quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Últimas aquisições

    Uma vez que houve algumas promoções, aproveitei para fazer umas compras. Alguns foram adquiridos através do winkingbooks.





    No entanto ando a tentar diminuir a quantidade de livros não lidos da minha estante e vou colocar a mim mesma o desafio de ler no mínimo quatro livros comprados antes do ano corrente, neste caso comprados antes de 2018 ou empréstimos, antes de adquirir um livro novo. Esta ideia foi tirada do blog de A Mulher que Ama livros.

    Alguém já leu algum destes livros? Alguma sugestão desta pilha para um próxima leitura?

domingo, 1 de julho de 2018

Noites Brancas



Noites Brancas



Noites Brancas é uma obra de Fiodor Dostoiévski escrita em 1848 cuja personagem central é um jovem sonhador que vive numa eterna solidão, vagueando pelas ruas de S. Petersburgo. Até que numa das noites brancas, num dos seus passeios solitários pela cidade, conhece uma jovem moça, Nástienka, que lhe faz companhia durante quatro noites, durante as quais conversam sobre as suas histórias, as suas angústias e os seus sonhos.
Foi o primeiro livro que li do Dostoiévski, oportunidade que surgiu devido a um projeto de uma youtuber que acompanho, a Isa do lidolendo que pretende ler todas as suas obras por ordem cronológica. Gostei muito da escrita, das descrições e do romantismo apresentado pelo autor.
A noite branca ocorre nos países nórdicos junto ao circulo polar ártico, no período do verão, em que mesmo depois de o sol se pôr, nunca escurece na totalidade. Este fenómeno acaba por dar à cidade um pano de fundo místico e romântico:

"Era uma noite maravilhosa, uma destas noites que apenas são possíveis quando somos jovens, amigo leitor. O céu estava tão cheio de estrelas, tão luminoso que quem erguesse os olhos para ele ver-se-ia forçado a perguntar a si mesmo: será possível que sob um céu assim possam viver homens irritados e caprichosos?" 

Dostoiévski dá enfase à cidade de S. Petersburgo, falando dela como se trata-se de uma personagem, uma cidade onde tudo é possível, mesmo encontros mágicos e improváveis. E sob esse crespúsculo permanente por essas quatro noites acompanhamos as histórias de vida e reflexões destas duas personagens que muito embora escrita de forma agradável e romântica esta obra tem uma carga muito triste e negativa. Por essa mesma razão não consegui adorar o livro no entanto acho que foi um bom ponto de partida para começar a ler Dostoiévski. Vou continuar a acompanhar o projeto da Isa e juntar-me à leitura dos livros que se encontram na minha prateleira.

sexta-feira, 18 de maio de 2018

Frankeinstein


   A obra Frankeinstein surgiu graças a um desafio lançado entre três amigos numa viagem a Genebra, tendo sido combinado entre eles que cada um escreveria um romance com base numa ocorrência sobrenatural. Apenas Mary Shelley completou a sua história tendo este se tornado num clássico da literatura que certamente todos conhecem a base da sua história. 
    Frankeinstein era um jovem estudante cientista que desde novo se interessava por questões metafísicas. Durante o seu percurso académico, realizava experiências por conta própria numa tentativa de encontrar respostas das questões de antigos cientistas e filósofos até que descobre o segredo da geração da vida. Face a esta grande descoberta resolve então criar um ser humano num aposento solitário da Universidade. Depois de ter terminado o seu trabalho, deu-se conta que tinha criado um ser com um aspeto tão monstruoso que ele próprio, o seu criador, o temeu e renegou. O monstro que, apesar da sua má aparência, era um ser bom e sensível mas, por ter sido abandonado e maltratado, acabou por se tornar mau e cruel.
    Este era um livro que queria ler já à algum tempo, tendo surgido então esta oportunidade com um grupo de leitura conjunta no goodreads, o clube dos clássicos vivos, o qual me tornei membro recentemente. Apesar de ter gostado da história, não a adorei. Houve alturas em que a leitura foi difícil, penso que por parte devido à má tradução/revisão da obra. Também não é de todo o género de livros que costumo ler, dentro do gótico/terror. Achei interessante a tentativa da escritora criar um ambiente sinistro através das suas descrições sendo a Suíça, sem dúvida, um cenário bem escolhido pela sua paisagem e pelo seu clima. São levantadas algumas questões bem atuais como a criação de juízos de valor pela aparência física, a influência que a sociedade pode exercer na formação da personalidade dos indivíduos, a ética humana face ao desenvolvimento do nosso conhecimento e a responsabilidade de cada um face às nossas decisões e ações ao longo da vida.
    Recomendo a leitura!

domingo, 6 de maio de 2018

Feliz dia da mãe!





PARA SEMPRE

Por que Deus permite
que as mães vão se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não se apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
- mistério profundo -
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.

(Carlos Drummond de Andrade) 

terça-feira, 17 de abril de 2018

Um Estranho Amor

Um Estranho Amor - Ampliar Imagem


"A minha mãe afogou‑se na noite de 23 de Maio, dia do meu aniversário, no braço de mar em frente da localidade que chamam Spacca‑vento, a poucos quilómetros de Minturno. Exactamente naquela zona, no fim dos anos 50, quando o meu pai ainda vivia connosco, alugáva‑mos no Verão um quarto numa casa rural e passávamos o mês de Julho a dormir os cinco dentro de escassos noventa metros quadrados." 

"Um estranho Amor", primeiro romance escrito por Elena Ferrante, é uma história contada na primeira pessoa de Délia, uma mulher de meia idade, que pretende descobrir se a morte da sua mãe Amália tinha sido um suicídio, um acidente ou um assassinato e o porquê das estranhas circunstâncias em que o seu corpo foi encontrado. Para isso retorna à cidade das suas origens, Nápoles, numa tentativa de reconstruir os últimos momentos de vida de Amália onde recorda alguns episódios da sua infância, repleta de intrigas familiares e de violência doméstica. A dada altura Délia apercebe-se que, embora a sua mãe estivesse muito presente, o relacionamento entre as duas tornou-se distante em alguma fase das suas vidas. Consequentemente, para encontrar as suas respostas, tenta colocar-se na pele dessa mãe desconhecida e, o que no inicio parecia apenas a busca das causas da morte de Amália, tornou-se numa reflexão sobre a sua própria identidade e o peso que o seu passado e as vivências com sua mãe tiveram na pessoa que Délia é hoje.

Foi o primeiro que li da autora e gostei muito da sua escrita e da forma como constrói o enredo. Nesta pequeno romance a autora aborda assuntos atuais e muito presentes não só em Nápoles, mas também em muitos outros lugares em todo o mundo como: a violência doméstica, o amor obsessivo, o machismo e a desvalorização dos sentimentos e da importância do papel da mulher no seio familiar. Mas o que o torna realmente especial é a intensidade da sua escrita e a profundidade que dá às suas reflexões sobre as relações humanas. Posso dizer que logo após terminar o livro não o adorei, talvez por estar com uma expectativa diferente sobre a autora ou por falar sobre assuntos que, como mulher e mãe me incomodam muito. No entanto, escrever esta opinião obrigou-me a explorar mais sobre esta obra e deixou-me perceber a sua genialidade.

Estou bastante curiosa por ler mais livros desta escritora.

O Rouxinol

  " Se houve alguma coisa que aprendi durante esta minha longa vida, é isto: no amor descobrimos quem queremos ser; na guerra ...