domingo, 29 de maio de 2011

Novas aquisições

Este mês de Maio, para além das comprinhas da feira do livro, adquiri mais alguns livros:


    
  
              

- O "1984" comprei em segunda mão.
- "A Aventura de Miguel Littin Clandestino no Chile", adquiri para aproveitar os prémios nobel disponibilizados pela revista Sábado.
- "Memórias de uma Gueixa" e "A Fórmula de Deus" pedi através do Winkingbooks.


Wishlist

Uma pequena lista de livros que pretendo adquirir:

- Expiação, Ian McEwan

- Os Miseráveis, Vitor Hugo

- O Décimo Terceiro Conto, Diane Setterfield

- Pompeia, Robert Harris 

- Por favor não matem a Cotovia, Lee Harper

- Os Pilares da Terra II, Ken Folett

- Ensaio sobre a Cegueira, José Saramago

- A Casa dos Amores Impossíveis, Cristina López Barrio

- Capitães da Areia, Jorge Amado

- Duas Irmãs, Um Rei, Philippa Gregory

- As Seviçais, Kathryn Stockett

- Mil Sóis Resplandescentes, Khaled Hosseini

- Siddartha, Hermann Hesse

- A Fúria dos Reis, George R.R. Martin

- Isto é um Homem, Primo Levi

- Crónica do Pássaro de Corda, Haruki Murakami

- A Pequena Abelha, Chris Cleave

- A Rapariga que Roubava Livros, Markus Zusak

- O Último Cabalista de Lisboa, Richard Zimler

- O Jogo do Anjo, Carlos Ruiz Zafón

sexta-feira, 20 de maio de 2011

O Deus das Pequenas Coisas

Autor: Arundhati Roy
Editora: Público
Colecção: Mil Folhas
Nº Páginas: 349
ISBN: 8406200736
Categoria: Romance













Sinopse:
O Deus das Pequenas Coisas, primeiro romance de Arundhati Roy, decorre durante os anos 60 na região de Kerala, no sul da Índia. A história começa com o funeral da menina inglesa Sophie Moll, prima dos protagonistas, os gémeos Rahel e Estha. Este acontecimento trágico serve de ponto de partida para uma narrativa onde Arundhati Roy nos apresenta uma apaixonante saga familiar, que decorre numa época conturbada na qual tudo pode modificar-se, num tempo e num país cujas essências parecem eternas. Um romance com uma escrita sensual, um estilo e um vislumbre do interior da natureza humana. A história política da Índia, com os seus tabus sociais que se fundem com o relato mágico acerca das grandezas e misérias da natureza humana. Um festim literário admiravelmente concebido e magistralmente narrado.

Opinião:
"O Deus das Pequenas Coisas" fala-nos de uma família Indiana ao longo de três gerações: os gémeos Estha e Rahel, a sua mãe Ammu, o tio Chacko, a avó Mammachi e a tia-avó Baby Kochamma. A narrativa desenrola-se principalmente em Kerala e em volta da trágica morte da prima dos gémeos, a Sophie Mol.

Paralelamente, a autora remete-nos para alguns problemas políticos, sociais e religiosos que ocorreram na região de Kerala na década de 60, época marcada pelas revoluções marxistas que contestavam alguns valores tradicionais bem como a exploração dos operários. É também visível a marginalização das pessoas pertencentes à casta mais baixa da India, os Párias, e nos condicionalismos a que a mulher indiana era sujeita. Mostra-nos ainda um pouco da expressão do Cristianismo na região de Kerala.

Gostei muito do livro e da escrita de Arundhati Roy. As descrições são ricas de metáforas e feitas com muita sensualidade. Fala-nos da Natureza de uma forma apaixonante, sendo impressionante a valorização que a autora dá às coisas mais simples.

Mas quem é esse “Deus das Pequenas Coisas”? “O deus das pequenas coisas é a inversão de Deus. Deus é uma coisa grande e está sempre em controlo. O deus das pequenas coisas pode ser a forma como as crianças vêem as coisas ou a vida dos insectos nos livros, os peixes ou as estrelas – é um não-aceitar do que pensamos ser as fronteiras dos adultos” (Arundhati Roy, retirado no Jornal Público).

O que não me agradou tanto foi a forma como a autora expôs a narrativa, andava sempre para trás e para a frente. Gosto de pegar num livro e saber onde procurar algumas partes da história mas com ela não é possível porque o mesmo momento da história é descrita ao longo do livro várias vezes, embora numa perpectiva um pouco diferente. Mas, de uma forma geral, foi uma excelente leitura. Aconselho vivamente.

Classificação: 4 - Gostei Muito

quarta-feira, 18 de maio de 2011

Guardador de Rebanhos - Alberto Caeiro

II.

O meu olhar é nítido como um girassol.
Tenho o costume de andar pelas estradas
Olhando para a direita e para a esquerda,
E de, vez em quando olhando para trás...
E o que vejo a cada momento
É aquilo que nunca antes eu tinha visto,
E eu sei dar por isso muito bem...
Sei ter o pasmo essencial
Que tem uma criança se, ao nascer,
Reparasse que nascera deveras...
Sinto-me nascido a cada momento
Para a eterna novidade do Mundo...


Creio no mundo como num malmequer,
Porque o vejo. Mas não penso nele
Porque pensar é não compreender ...

O Mundo não se fez para pensarmos nele
(Pensar é estar doente dos olhos)
Mas para olharmos para ele e estarmos de acordo...


Eu não tenho filosofia: tenho sentidos...
Se falo na Natureza não é porque saiba o que ela é,
Mas porque a amo, e amo-a por isso,
Porque quem ama nunca sabe o que ama
Nem sabe por que ama, nem o que é amar ... 


     Amar é a eterna inocência,
E a única inocência não pensar...


IX

Sou um guardador de rebanhos.
O rebanho é os meus pensamentos
E os meus pensamentos são todos sensações.
Penso com os olhos e com os ouvidos
E com as mãos e os pés
E com o nariz e a boca.
                                                      Pensar uma flor é vê-la e cheirá-la
                                                     E comer um fruto é saber-lhe o
                                                                                                 [sentido.

                                                      Por isso quando num dia de calor
                                                      Me sinto triste de gozá-lo tanto.  
                                                      E me deito ao comprido na erva,
                                                      E fecho os olhos quentes,
                                                      Sinto todo o meu corpo deitado na
                                                                                                 [realidade, 
                                                      Sei a verdade e sou feliz.

domingo, 1 de maio de 2011

Aquisições na Feira do Livro



Já sabia que ao ir à feira do livro não vinha de mãos a abanar. Comprei três livros em segunda mão quase novinhos em folha: O Retrato da Sépia de Isabel Allende, A Filha da Floresta de Juliet Marillier e A Senhora de Avalon de Marion Zimmer Bradley.

Acabei por trazer também o Grande Gatsby de F. Scott Fitzgerald e aproveitei a promoção do livro do dia na Editora Objectiva, Até o silêncio tem um fim de Ingrid Betancourt.

Depois destas aquisições vou ver se me consigo controlar até à feira do livro de Cascais para ver se consigo diminuir um pouco a pilha de livros!

Maratona Literária Livropólio

Como forma aumentar e diversificar as minhas leituras e de pegar tenho tentado participar em diferentes...