segunda-feira, 25 de abril de 2011

A Paixão de Jane Eyre

Autor: Charlotte Brontë
Editora: Inquérito
Colecção: Os melhores romances dos melhores romancistas
N.º Páginas: 385
Categoria: Clássico












Sinopse:
Jane Eyre é uma obra-prima da literatura inglesa, a autobiografia ficcionada de uma jovem que, depois de uma infância e adolescência desprovidas de afecto, se torna preceptora em Thornfield Hall e se apaixona pelo seu proprietário, Mr. Rochester. Plenamente correspondida nos seus sentimentos, Jane julga ter encontrado o amor por que ansiara toda a vida, mas Thornfield Hall esconde um segredo tenebroso que ameaça ensombrar a sua felicidade. Numa atmosfera misteriosa e inesquecível, acompanhamos esta heroína de espírito puro e apaixonado, que trava uma luta interior constante para se manter fiel às suas convicções e a si própria. Jane Eyre tem agora uma nova versão cinematográfica, com Mia Wasikowska, Michael Fassbender e Judi Dench nos principais papéis. (Fnac)

Opinião:
Comprei o livro à cerca de um ano por ter visto um filme sobre Jane Eyre e, apesar de não me lembrar da história, sei que na altura tinha gostado bastante. Por outro lado, como já tinha lido os Montes dos Vendavais, fiquei curiosa de conhecer outra obra das irmãs Brontë.

Este clássico fala-nos de uma menina, Jane Eyre, que ficou orfã de pai e mãe quando ainda era bebé e foi entregue à familia,  tendo vivido uma infância infeliz com a sua tia e primos, vitima de maus tratos físicos e emocionais. Aos 10 anos, foi enviada para um orfanato cristão onde viveu como estudante e professora. Aos 18 anos arranjou um trabalho como perceptora em Thornfield, para educar uma pupila do dono da casa, Mr. Rochester, por quem Jane se apaixona. No entanto, um segredo no casarão de Thornfield Hall impede a união deste casal.

Uma obra que nos trás uma história de amor à boa moda dos clássicos mas com um pouco de suspense à mistura. Charlotte Brontë tem uma escrita simples mas as suas descrições das paisagens, das personagens e dos sentimentos vivenciados são verdadeiramente marcantes. Um livro que se distingue também pela afirmação da independência feminina na figura de Jane Eyre, uma mulher auto-suficiente e de carácter bastante vincado para a sua época, por ter uma formação intelectual e moral acima da média, por viver do seu próprio sustento e por não se deixar rebaixar ou levar por ninguém com sexo, posição social ou visões diferentes das dela.

Uma leitura bastante agradável e foi com muita pena minha que cheguei ao fim do livro. Estou ansiosa por ver o filme que se encontra agora no cinema.

Classificação: 5 - Adorei


7 comentários:

  1. Eu li-o a primeira vez em inglês e agora comprei a versão editada pela Book.it em português e mal posso esperar por voltar a mergulhar naquela trama fantástica, sombria. É magnífico.

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  2. É um livro que vale a pena reler pela escrita de Charlotte Brontë, mas deve ser mais emocionante ler em inglês.

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  3. Ou talvez não quando se é português. Ainda há certas coisas que me escapam em inglês e em todo o tipo de escrita é ainda fácil para mim, portanto talvez venha a reler este livro como se fosse uma primeira vez.

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  4. É dos meus livros favoritos de todos os tempos! Jane ultrapassa as vicissitudes da vida e contra todas as probabilidades, fica com o sombrio Mr.Rochester. Quero ver o filme também!

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  5. É verdade Joana, ler em Inglês tem essa desvantagem. Acredito então que vais passar um bom momento.

    Jojo fui ver o filme a semana passada. Acho que as partes menos emocionantes do livro têm bastante impacto no filme, no entanto, de uma forma geral, não me emocionou tanto como o livro, talvez porque o tinha acabado de ler na véspera. Mas foi um momento bem passado.

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  6. Tenho este livro na mesa de cabeceira. Ainda não comecei a ler mas não deve demorar muito ;)

    Li recentemente o "Monte dos vendavais" da irmã, e não me cativou.

    Espero que a escrita de Charlotte Brontë não seja parecida à de Emily Brontë!

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  7. Já li os dois e apesar de serem irmãs tem estilos bastante diferentes. Como já li Montes dos vendavais à muitos anos já não me recordo bem mas creio que a Charlotte tem uma escrita muito mais leve e juvenil do que a Emily.

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