No mês de Maio comecei a ler Os Miseráveis de Victor Hugo e o previsto seria lê-lo ao longo do mês. Logo percebi que para conseguir apreciar este calhamaço teria que estender a leitura pelo que este vai permanecer na minha mesa de cabeceira durante os próximos tempos.
A primeira obra que terminei foi o Alienista sob o formato de audiobook, o qual já falei no post anterior.
Ainda para a maratona das aventuras épicas terminei o Uprooted de Naomi Novik, uma leitura que já se arrastava desde Fevereiro. A história centra-se em Agneiszka, uma jovem rapariga que vive num vale rodeado por um bosque corrompido por um poder malévolo. O seu povo é protegido por um mago a quem chamam Dragão que como moeda de troca, a cada 10 anos, escolhe uma rapariga de 17 anos que mantém durante este periodo na torre onde vive. A altura da escolha aproxima-se e todos estão quase certos que a Kasia, a melhor amiga da Agneiszka, será levada. No entanto, para surpresa de todos o dragão escolhe outra rapariga.
Trata-se de um livro jovem adulto inspirado numa história tradicional polaca que a autora ouvia quando era criança. Gostei da descrições da natureza e das tradições da aldeia da Agneiszka. Também achei interessante o misticismo criado em torno do bosque, das estratégias que este utiliza para proliferar e da forma como a magia é abordada. No entanto o livro não veio de encontro às minhas expectativas talvez por estar à espera de algo diferente uma vez que a sinopse não descreve de todo aquilo que o leitor vai encontrar. Outra razão possível é por eu já não me identificar muito com histórias YA. Também houve partes que me aborreceram e senti que a história estava constantemente a alterar o rumo.
Não costumo ler poesia e sendo Portugal um país de poetas quero conhecer mais este género literário. O primeiro deste ano foi o Livro de Mágoas de Florbela Espanca que apesar de falar de dor, solidão e falta de amor achei a escrita bonita com sonetos carregados de muito sentimento.
Para o projeto Português é Bom li Um Pingo na Água, o segundo livro da autora portuguesa contemporânea Ann Yeti. A história centra-se na Ana, uma mulher independente, sozinha e que vive para o seu trabalho. No entanto, algumas mudanças vão surgir na sua vida e esta deixa-se envolver por dois homens muito diferentes e que Ana vai ter de escolher com quem ficar. Um romance curto que se lê rapidamente para descomprimir de leituras mais exigentes e, apesar de ter gostado da escrita achei que a autora poderia ter explorado mais algumas ideias.
Terminei o mês com O tempo entre Costuras, sem dúvidas a minha leitura do mês. Um romance histórico com um toque de espionagem que decorre na altura da Guerra Civil Espanhola e posteriormente durante a Segunda Guerra Mundial. Foi o primeiro livro que li da Maria Dueñas e adorei, quero ler mais obras dela. Depois vou dedicar um post sobre esta obra.
E vocês, conseguiram ler muito durante a quarentena?





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