de Kate Morton
7 - Ler um livro emprestado/da biblioteca - A paixão de Madalena II de Margaret George
8 - Ler um livro de uma saga - As Brumas de Avalon de a Senhora da Magia de Marion Zimmer Bradley
9 - Ler um livro da lista dos 1001 livros que devem ser lidos antes de morrer - Frankenstein
10 - Ler um livro com/sobre magia- As brumas de Avalon - A Rainha Suprema de Marion Zimmer Bradley
11 - Ler um livro de um autor do oriente ou cuja história se passe no oriente - O Mandarim de Eça de Queirós
12 - Ler um livro do(a) nosso(a) autor(a) favorito(a)- O meu pais inventado de Isabel Allende
13 - Ler um livro comprado este ano - A mancha humana de Philip Roth
14 - Ler um dos livros ou de um dos autores que constam na lista de livros lidos pelo grupo - A abadia de Northanger de Jane Austen
Regresso ao blog
Estive um longo período sem publicar mas essa ausência ocorreu por causa da maternidade. Fui mãe de duas meninas uma de quase cinco anos e outra de quase um ano e, consequentemente as leituras e o blog acabaram por ficar para segundo plano.
Após alguns acontecimentos pessoais acabei por fazer uma introspeção e conclui que, apesar do tempo reduzido, preciso de dar mais atenção a mim mesma e dedicar mais tempo ao desenvolvimento pessoal, dentro da qual se insere a leitura. No período que escrevia neste blog alarguei os meus horizontes do que respeita a autores, estilos literários e foi sem dúvida a altura em que li mais e encontrei livros bastante interessantes. No meu dia-a-dia são poucas as pessoas que me rodeiam que gostam de ler ou que, pelo menos tenham uma leitura diversificada ao ponto de me darem dicas literárias prazerosas. Por essa razão quero muito dedicar algum tempo ao blog e com a vossa ajuda encontrar leituras que me ajudem a crescer como pessoa e me ajudem a expandir os meus conhecimentos pessoais. Não vou conseguir com certeza nesta fase publicar semanalmente mas com alguma organização e empenho espero conseguir aumentar o meu ritmo de leitura e partilhar as minhas experiências convosco.
Não duvido que grande parte das pessoas que se inseriam na comunidade de blogs à cinco anos atrás não será a mesma mas espero mesmo assim trocar conhecimento para quem quiser seguir este cantinho.
Boas leituras
quarta-feira, 13 de março de 2013
Jangada de Pedra
A Jangada de Pedra é uma história mais direccionada para o fantástico. José Saramago recria um romance tendo como base uma catástrofe natural que leva à separação da Península Ibérica do resto da Europa. Entre toda a fronteira de Espanha e França abriu-se uma fenda transformando a península numa ilha, ou, melhor dizendo, numa "Jangada de Pedra" que leva os ibéricos numa jornada pelo Atlântico.
Mas ao mesmo tempo que ocorre esta separação geológica outros acontecimentos insólitos acontecem: Joaquim Sassa, que vive no porto atira uma pedra pesadíssima ao mar que é projectada a uma distância e velocidade impossíveis para a força que possui; José Anaiço, um ribatejano que atrai um bando de estorninhos, sendo acompanhado por estes aonde quer que vá; Pedro Orce, um espanhol que sente a terra a tremer constantemente; Joana Carda, de Aveiro, que com uma vara de negrilho traçou no chão um risco que não se apaga e desencadeou o ladrar dos cães de Cerèbere que não se ouviam à decadas; e por fim Maria Guavaira, uma espanhola da Galiza que ao desmanchar uma meia velha, em vez de um punhado obteve uma montanha de lã. Estes cinco personagens mais um cão cuja participação na história não é menos importante, encontram-se e decidem viajar à antiga fronteira dos Pirenéus, onde tudo teve origem.
Paralelamente a estas duas viagens, José Saramago mostra-nos uma perspectiva das consequências que poderiam ocorrer a nível económico, político e social no decorrer das alterações ocorridas, nomeadamente a separação da península com o resto da Europa, uma possivel colisão de Portugal e Galiza com os Açores e a aproximação com os Estados Unidos da America e Canadá.
