Autor: Harper Lee
Editora: Europa-América
Colecção: Livros de bolso - Grandes Obras
N.º Páginas: 273
ISBN: 9789721015500
Categoria: Clássico
Sinopse:
As cidadezinhas do Alabama seriam simples e pacatas se não sofressem de uma doença terrível: o racismo.
Um advogado defende com toda a convicção, e arrostando com ameaças e preconceitos, um negro acusado de violentar uma rapariga branca. A sua luta é contudo vã: nunca num tribunal de Alabama se dera razão a um negro contra um branco.
É uma criança que nos conta esta história. Uma criança que vai descobrindo o mundo que a rodeia e é testemunha de violências e atrocidades. A sua narrativa semi-inconsciente quase se torna a voz da adormecida consciência norte-americana.
Um advogado defende com toda a convicção, e arrostando com ameaças e preconceitos, um negro acusado de violentar uma rapariga branca. A sua luta é contudo vã: nunca num tribunal de Alabama se dera razão a um negro contra um branco.
É uma criança que nos conta esta história. Uma criança que vai descobrindo o mundo que a rodeia e é testemunha de violências e atrocidades. A sua narrativa semi-inconsciente quase se torna a voz da adormecida consciência norte-americana.
Opinião:
Já estava algum tempo para ler este livro de tão bem que falam dele. Assim que o comprei foi automaticamente para o topo da minha lista de leituras. E não me arrependi de o fazê-lo.
Uma história contada na perspectiva de uma criança que vive numa pequena cidade dos EUA, Maycomb, em meados do século XX. Uma menina, chamada Scout que, à medida que vai crescendo, se depara com uma série de preconceitos instaurados na população de Maycomb sendo o mais grave deles o Racismo. Scout testemunha um caso de um indivíduo respeitável acusado e condenado injustamente em tribunal apenas por ser negro. E ela e o seu irmão acabam por ser de certa forma discriminados por o seu pai Actticus, advogado, ter aceite defender o negro.
Um livro que nos mostra até que ponto o ser o humano é capaz de atitudes de injustiça e descriminação mesmo sabendo que não estão a ser justos. No entanto, transversalmente, através da personagem de Atticus, faz-nos vez que há pessoas altruistas que se preocupam e se esforçam para tornar este mundo um pouco melhor apesar de terem consciência que possivelmente nada vão conseguir mudar, pelo menos no presente.
Para mim o ponto alto do livro é precisamente a capacidade da autora se colocar sob o ponto de vista de uma criança e contar esta história de uma forma simples mas que nos prende à narrativa. Harper Lee faz-nos ver que há coisas que muitos adultos acabam por perder com o avançar idade como a capacidade de se colocar no lugar do próximo, mesmo que seja de outra raça, ou simplesmente questionarmo-nos sobre o que nos rodeia. Deixa-nos também a pensar como é que uma cidade inteira não consegue compreender um problema simples como racismo quando uma criança de 9 anos percebe a dimensão desta questão:
- Miss Gates é uma boa senhora, não é?
- Com certeza...- disse Jem - Eu gostava dela, quando andava na sua aula.
- Ela odeia Hitler, a valer ...
- Que mal há nisso?
- Bem, ela exaltou-se toda, hoje, a respeito de ser mau ele tratar assim os judeus. Jem, não há direito de perseguir ninguém, pois não? Quero eu dizer: mesmo ter maus pensamentos a respeito de alguém; é assim?
- Com certeza que não há direito, Scout. que tens tu?
- Bem, ao sair do tribunal, naquela noite, Miss Gates estava... ela vinha a descer os degraus à nossa frente, não deves ter visto... ela estava a falar com Miss Stephanie Crawford. Ouvi-a dizer: «É tempo de que alguém lhes dê uma lição, eles (os negros) estão a exceder-se, e não tarda aí que pensem em casar connosco.» Jem, como é que alguém pode odiar tanto Hitler e, depois, voltar-se e ser mau para as pessoas da sua própria terra?...
Aconselho sem dúvida nenhuma a leitura deste livro, no entanto esta edição deixa um pouco a desejar por ser um livro de bolso com letras muito miúdas e pela qualidade da tradução e revisão do texto.

Completamente de acordo com a tua opinião: tanto do livro, como desta edição!
ResponderEliminarE sim, é um livro sempre atual, que se deve recomendar. Mais ainda por ser uma leitura tão aprazível... :)
Beijocas!
E só eu não consigo encontrá-lo :(
ResponderEliminarMas tenho fé ;)
Beijinho :)
Olá Teté,
ResponderEliminarsim, um livro bastante actual pois o preconceito, de forma geral, encontra-se sempre instaurado na sociedade, seja pela cor da pele ou por outra razão qualquer.
Maria,
realmente está complicado de arranjares. Já exeprimentaste perguntar na fnac, worten ou Bertrand se ele não têm noutras lojas? Quando é assim, costumam mandar vir. O meu arranjei na Platier e teve que ser por encomenda. Vi no site da wook uma outra edição da Relógio D'Água:
http://www.wook.pt/ficha/mataram-a-cotovia/a/id/12851080
Beijinhos
Sabia que seria um livro que irias gostar. :)
ResponderEliminarEssa edição da Relógio de Água é bonita e de certeza que é bem melhor do que a da Europa América.
A minha é da Difel e também está muito boa, para além de gostar especialmente da capa http://www.wook.pt/ficha/por-favor-nao-matem-a-cotovia/a/id/62399
Obrigada Landa, já procurei em várias livrarias e não está fácil...ainda ontem estive na Bertrand e lá eles não trabalham com a Europa-América, mandaram-me para o Estoril eheh
ResponderEliminarMas não desisto.
Beijinho :)
Tonsdeazul,
ResponderEliminareu pessoalmente costumava comprar livros da Difel e nunca tive razão de queixa das traduções, é pena terem entrado em insolvência. Apesar de ser mais caro acho que neste caso vale a pena a diferença.
Maria não sabia que a bertrand não trabalhava com a europa-america. Talvez seja por eles possuirem as suas próprias edições de bolso
Beijinhos