quarta-feira, 7 de novembro de 2018

O médico e o monstro

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     Outubro foi o mês do Halloween sendo portanto pretexto para ler histórias de horror. Aproveitei então para ler este clássico de Robert Louis Stevenson uma vez que não seria uma leitura muito pesada já que o terror não é muito o meu género. Trata-se um romance de mistério, gótico podendo-se mesmo incluir no género de ficção cientifica.
     Quem nunca ouviu falar na tão famosa história do Dr Jekyll e Mr Hyde, citado em diferentes obras literárias para além existir uma série de adaptações cinematográficas? Por essa mesma razão não foi uma leitura muito empolgante uma vez que eu já conhecia o seu enredo, perdendo assim o impacto do suspense ao longo do decorrer da história. No entanto o romance está muito bem estruturado e apesar de pequeno encontra-se repleto de pormenores. A história é narrada por Dr. Utterson, um advogado que se encontra preocupado com o seu amigo de Dr. Jekyll, um médico bastante respeitado na zona, por travar relações com Mr. Hyde, um jovem vil e repugnante que mais tarde mostra ser um assassino. Apesar de tudo, autor conseguiu surpreender-me pelo conflito que dá origem ao livro, a dualidade de um indivíduo, ou seja, o ser humano não pode ser só boa ou má na sua essência e, por mais que queiramos, não conseguimos separar o bem do mal. Um clássico que realmente vale a pena ler. 

sábado, 3 de novembro de 2018

Leituras para Novembro




Este mês de Novembro, para além de acabar a minha releitura do clássico "Os montes dos Vendavais" da Emily Brontë, vou-me lançar ainda para a leitura do Clube dos Clássicos Vivos para Novembro/Dezembro, O Som e a Fúria do William Faulkner. Vamos ver como corre pois é uma leitura bastante ambiciosa. Também vou participar no projeto n-estórias do blog a outra Mafalda que consiste na leitura contos. Paralelamente vou-me juntar também na maratona de Sc-fi criado pela Sofia do blog e canal do youtube The daily Miacis. Para iniciar estes dois projetos vou ler o livro de contos Cair da Noite de Issac Asimov, um livro do boocrossing que encontrei na biblioteca da praia durante as minhas férias. O objetivo de participar nestes dois desafios é sair um pouco da minha zona de conforto e ler mais outras categorias e géneros, neste caso os contos e a ficção científica.

Para o Projeto da Mafalda, se conseguir ainda vou juntar mais um conto ou dois que tenha cá em casa, talvez Mia Couto ou Eça de Queirós para ver se consigo completar o desafio na totalidade (um livro pode ser utilizado para as diferentes alíneas):

1) Ler uma Antologia/livro de contos
2)Ler um conto de um autor novo para ti
3)Ler um conto do teu autor favorito
4)Ler um conto de um género que não costumas ler
5) Lê o maior número de contos que conseguires durante o mês

A Maratona da Sofia vai decorrer entre 1 de Novembro de 2018 a 31 de Janeiro de 2019. As categorias são:

- Mundo estranho (ler um livro com uma distopia)
- Perdidos no espaço (ler um livro em que um parte se passe no espaço)
- WomanPowerSyFi (ler um livro com uma personagem feminina forte)
- Crazy scientist (ler um livro com investigação cientifica/problema cientifico ou com personagens da área das ciências)


Para esta maratona estou a pensar ler ainda o "1984" de George Orwell, "O diário de uma Serva" de Margaret Atwood, "O Feiticeiro de terramar" de Úrsula LeGuin, "As 20 mil léguas submarinas" ou "Viagem ao centro da terra" de Júlio Verne. Assim também aumento o número de livros lidos da minha maratona da vida de ler a lista dos 1001 a ler antes de morrer.


Aceito sugestões dos leitores assíduos de contos e ficção Cientifica.





quarta-feira, 31 de outubro de 2018

Spunik, Meu Amor

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Um jovem professor primário, identificado apenas pela inicial «K», apaixona-se por Sumire, uma jovem aspirante a escritora. Quando esta entabula uma relação amorosa com Miu, uma enigmática mulher de meia-idade que a emprega como secretária, K é relegado para o ingrato papel de confidente. Sumire, porém, estando de férias numa ilha grega com a sua amante, desaparece misteriosamente, e K é chamado para ajudar nas buscas. Um estranho triângulo que oferece uma profunda reflexão sobre a solidão, os sonhos e aspirações do indivíduo e a necessidade de os adaptar à realidade.

     Foi o primeiro livro que li de Haruki Murakami. Apesar de ter este livro na estante à anos não pegaria nele tão cedo se não tivesse três colegas de trabalho aficionados nas suas obras. E ainda bem que decidi entrar no mundo de Murakami: um verdadeiro contador de histórias, com uma escrita bonita e fluida, no entanto com reflexões um tanto complexas.
    O autor cria um triângulo entre três personagens comuns, contudo com realidades e experiências de vidas distintas: um professor primário, uma jovem que desejava ser escritora e uma empresária. Acabamos então por compreender que elas não são assim tão diferentes e que num dado momento da sua vida têm ou tiveram algo em comum: a necessidade de sonhar, o amor, a solidão e a vivência de uma dimensão desconhecida. O que mais me agradou ao longo da leitura foi a sua carga de surrealismo que sem dúvida trás beleza à sua obra, contudo é um romance que pode ser interpretado de diferentes formas.
     Fiquei um pouco desolada ao terminar o livro por não ter a certeza se compreendi a mensagem dada pelo autor, se o objetivo dele foi deixar o final em aberto ou se o tradutor não conseguiu transpor exatamente o desfecho do livro. Foi sem dúvida foi uma leitora muito agradável e penso que merece uma releitura para que possa assimilar um pouco mais as metáforas do autor.
     Pretendo ainda ler algo mais do autor. E vocês já conhecem o Haruki Murakami? Tem alguma sugestão de alguma obra que vos interessou particularmente?

quinta-feira, 4 de outubro de 2018

A Filha da Floresta


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Passada no crepúsculo celta da velha Irlanda, quando o mito era Lei e a magia uma força da natureza, esta é a história de Sorcha, a sétima filha de um sétimo filho, e dos seus seis irmãos.

