domingo, 20 de maio de 2012

Expiação

Autor: Ian McEwan
Editora: Gradiva
Nº Páginas: 419
ISBN: 978 972 662 822 4
Categoria: Romance














Sinopse:
No dia mais quente do Verão de 1935, Briony Tallis, de 13 anos, vê a irmã Cecilia despir-se e mergulhar na fonte que existe no jardim da sua casa.
É também observada por Robbie Turner, um amigo de infância que, à semelhança de Cecilia, voltou há pouco tempo de Cambridge. Depois desse dia, a vida das três personagens terá mudado para sempre. Robbie e Cecilia terão ultrapassado uma fronteira que, à partida, nem sequer imaginavam e tornar-se-ão vítimas da imaginação da irmã mais nova. Briony terá presenciado mistérios e cometido um crime que procurará expiar ao longo de toda a sua vida.
Expiação é, porventura, a melhor obra de Ian McEwan. Descrevendo de forma brilhante e cativante a infância, o amor e a guerra, a Inglaterra e a situação de classes, contém no seu âmago uma exploração profunda – e muito comovente – da vergonha, do perdão, da expiação e da dificuldade da absolvição.

Opinião (pode conter spoilers):
     Já há muito tempo que queria ler este livro de tanto que ouvi falar. Assim que me ofereceram coloquei-o no topo da minha pilha de livros e assim que pude, iniciei logo a sua leitura.
     O ponto alto do livro é sem dúvida a escrita do Ian McEwan. Ele é um belíssimo escritor, apresentando descrições maravilhosas e bastante introspecções. Permite-nos também ver várias perspectivas da narrativa, em função da personagem que está a descrever. Mas, por vezes devagueia demasiado nas suas descrições o que acabou por me deixar um vazio em alguns momentos narrativos numa fase inicial do livro. E, para mim que sou uma eterna romântica, apesar de não muito lamechas, criei algumas expectativas relativamente ao romance de Robbie e Cecilia que pensei ver um pouco mais desenvolvido mas, quando dei por mim, tinha terminado o livro. O final deixou-me um pouco triste mas que segue a linha do que era o mais provável de acontecer, não num romance mas sim na vida real, mostrando-nos a efemeridade da vida e impossibilitando de Briony corrigir o seu erro e obter absolvição perante Robbie e Cecilia.
     O autor descreve aspectos interessantes como as diferenças sociais, a passagem da infância para a adolescência, o arrependimento, a tentativa de rendição, o amor em tempos de guerra, a vida dentro e fora do campo de batalha, as implicações que os julgamentos precipitados podem ter na vida das outras pessoas e que estas podem deixar marcas para o resto das nossas vidas.
     É uma leitura que aconselho e certamente penso ler mais obras do autor. Adorei!

Após terminar o livro vi também o filme:



Para mim, o filme ficou muito aquém do livro. No entanto, apesar de serem omitidas algumas partes do livro, penso que ouve uma tentativa de se mostrar fiel ao romance relativamente às descrições paisagíticas e no que respeita à exposição das várias perspectivas da narrativa em função do personagem. As representações de James McAvoy e a Keira Knightley são muito intensas, como não se poderia esperar outra coisa destes excelentes dois actores.

8 comentários:

  1. Só vi o filme e gostei muito. O que também deveria servir de lembrete para ler primeiro os livros, só que por vezes são publicados quase em simultâneo com o cartaz de cinema, e já se sabe que os filmes não estão em exibição durante muito tempo... :)

    Beijocas!

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  2. Olá Teté. Este filme é daqueles que merece ser visto no cinema pela banda sonora e quando é assim é bom aproveitar.
    Alguns livros que tenho expectativas acima da média tento ler primeiro o livro. Se vir primeiro o filme o livro não tem o mesmo impacto. Mas tem as suas desvantagens pois por vezes fico imenso tempo para ver os filmes ou acabo por não resistir e vejos mesmo assim. No entanto fico sempre com a sensação de que perdi alguma coisa. Penso que se não tivesse lido este livro haveria algumas passagens do filme que me tinham passado ao lado.

    Beijinhos!

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  3. Tal como a Teté não li o livro, mas vi o filme. Gostei, mas quanto a mim a história pareceu-me com alguns hiatos. Daí que as excelentes interpretações ajudaram a esquecê-los. Se tivesse lido o livro não teria sentido tanto que me ficou a faltar algo. ;)

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  4. Olá Landa,
    Li o livro - e gostei!
    Anos mais tarde vi o filme (infelizmente na tv) e também gostei, apesar das falhas de adaptação do livro ao cinema. Tenho para mim, que transpor para filme qualquer livro deste autor é um desafio gigantesco para um realizador.
    Gostava de ver em filme o livro dele "Solar". Conheces? É uma novela risível e extraordinária. Enquanto lia o livro, visionei um determinado actor (Paul Giamatti) no papel principal e ... ri com gosto.
    Se não conheces este livro coloca-o na tua lista de leituras para este verão - não te arrependerás.
    Bs.

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  5. Olá tons de azul. De facto penso que o realizador falhou um pouco em algumas passagens. Para quem leu o livro é bastante notório mas acabamos por entender o que se passou, para quem não leu acho que o filme acaba por não passar tudo o que é uma pena.

    Boas leituras!

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  6. Olá Teresa. Concordo plenamente quanto ao desafio de transpor um livro para filme, principalmente quando se trata de livros marcantes como este.
    O Solar já vi nas livrarias mas ainda não o li. Gostei imenso da escrita do Ian McEwan e vou de certeza ler mais obras dele. Obrigada pela sugestão.

    Bjinhos

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  7. Eu vi o filme antes de ler o livro e a-do-rei!
    Tive de ler o livro, claro :) Gostei imenso, sobretudo devido à escrita do autor e dos pormenores tão ricos.
    Já li outros livros de McEwan e, de facto, ele intriga-me pela sua capacidade de contar histórias e pela crueza com que narra alguns acontecimentos.
    Boas leituras!

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  8. Olá djamb. Acredito que se tivesse visto o filme antes de ler o livro provavelmente teria gostado mais. Acontece que temos sempre tendência para comparar e, neste caso, ao ver algumas cenas parecia que faltava qualquer coisa. Quanto ao livro, tal como tu, o que me fez gostar muito dele foi a escrita do McEwan. Não li mais nada dele mas pretendo conhecer mais obras suas.

    Boas leituras!

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