"Se houve alguma coisa que aprendi durante esta minha longa vida, é isto: no amor descobrimos quem queremos ser; na guerra descobrimos quem somos." E assim começa este belo romance, que me deixou logo rendida no seu primeiro parágrafo.
O Rouxinol relata-nos a Segunda Guerra Mundial sobre o ponto vista das mulheres francesas que ficaram em suas casas enquanto os seus maridos, pais e filhos, foram destacados para combater. As história centra-se em duas irmãs: Vianne cujo marido foi convocado para a frente de batalha e que sozinha teve de cuidar da sua filha e enfrentar sozinha as dificuldades da guerra; e Isabelle uma jovem irreverente que decide juntar-se aos resistentes para a libertação da França contra a ocupação alemã. Duas mulheres diferentes que, no entanto, se mostram umas verdadeiras guerreiras em situações austeras como a fome, a doença, a opressão e a humilhação. Este livro para além de abordar o impacto que a guerra teve nas mulheres, crianças e revolucionários fala-nos ainda das marcas deixadas nos sobreviventes no período pós-guerra.
Uma história que me tocou muito e que me trouxe diversas vezes as lágrimas ao olhos. Fiquei a pensar, tendo eu duas filhas, como lidaria numa situação semelhante e se teria forças para ultrapassar certas calamidades que Vianne se confrontou. Vai entrar sem dúvida nos favoritos de 2019.

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