segunda-feira, 20 de agosto de 2012

As Serviçais



Sinopse:
Skeeter tem vinte e dois anos e acabou de regressar da universidade a Jackson, Mississippi. Mas estamos em 1962, e a sua mãe só irá descansar quando a filha tiver uma aliança no dedo.
Aibileen é uma criada negra, uma mulher sábia que viu crescer dezassete crianças. Quando o seu próprio filho morre num acidente, algo se quebra dentro dela. Minny, a melhor amiga de Aibileen, é provavelmente a mulher com a língua mais afiada do Mississippi. Cozinha divinamente, mas tem sérias dificuldades em manter o emprego… até ao momento em que encontra uma senhora nova na cidade.
Estas três personagens extraordinárias irão cruzar-se e iniciar um projecto que mudará a sua cidade e as vidas de todas as mulheres, criadas e senhoras, que habitam Jackson. São as suas vozes que nos contam esta história inesquecível cheia de humor, esperança e tristeza.
Uma história que conquistou a América e está a conquistar o mundo.

Opinião:
    As serviçais é um livro sobre a vida das criadas negras em Jackson, no Mississipi, na década de 60 quando os direitos civis, sociais e humanos dos negros não eram tidos em conta. São três as personagens centrais, duas criadas negras, a Aibileen e a Minny com experiências de vida um pouco diferentes mas ambas descriminadas e humilhadas pelas suas patroas, e Skeeter uma futura escritora que, quando volta da universidade descobre que Constantine, a criada negra que a criou, já não trabalha na casa dos pais e fica sem perceber o que se passou realmente.
    Skeeter não se conforma como os negros são tratados na sua cidade, principalmente por algumas patroas brancas suas amigas e elabora um plano para dar voz às criadas negras de Jackson, dando-lhes a possibilidade de mostrar como são realmente tratadas. Estas três personagens acabam por se juntar e elaborar secretamente um projecto extremamente ambicioso e perigoso que vai alterar o rumo das suas vidas e de algumas pessoas em Jackson.
    Adorei ler este livro. Apesar da temática ser o racismo é sobretudo uma história de coragem e activismo. A sua escrita é bastante simples e fluida no entanto a autora consegue-nos transmitir uma grande ambivalência de sentimentos através das personagens, principalmente a partir da Aibileen, da Minny e da Skeeter já que são as narradoras desta história. Dei por mim a ler compulsivamente o livro para descobrir o seu final.
   Fico contente por ter lido este ano o Por favor, não matem a cotovia uma vez que é mencionado neste livro. O tema é o mesmo apesar de ser abordado de uma forma um pouco diferente. Com estas duas obras pude ver o peso que a problemática do racismo tinha nos Estados Unidos à uns anos atrás. Aconselho a leitura, principalmente para que aprecia este tipo de temas.

Citações:
"- Oh, Hilly, devias usar a casa de banho dos hóspedes(...)A Aibileen só limpa nas traseiras depois do almoço.(...)
- Mas a casa de banho dos hóspedes é onde vão as criadas - diz a senhora Hilly.
- Estás chateada porque a negra usa a casa de banho interior e nós também. (...)
- Elizabeth, se pudesses escolher, não preferias que fizessem o que têm a fazer lá fora?(...)
- Não sei - responde a senhora Leefolt (...)
- Só tens de dizer ao Raleigh que cada cêntimo gasto nessa casa de banho será recuperado quando venderem a casa. - (...) - E essas casas todas que estão a construir agora, sem aposentos para criados? É demasiado perigoso. Toda a gente sabe que eles têm doenças diferenças das nossas. (...)
- Seria bom. - Admite a senhora Leefolt, dando um pequeno trago no cigarro - que ela não usasse a de casa. (...)
 - Foi exatamente por essa razão que planeei a Iniciativa Sanitária do Pessoal Doméstico. Como uma medida de prevenção de doenças. (...)
- Um decreto exigindo que em todas as casas brancas haja uma casa de banho separada para os criados negros.(...)"

Também vi o filme mas, apesar de se basear no livro, existem algumas diferenças. Apesar de ter gostado achei o livro muito mais interessante.


domingo, 19 de agosto de 2012

Orgulho e Preconceito



Sinopse:
Elizabeth Bennet, uma das cinco filhas de uma família da classe média rural, conhece Fitzwilliam Darcy, membro da alta sociedade mas de um orgulho desmesurado. As tensões aparecem rapidamente, alternando sensivelmente o idílico e pacífico mundo rural inglês, que se revela como uma sociedade rígida, em que abundam os preconceitos e na qual nem tudo é aquilo que parece.

"Orgulho e Preconceito" é o mais famoso dos romances de Jane Austen, que ganhou um lugar entre os autores mais lidos pelo grande público e entre os clássicos apreciados pelos académicos, pelo seu profundo conhecimento dos mecanismos que regem as relações humanas, bem como pela ironia com que dota os seus romances.

Opinião:
    Esta obra é uma das minhas favoritas desde sempre. Já tinha lido este livro mas deu-me vontade de voltar a pegar nele.  Um romance que decorre na década XIX e que retrata a sociedade e os hábitos daquela época. A personagem central da história é a Elizabeth, uma das cinco filhas da família Bennet, pertencente à classe média. Ela  e as suas irmãs são apresentadas à alta sociedade através de uma festa onde conhece o Sr. Darcy um dos homens mais ricos de Londres mas conhecido pelo seu carácter rude e orgulhoso, não ficando muito bem visto aos olhos da protagonista.
    Elizabeth é caracterizada como uma personagem um pouco diferente das mulheres em geral, com uma visão e valores muito próprios. Através dela podemos assistir algumas críticas sociais, sobretudo no que diz respeito ao coquetismo, preconceitos de classes, cinismo e jogos de interesses. Apresenta um carácter bastante forte recusando mesmo boas propostas de casamento por não sentir amor, mesmo ciente de que poderia acabar o resto da sua vida solteira e continuar a ser um encargo para os seus pais.
    Mas, mesmo Elizabeth sendo tão correcta e sensata, com o desenrolar de alguns acontecimentos apercebe-se que as aparências por vezes iludem e que as coisas nem sempre são o que parecem. É então que se dá conta de que alguns julgamentos feitos por si não corresponde de facto à realidade, incluindo as suas impressões acerca do Sr. Darcy...
    Não consigo de todo mostrar a grandiosidade deste clássico e o impacto que a sua leitura teve em mim. É um livro absolutamente magnífico pela sua escrita, pelas descrições dos costumes da época, pela crítica e ironia mas sobretudo pela linda história entre Elizabeth e Darcy. E, apesar de já ter sido escrito à muitos anos acho bastante actual, podendo perfeitamente descrever, em aguns aspectos a sociedade dos dias de hoje, como por exemplo a futilidade instalada no quotidiano e aos juizos de  valor pré-concebidos.
    Também vi o filme que achei bastante fiel ao livro e a Elizabeth é uma das minhas actrizes preferidas, Keira Knightley. É excelente, principalmente a cena final!




Maratona Literária Livropólio

Como forma aumentar e diversificar as minhas leituras e de pegar tenho tentado participar em diferentes...