"Chamo-me Violette Toussaint. Era guarda de passagem de nível, agora sou guarda de cemitério.
E assim começa a história da Violette, que foi, desde o seu nascimento, uma vítima de muitas contrariedades da vida. Sempre sobrevivendo ao seu malfadado destino, um acontecimento fez com que Violette perdesse o que tinha de mais precioso e entrasse num desgosto profundo. Mas, pessoas que entraram na sua vida, fizeram com que alguma luz fosse entrando novamente no seu coração.
Comecei a ler este romance sem saber nada dele, apenas de que falava sobre o luto. A ignorância sobre o seu enredo tornou esta leitura muito especial pois não esperava uma profundidade tão grande de relações entre os personagens. Para além de nos mostrar diferentes formas de viver o luto, fala-nos ainda da força da amizade, do amor e da possibilidade de nos reabilitarmos quando nos encontramos rodeadas pelas pessoas certas. Violette é uma personagem marcante que vai ficar comigo durante muito tempo, pela sua evolução, clareza de espírito e simplicidade.
A vida das flores é breve, tal como a nossa. Há que aproveitar os pequenos e belos momentos do nosso quotidiano: "Saboreio a vida, bebo-a em pequenos goles como chá de jasmim com mel. E quando chega o final de tarde e os portões do meu cemitério se fecham e a chave se pendura à porta da minha casa de banho, fico no paraíso."
Foi, sem dúvida, uma das melhores leituras de 2024. Fiquei com curiosidade de ler mais obras da autora, alguma que recomendem em especial?
Boas leituras!
Sinopse:

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