E o que posso dizer deste livro? Gostei mas não adorei. Este foi o segundo romance que li de Saramago e confesso que gostei bastante mais do primeiro, O Ano da morte de Ricardo Reis que se encontra entre os meus favoritos. Talvez tenha ido com grandes expectativas pois dois amigos meus já tinham falado muito bem dele. Antes de iniciar a leitura sabia apenas que se tratava de uma narrativa sobre separação da Peninsula Ibérica e que esta seguiria uma viagem através do oceano. Talvez estava à espera de uma abordagem diferente, com um pouco de mais acção acabando por achar a narrativa muito lenta e as personagens pouco aprofundadas. Mas como não podia deixar de ser, a escrita de Saramago é sempre de grande qualidade e aqui mostrou mais uma vez a sua genialidade pelo conceito do livro e pela forma como a narrativa é construída.
Desconhecia completamente que esta história deu origem a uma adaptação cinematográfica e que têm no seu enredo dois actores portugueses, o Diogo Infante e a Ana Padrão. Ainda não o vi mas deixo-vos o trailer:
Vou dar um tempo à leitura dos seus livros pois as suas histórias merecem ser lidas com alguma calma e disponibilidade. No entanto, o meu pai ofereceu-me Memorial do Convento e deve estar à espera de um feedback pelo que não vai ficar muito tempo na prateleira. Já leram? Qual a vossa opinião?
E o que posso dizer deste livro? Gostei mas não adorei. Este foi o segundo romance que li de Saramago e confesso que gostei bastante mais do primeiro, O Ano da morte de Ricardo Reis que se encontra entre os meus favoritos. Talvez tenha ido com grandes expectativas pois dois amigos meus já tinham falado muito bem dele. Antes de iniciar a leitura sabia apenas que se tratava de uma narrativa sobre separação da Peninsula Ibérica e que esta seguiria uma viagem através do oceano. Talvez estava à espera de uma abordagem diferente, com um pouco de mais acção acabando por achar a narrativa muito lenta e as personagens pouco aprofundadas. Mas como não podia deixar de ser, a escrita de Saramago é sempre de grande qualidade e aqui mostrou mais uma vez a sua genialidade pelo conceito do livro e pela forma como a narrativa é construída.
Desconhecia completamente que esta história deu origem a uma adaptação cinematográfica e que têm no seu enredo dois actores portugueses, o Diogo Infante e a Ana Padrão. Ainda não o vi mas deixo-vos o trailer:
Vou dar um tempo à leitura dos seus livros pois as suas histórias merecem ser lidas com alguma calma e disponibilidade. No entanto, o meu pai ofereceu-me Memorial do Convento e deve estar à espera de um feedback pelo que não vai ficar muito tempo na prateleira. Já leram? Qual a vossa opinião?
quinta-feira, 13 de dezembro de 2012
Capitães da Areia
Sinopse:
Capitães da Areia é o livro de Jorge Amado mais vendido no mundo inteiro.
Publicado em 1937, teve a sua primeira edição apreendida e queimada em praça pública pelas autoridades do Estado Novo. Em 1944 conheceu nova edição e desde então sucederam-se as edições nacionais e estrangeiras, e as adaptações para a rádio, televisão e cinema.
Jorge Amado descreve, em páginas carregadas de grande beleza, dramatismo e lirismo poucas vezes igualados na literatura universal, a vida dos meninos abandonados nas ruas de São Salvador da Bahia.
Publicado em 1937, teve a sua primeira edição apreendida e queimada em praça pública pelas autoridades do Estado Novo. Em 1944 conheceu nova edição e desde então sucederam-se as edições nacionais e estrangeiras, e as adaptações para a rádio, televisão e cinema.
Jorge Amado descreve, em páginas carregadas de grande beleza, dramatismo e lirismo poucas vezes igualados na literatura universal, a vida dos meninos abandonados nas ruas de São Salvador da Bahia.
Opinião:
"Porque o que faz a criança é o ambiente de casa, pai, mãe, nenhuma responsabilidade. Nunca eles tiveram pai e mãe na vida da rua. E tiveram sempre que cuidar de si mesmos, foram sempre os responsáveis pos si. Tinham sido sempre iguais a homens." E estas palavras de Jorge Amado não são mais que a descrição de um grupo de crianças que vive na rua, sem um tecto para dormir, sem uma família que lhes dê amor e orientação para a vida e ignoradas e discriminadas pela sociedade. Este grupo de crianças que neste romance são conhecidas como os capitães da areia, sobrevivem um dia de cada vez arranjando o que comer e vestir através da única via que sabem, furtando e roubando. Jorge Amado não esconde neste livro a sua posição comunista, e mostra que a marginalização destas crianças são fruto de uma sociedade capitalista, não sendo dadas oportunidades aos pobres e desfavorecidos para que possam melhorar as suas condições de vida. Para estas crianças orfãs o futuro que lhes espera são os orfanatos/reformatórios onde são vítimas de maus tratos ou viver na rua em grupos sendo que em adultos a grande maioria torna-se marginais ou, para algumas pequenas excepções, conseguem dar a volta e terem uma vida decente, ou porque tiveram sorte na vida ou porque tem alguma aptidão especial.
