Em Abril, embora tenha estado mais tempo em casa não li mais do que o habitual porque tenho estado ocupada a cuidar das crianças e a organizar as aulas da escola da minha filha mais velha. Este mês, inconscientemente, foi dedicado aos clássicos.
Terminei A Idade da Inocência de Edith Wharton que foi o livro que selecionei no mês de Março para participar no desafio de Março "Ler os clássicos" do blog da Barbara, tendo sido proposto ler um clássico escrito por uma mulher. Esta leitura também se insere no meu projeto pessoal de ler obras da lista dos 1001 livros.
Já tinha visto o filme à muitos anos atrás talvez por isso tenha demorado tanto tempo a ler o livro que já se encontrava nas minhas estantes desde 2011. A personagem central é Newland Archer, um advogado que pertence às famílias Aristocratas de Nova Iorque. Archer está prestes a casar com May, uma mulher convencional, bonita e de boas famílias, perfeita para levar uma vida sossegada e dentro dos padrões sociais. Ao longo do seu noivado a família de May recolhe uma prima, a condessa Olenska, envolvida num grande escândalo por ter fugido do seu marido polaco a quem afirma lhe ser infiel. Há então aqui uma tentativa de integrar a Madame Olenska, uma mulher muito à frente do seu tempo numa sociedade Nova Iorquina centrada nas aparências e submetida às influências de um pequeno grupo de pessoas com ideias antiquadas. Desta forma, Archer confronta-se de determinadas situações e reflexões e inicia um conflito interno entre si mesmo e a sociedade. Apesar de não ouvir falar muito desta autora gostei muito da sua escrita que nos trás uma excelente descrição e crítica da sociedade de Nova Iorque nos finais do século XIX.
Ainda para o desafio da Bárbara, para o mês de Abril, ler um clássico traduzido, e para o projeto de ler as obras dos 1001 livros selecionei A Peste de Albert Camus. Esta escolha deveu-se em parte pela situação de epidemia que vivemos e confesso que se tivesse pegado neste livro em outro contexto teria deixado a obra a meio. Um romance lento, repleto de reflexões sobre o que se passa em Orão na Argélia, uma cidade infestada com peste e que teve que ser isolada. Apesar de já ter sido escrito na década de 40 podemos encontrar muitas semelhanças com o que se passa na actualidade: a clausura, o trabalho incansável da equipa médica e o comportamento social. Fiquei bastante impressionada pelo que recomendo muito esta leitura.
Finalizei o mês com a releitura das Histórias da Terra e do Mar da Sophia de Mello Breyner para o projeto Português é Bom. Trata-se de uma coletânea de cinco contos que já tinha lido no ensino preparatório. A experiência de leitura foi bastante diferente primeiro, porque antes tinha sido uma leitura obrigatória segundo, porque agora, como a maturidade é diferente consigo apreciar a escrita da autora e compreender os texto de outra forma. Gostei muito.



Adorei o filme da "Idade da inocência". É um dos meus filmes preferidos. O livro não li.
ResponderEliminarBoa semana e boas leituras:))
Olá Isabel.
EliminarTambém gostei muito do filme, houve uma altura em que via todos os filmes da Winona Ryder, sou uma fã incondicional. Só agora que já não tinha a história muito presente é que resolvi ler o livro. A adaptação cinematográfica é muito fiel à obra.
Boas Leituras