Laura, apesar de ter nascido no México, um país bastante patriarcal, é uma mulher moderna, independente e com ideias muito próprias. Sente a pressão por parte da sua mãe de levar uma vida comum, constituir família, ter filhos. Mas Laura considera a maternidade um peso, para ela "um filho, por muito terno e doce que fosse nos momentos bons, representaria sempre um limite à sua liberdade, um peso económico, para não falar do desgaste físico e emocional que causam" e, por essa mesma razão, opta por não ser mãe. No entanto, acaba por viver a maternidade através da sua amiga Alina e da sua vizinha Doris: Alina, faz tratamentos de infertilidade e no último mês de gravidez passa por um conflito que mudara a sua vida radicalmente; Doris é mãe solteira de um menino com problemas de comportamento.
A Filha Única, apesar de ser um livro pequeno e se centrar muito sobre a temática da maternidade e das diferentes formas como a vemos e vivenciamos, trás muitas outras reflexões sobre outros assuntos como a amizade, a violência doméstica, o luto e as diferenças sociais.
Gostei muito da forma como a Guadalupe Nettel escreve, utiliza uma linguagem fluída mas precisa e intensa. A autora faz, ao longo do livro, um paralelismo da maternidade humana com a de um casal de pombos que achei muito interessante. Um livro que recomendo embora não aconselhe a sua leitura a grávidas pela abordagem de temas particularmente sensíveis. Deixo sempre a sinopse do livro mas se possível não leiam porque, a meu ver, trás spoilers.
Boas leituras!
Sinopse:

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