O domínio Sevenwaters é um lugar remoto, estranho, guardado e preservado por homens silenciosos e Criaturas Encantadas que deslizam pelos bosques vestidos de cinzento e mantêm as armas afiadas. O maior perigo para este idílio vem de dentro: Lady Oonagh, uma feiticeira, que casou com o pai de Sorcha, senhor de Sevenwaters. Frustrada por conseguir encantar todos menos a enteada, Oonagh lança um poderoso feitiço sobre os irmãos da rapariga, que só Sorcha poderá conseguir quebrar. Porém, a meio da pesada tarefa de libertar os irmãos, Sorcha é raptada por um grupo de salteadores, e ver-se-á dividida entre o dever de salvar a vida dos irmãos e um amor cada vez maior, proibido, pelo senhor da guerra que a capturou.



     Nunca fui uma leitora de fantasia pois os livros que comprava eram preferencialmente de outros estilos. Li grande parte dos livros do Harry Potter quando era mais nova e adorei mas nunca procurei este tipo de literatura. No entanto, com a criação deste blog fui saindo um pouco da minha zona de conforto e descobri outros horizontes. Relativamente à fantasia confesso que comprei alguns mas foram poucos os que realmente li. Este livro é um caso destes, encontrava-se na minha estante à uns anos porque o encontrei em promoção na feira do livro e por ter lido imensas opiniões positivas dos blogs que acompanhava.
     Surgiu então a oportunidade de ler Juliet Maurilier num grupo do Goodreads com a volta ao mundo em livros, onde o país selecionado foi a Nova Zelândia. E digo-vos que tenho pena de não ter lido este livro mais cedo porque simplesmente adorei. A Filha da floresta é o primeiro livro da triologia sevenwaters. Trata-se de um romance celta repleto de lendas,  misticismo e fenómenos sobrenaturais. Uma história que trás na sua essência os laços da família, o sacrifício, o companheirismo, a amizade e o amor. A escrita de Juliet Maurilier é envolvente, deslumbrante e acolhedora, um pouco à imagem das histórias encantadas que ouvia quando era criança. Não vou falar muito mais deste livro, primeiro porque as pessoas fãs de fantasia já o leram com toda a certeza e também porque é difícil falar sobre este livro sem spoilers. Aconselho a leitura para quem gosta de literatura fantástica com romance à mistura. Entrou sem dúvida na lista dos meus livros favoritos e assim que tenha possibilidade vou ler o resto desta saga e mais livros da autora.

quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Últimas aquisições

    Uma vez que houve algumas promoções, aproveitei para fazer umas compras. Alguns foram adquiridos através do winkingbooks.





    No entanto ando a tentar diminuir a quantidade de livros não lidos da minha estante e vou colocar a mim mesma o desafio de ler no mínimo quatro livros comprados antes do ano corrente, neste caso comprados antes de 2018 ou empréstimos, antes de adquirir um livro novo. Esta ideia foi tirada do blog de A Mulher que Ama livros.

    Alguém já leu algum destes livros? Alguma sugestão desta pilha para um próxima leitura?

domingo, 1 de julho de 2018

Noites Brancas



Noites Brancas



Noites Brancas é uma obra de Fiodor Dostoiévski escrita em 1848 cuja personagem central é um jovem sonhador que vive numa eterna solidão, vagueando pelas ruas de S. Petersburgo. Até que numa das noites brancas, num dos seus passeios solitários pela cidade, conhece uma jovem moça, Nástienka, que lhe faz companhia durante quatro noites, durante as quais conversam sobre as suas histórias, as suas angústias e os seus sonhos.
Foi o primeiro livro que li do Dostoiévski, oportunidade que surgiu devido a um projeto de uma youtuber que acompanho, a Isa do lidolendo que pretende ler todas as suas obras por ordem cronológica. Gostei muito da escrita, das descrições e do romantismo apresentado pelo autor.
A noite branca ocorre nos países nórdicos junto ao circulo polar ártico, no período do verão, em que mesmo depois de o sol se pôr, nunca escurece na totalidade. Este fenómeno acaba por dar à cidade um pano de fundo místico e romântico:

"Era uma noite maravilhosa, uma destas noites que apenas são possíveis quando somos jovens, amigo leitor. O céu estava tão cheio de estrelas, tão luminoso que quem erguesse os olhos para ele ver-se-ia forçado a perguntar a si mesmo: será possível que sob um céu assim possam viver homens irritados e caprichosos?" 

Dostoiévski dá enfase à cidade de S. Petersburgo, falando dela como se trata-se de uma personagem, uma cidade onde tudo é possível, mesmo encontros mágicos e improváveis. E sob esse crespúsculo permanente por essas quatro noites acompanhamos as histórias de vida e reflexões destas duas personagens que muito embora escrita de forma agradável e romântica esta obra tem uma carga muito triste e negativa. Por essa mesma razão não consegui adorar o livro no entanto acho que foi um bom ponto de partida para começar a ler Dostoiévski. Vou continuar a acompanhar o projeto da Isa e juntar-me à leitura dos livros que se encontram na minha prateleira.

O Rouxinol

  " Se houve alguma coisa que aprendi durante esta minha longa vida, é isto: no amor descobrimos quem queremos ser; na guerra ...