
"A minha mãe afogou‑se na noite de 23 de Maio, dia do meu aniversário, no braço de mar em frente da localidade que chamam Spacca‑vento, a poucos quilómetros de Minturno. Exactamente naquela zona, no fim dos anos 50, quando o meu pai ainda vivia connosco, alugáva‑mos no Verão um quarto numa casa rural e passávamos o mês de Julho a dormir os cinco dentro de escassos noventa metros quadrados."
"Um estranho Amor", primeiro romance escrito por Elena Ferrante, é uma história contada na primeira pessoa de Délia, uma mulher de meia idade, que pretende descobrir se a morte da sua mãe Amália tinha sido um suicídio, um acidente ou um assassinato e o porquê das estranhas circunstâncias em que o seu corpo foi encontrado. Para isso retorna à cidade das suas origens, Nápoles, numa tentativa de reconstruir os últimos momentos de vida de Amália onde recorda alguns episódios da sua infância, repleta de intrigas familiares e de violência doméstica. A dada altura Délia apercebe-se que, embora a sua mãe estivesse muito presente, o relacionamento entre as duas tornou-se distante em alguma fase das suas vidas. Consequentemente, para encontrar as suas respostas, tenta colocar-se na pele dessa mãe desconhecida e, o que no inicio parecia apenas a busca das causas da morte de Amália, tornou-se numa reflexão sobre a sua própria identidade e o peso que o seu passado e as vivências com sua mãe tiveram na pessoa que Délia é hoje.
"Um estranho Amor", primeiro romance escrito por Elena Ferrante, é uma história contada na primeira pessoa de Délia, uma mulher de meia idade, que pretende descobrir se a morte da sua mãe Amália tinha sido um suicídio, um acidente ou um assassinato e o porquê das estranhas circunstâncias em que o seu corpo foi encontrado. Para isso retorna à cidade das suas origens, Nápoles, numa tentativa de reconstruir os últimos momentos de vida de Amália onde recorda alguns episódios da sua infância, repleta de intrigas familiares e de violência doméstica. A dada altura Délia apercebe-se que, embora a sua mãe estivesse muito presente, o relacionamento entre as duas tornou-se distante em alguma fase das suas vidas. Consequentemente, para encontrar as suas respostas, tenta colocar-se na pele dessa mãe desconhecida e, o que no inicio parecia apenas a busca das causas da morte de Amália, tornou-se numa reflexão sobre a sua própria identidade e o peso que o seu passado e as vivências com sua mãe tiveram na pessoa que Délia é hoje.
Foi o primeiro que li da autora e gostei muito da sua escrita e da forma como constrói o enredo. Nesta pequeno romance a autora aborda assuntos atuais e muito presentes não só em Nápoles, mas também em muitos outros lugares em todo o mundo como: a violência doméstica, o amor obsessivo, o machismo e a desvalorização dos sentimentos e da importância do papel da mulher no seio familiar. Mas o que o torna realmente especial é a intensidade da sua escrita e a profundidade que dá às suas reflexões sobre as relações humanas. Posso dizer que logo após terminar o livro não o adorei, talvez por estar com uma expectativa diferente sobre a autora ou por falar sobre assuntos que, como mulher e mãe me incomodam muito. No entanto, escrever esta opinião obrigou-me a explorar mais sobre esta obra e deixou-me perceber a sua genialidade.
Estou bastante curiosa por ler mais livros desta escritora.
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