Sabia do que se tratava a história no entanto foi um livro que me chocou em algumas ocasiões pela dureza das descrições do autor. Não me admira que na altura em que foi editado a sua publicação tenha sido apreendida pelo dramatismo e intensidade da história, que poderia ser a de qualquer menino de rua da Bahia. No entanto tem momentos bastante tocantes, sobretudo quando se vê o companheirismo e lealdade existente entre os meninos. Uma leitura que aconselho para quem gosta de uma história mais realista, dura e marcante!
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
O Amor nos Tempos de Cólera
Sinopse:
O Amor nos Tempos de Cólera constitui na obra de Gabriel García Márquez um marco equiparável ao do célebre Cem Anos de Solidão, considerado até hoje, a sua obra-prima.
«O Amor nos Tempos de Cólera é um romance (...) onde se fundem o fulgor imagístico, o difícil triunfo do amor, as aventuras e desventuras da própria felicidade humana (...) Ao longo dum flash-back de quatrocentas páginas vertiginosas, compostas numa espécie de pauta estilística e musical, da qual não estão sequer ausentes o humor, a poesia e a vertigem das imagens (...) o leitor recupera o ritmo encantatório duma escrita que não tem conhecido imitadores à altura.»
Opinião (Atenção, pode conter spoilets):
O Amor em Tempos de Cólera conta-nos a história de Florentino Ariza e Fermina Daza que se apaixonaram quando jovens e que foram impedidos de casar pelo pai de Fermina por considerar que a sua filha merecia um melhor partido uma vez que Florentino Ariza não possuir fortuna e ser filho de pai icógnito. Entretanto, após três anos de troca de cartas carregadas de paixão, Fermina Daza perde o encantamento pelo o jovem Florentino Ariza e acaba por se casar com um jovem médico rico e oriundo de boas famílias, o Dr Juvenal Urbino. Florentino Ariza não se conforma com a perda do seu amor eterno e promete a si mesmo criar a sua própria riqueza para dar a Fermina Daza todo o conforto e esperar por ela solteiro até que fique viúva. No entanto, muitos anos se passaram até que o Dr. Juvenal Urbino fosse enterrado.
O que dizer acerca deste livro? Adoro a forma como Gabriel García Márquez escreve mas a verdade é que as suas histórias não me enchem as medidas. O mesmo tinha acontecido quando li os "Cem Anos de Solidão". Apesar das ideias poéticas e do livro ser um hino ao amor, ao fim desta leitura senti um vazio. Florentino de Ariza ao longo da sua vida acabou por manter relações clandestinas cujas mulheres alegou amá-las todas, cada uma à sua maneira. No entanto, decidiu esperar anos e anos por alguém que o rejeitou em tempos e apenas na sua velhice acabou por vivenciar a sua grande história de Amor. Percebo a ideia que o autor pretende transmitir, que não existe idade para duas pessoas se amarem. Mas para mim, alguém não deveria esperar tanto tempo para amar. E Florentino chegou a ter essas dúvidas: e se ele próprio ou se a Ferminina Daza morrer antes do dr. Urbino? Poderia ser um fim bastante palusível. Uma vez que se trata de uma ficção o autor decidiu que o amor acabaria por vencer.
Gabriel Garcia Márquez mostra-nos também outras vertentes do Amor: o amor fraternal existente num casamento, o amor adúltero, o amor carnal, o amor platónico e o mais presente em todo o livro o amor como uma doença, com sintomas iguais ao da cólera.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
O Rouxinol
" Se houve alguma coisa que aprendi durante esta minha longa vida, é isto: no amor descobrimos quem queremos ser; na guerra ...
-
O ano de 2018 foi para mim uma nova fase na vida, onde tentei ajustar a minha vida familiar e o profissional com projetos pessoais, dentr...
-
Como forma aumentar e diversificar as minhas leituras e de pegar tenho tentado participar em diferentes ...
-
" Se houve alguma coisa que aprendi durante esta minha longa vida, é isto: no amor descobrimos quem queremos ser; na guerra ...





